sexta-feira, 24 de maio de 2019

BAGAGEM PAGA UMA JOGADA QUE NÃO DEU CERTO. #marketingpolitico #comunicaçãopolitica


As companhias aéreas pleitearam junto a ANAC em 2.016 a cobrança de bagagens despachadas, argumentando que isso traria um barateamento nas passagens aéreas.
Na verdade foi uma emboscada.
Ganharam o direito de cobrar (e não foi nada barato) por cada mala despachada, e para que o numero de bagagens despachadas aumentassem, estipularão e fizeram uma fiscalização rigorosa nas bagagens de mão que poderiam ter um tamanho específico e no máximo 10 quilos.
Só que isso não barateou as passagens, ao contrário, os preços aumentaram.
Para fugir da cobrança, os passageiros começaram a levar apenas bagagem de mão e obviamente, isso lotou o espaço interno das aeronaves.
As companhias se viram obrigadas a despachar malas que poderiam viajar dentro do avião gratuitamente.
Chegam a implorar nos aeroportos para que se despachem as bagagens mesmo as que podem ser levadas nos compartimentos internos.
Uma decisão dos Deputados e Senadores obriga as companhias aéreas a voltar ao sistema antigo, ou seja, bagagens até 23 quilos podem ser despachadas em voos nacionais gratuitamente.
O que falta agora é a sanção Presidencial.
Sr. Presidente, é hora do Sr. mostrar coerência dos atos com os discursos.
Sancione a gratuidade das bagagens para que ao menos uma vez, o consumidor seja privilegiado.
Prove que seu mandato é realmente para defender o povo brasileiro.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

EDUCAÇÃO NO BRASIL - POLÍTICA


Em seu plano de governo, o candidato eleito para a presidência Jair Bolsonaro (PSL) diz que Educação Básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio, será prioridade em seu governo. 
Países que tiveram que se reconstruir pós-guerra, como Japão e Coréia chegaram a potencia mundial através do investimento que fizeram na educação.
Parece que os governantes no Brasil ainda não entenderam que, a única possibilidade de um país crescer é através da educação do povo.
Presidentes anteriores já se manifestaram em não financiar estudantes no exterior, como se isso fosse uma coisa dispensável para o País. Buscar conhecimento fora do país é essencial para que possamos crescer e ampliar o conhecimento.
Quanto ao corte nas universidades, antes de se anunciar uma ação dessas, deve-se saber o impacto que isso causa na administração de uma universidade e nas consequências que isso vai gerar nas pesquisas desenvolvidas por elas.
Decisões atabalhoadas, como as que estão sendo implantadas e divulgadas, sem que se tenha a real amplitude de suas consequências, desaguam em oportunidades de manifestações como as que assistimos essa semana.
É hora de o governo repensar todo o seu planejamento e sua comunicação, para que outras manifestações não aconteçam por pura falta de preparo de seus ministros e da forma que vem sendo conduzida a sua comunicação.
Termino esse comentário com uma frase de Derek Bok:
Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

VENEZUELA O CAOS NA AMÉRICA DO SUL Comunicação Política


É revoltante o que está acontecendo com o povo na Venezuela.

O país está há anos em um crescente descontentamento político, alimentado pela  hiperinflação, cortes de energia e falta de alimentos e remédios.
Mais de três milhões de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos anos.
Estão na raiz do desabastecimento generalizado no país medidas como o controle de preços de produtos básicos, por exemplo. Os poucos negócios venezuelanos que produziam esses itens como farinha, óleo de cozinha e produtos de higiene pessoal passaram a não considerar lucrativo fabricá-los.
A hiperinflação atinge de forma brutal e indiscutível o dia a dia dos venezuelanos. A taxa de inflação anual chegou a 1.300.000% nos 12 meses até novembro de 2018,.
No final de 2018, os preços dobraram, em média, a cada 19 dias. Isso representou, para muitos venezuelanos, uma luta para comprar itens básicos - como comida e remédio.
Hoje, 48% da população vive em condições de pobreza. A violência também estourou país afora, levando a capital Caracas ao topo do ranking das cidades mais violentas do planeta.
Seria muito bom se o Brasil conseguisse ser o mediador nas negociações da paz na Venezuela. O Brasil é indiscutivelmente o país líder na América do Sul.
Enquanto a guerra pelo poder se dá entre os lideres, quem sofre é o povo Venezuelano.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

MAIS DOIS ANOS DE MANDATO? Comunicação Política


Está sendo colocado no Congresso Nacional um projeto para ampliar em mais dois anos os mandatos dos atuais Prefeitos e Vereadores, para que as eleições sejam efetuadas todas no mesmo dia, ou seja, de Presidente a Vereador todos seriam eleitos de uma só vez.

Se isso ocorrer, tenho algumas certezas do irá acontecer.

O voto do Vereador ficará em ultimo plano, conforme demonstram pesquisas efetuadas nas filas de votação.
 45% dos eleitores chegam ao colégio eleitoral sem ter definido em qual vereador votar, sendo apenas a eleição de prefeito e vereador.
A maior atenção dos eleitores estará nos votos dos executivos, Presidente, Governador e Prefeito, relegando ao um segundo plano o voto dos proporcionais, tendo assim muito poucos votos e perdendo a representatividade, pois vivemos em uma democracia representativa.
Do munícipe, resta saber se ele quer o Prefeito e os vereadores de sua cidade por mais dois anos.
Se o Prefeito está fazendo um péssimo trabalho e a população não vê a hora de troca-lo, terá então que suportar mais dois anos essa péssima administração?
E os vereadores da sua cidade que não estão correspondendo aos anseios da população, terão que continuar mais dois anos não fazendo nada?
Mais uma vez a corda vai arrebentar no lado mais fraco, ou seja, na população.
Para mim o projeto teria que passar por um referendo para saber se a população quer mais dois anos da atual administração dos municípios ou não.
Assim se faz democracia, assim se faz um novo Brasil.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

CENSURA NA REPÚBLICA Comunicação Política


O ato do STF de censurar o Antagonista e a revista Crusoé demonstra claramente o quanto corporativista pode ser um poder.
Mas, o grande erro no STF começa na forma que esses ministros chegam lá, que é pelo famoso QI, ou seja, quem indica. E quem indica são os presidentes da república de plantão.
Tem que se mudar a forma de se escolher esses ministros. Ministro do supremo não é ministro do executivo.
Eu passei pela fase da censura no período militar quando fui impedido, como diretor de teatro, de apresentar a peça Calabar de Chico Buarque e Rui Guerra censurada na época.
Lembro-me das receitas de bolo de maracujá nos jornas impressos. Quando apareciam, queira dizer que alguma matéria foi censurada e no lugar dela, aparecia à receita do bolo de maracujá.
Censura é uma ferramenta de ditaduras que tem o que esconder.
Em uma democracia as autoridades, de qualquer poder, não podem ter atitudes escusas e sigilosas.
Se o dinheiro que as paga é público, sua vida e atitudes também os são.
Termino com uma frase de Rui Barbosa:
A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

OS 100 DIAS DO GOVERNO BOLSONARO Comunicação Política


Temos que considerar que, qualquer início de governo é um período de transição sem grandes realizações, onde a população, normalmente, não cobra do mandatário grandes conquistas.  É um período de lua de mel entre governo e população.
Isso é histórico no Brasil em qualquer governo, seja ele Federal, Estadual ou Municipal.
Às nomeações de ministros e assessores, ao que o Presidente chamou de “desmonte ideológico dos ministérios”, a interferência dos filhos no governo e na comunicação presidencial, deram o tom do governo nesses seus 100 primeiros dias.
Quanto às trocas de ministros durante o mandato, devemos lembrar que outros presidentes passaram pelo mesmo processo.
Desde que assumiu a Presidência, em 2011, Dilma Rousseff demitiu, substituiu ou aceitou a demissão de 86 ministros. Em média, um ministro foi demitido ou trocado no governo Dilma a cada 22 dias.
Dos 38 ministros empossados quando Dilma assumiu em 2011, só três permanecem nos postos originais: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Alexandre Tombini (Banco Central).
Eu comparo a nomeação de ministros e assessores a um time de futebol.
Quando o técnico da Seleção Brasileira convoca jogadores para seu time e coloca para jogar, é somente ai que vai perceber se o ponta esquerda desenvolve o futebol a contento. Se o jogador não consegue jogar o esperado, o técnico simplesmente troca o jogador.
E assim vai fazendo com todos os jogadores até encontrar o time ideal.
O que o técnico Bolsonaro está fazendo é isso. Trocando os jogadores que não estão acompanhando o time e colocando outros para substituir.
O que estamos realmente aguardando é que o governo acerte definitivamente o time e faça muitos gols para a população brasileira.
Os 100 dias de lua de mel terminaram, agora o cidadão brasileiro começará a cobrar ações mais contundentes do governo para resolver problemas latentes.
Assim é o governo, assim é o Brasil.

quinta-feira, 28 de março de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA O PATINHO FEIO DA NINHADA Comunicação Política


A reforma da Previdência virou o patinho feio da ninhada.  A discussão é saber quem será o pai do patinho feio.
O executivo diz que a aprovação depende do legislativo, e o legislativo diz que o executivo não se interessa em defender o projeto.
Em meio as alfinetadas dos Presidentes, o da República e o da Câmara Federal, fica a população sem entender nada sobre o que realmente está acontecendo.
E pensar que essa rinha começou com um twitter do filho do Presidente da República sobre Rodrigo Maia e chegou ao ponto da frase: O Presidente Bolsonaro está brincando de presidir o país.
Estão falando em negociação, mas o que vem a ser a negociação entre o executivo e o legislativo?
O Presidente da República enviou um projeto para a Câmara Federal para ser apreciado.
A Câmara Federal quer explicações sobre vários pontos  do projeto. Cabe então ao executivo explicar os pontos de duvidas do projeto ao legislativo e negociar o que os deputados não aceitam.
O Governo tem que ter argumentos para convencer os parlamentares que seu projeto é válido. É isso que os deputados querem: diálogo. Ou seja: quem vai explicar esse projeto?
Mas ai o Ministro da Fazenda diz que se o projeto não passar ele pede pra sair.
Parece menino mimado dizendo: se não for do meu jeito, não brinco mais.
O governo deve ter em mente que ganhou a eleição e não um cheque em branco para fazer o que bem entende.
Enquanto isso o dólar sobe e a bolsa desce.
E continuam os erros na comunicação com a população e com os parlamentares para explicar os pontos nebulosos da reforma.
Na briga entre o Presidente Bolsonaro e o Presidente da Câmara Rodrigo Maia, quem sai perdendo é quem sempre perde. A população brasileira.

quinta-feira, 14 de março de 2019

SUZANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS Comunicação Política


SUZANO
Hoje esse nome é sinônimo de tragédia.
Vamos analisar alguns pontos.
- Desarmamento:
Algumas pessoas estão falando que o desarmamento é a solução para evitar essas tragédias.
Será que o desarmamento vai evitar a venda de machadinha para camping, besta com dardos, arco e flecha e revolver com numero raspado? Essas armas são compradas em qualquer lugar. É preciso saber o que arma os cérebros. Qual gatilho é apertado para promover essas barbáries.
- Armar os professores
Sou professor e com certeza, me recusaria a portar arma em sala de aula, pois com isso, assumiria a responsabilidade pela segurança dos alunos.
Quem tem que assumir a segurança é o estado.
Em escolas particulares só se consegue entrar pelas catracas que selecionam quem realmente pode adentrar ao recinto, além de, em muitas delas, existir um detector de metais e seguranças para monitorar a entrada e saída.
- Maioridade Penal
Usar o que aconteceu em Suzano como exemplo para diminuir a maioridade penal, é o exemplo mais esdruxulo que conheci até hoje.
Primeiro porque um dos ativistas era maior de idade e os dois suicidaram-se , inclusive o que era menor de idade.
- Proselitismo político:
Usar esse momento trágico como argumento de discurso político é exemplo claro de oportunismo e desumanidade.
A exploração de tragédias como a de Suzano é a pior marca nos debates estúpidos entre direita e esquerda no Brasil.
 Argumentos ridículos, forçados, se utilizam para atacar o outro lado. Não existem vencedores nem vencidos nesse momento. Quem perde é o ser humano.
Termino esse comentário com a frase do grande Teotônio Vilela
A MAIOR TRAGÉDIA DO BRASIL NÃO É A DÍVIDA EXTERNA, NEM A DÍVIDA INTERNA: É A DÍVIDA SOCIAL.

quarta-feira, 13 de março de 2019

COMUNICAÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL Comunicação Política


A comunicação presidencial está nos deixando completamente tontos.
A atual comunicação Presidencial tem três vértices: o do porta-voz oficial, general Otávio Rêgo Barros, que lê comunicados, interpreta atos da administração e do presidente; o da Secretaria de Comunicação, que fala do cotidiano, que opera junto aos meios e redes tecnológicas; e a modelagem familiar, coordenada pelo filho Carlos, além do próprio presidente, que veicula mensagens quentes e polêmicas no Twitter.
Difícil manter coerência e harmonia com tantas fontes, cada qual com linha própria.
O general Barros dá o tom oficial; a Secom oferece suporte e o grupo familiar age como guerreiros em batalha.
Obviamente a comunicação familiar ganha maior audiência: causa impacto e polêmica ao transformar pai e filhos em municiadores do exército aliado.
Enquanto o general Barros tenta aparar arestas, estas são expandidas pelo próprio presidente e o filho Carlos.
O princípio essencial da comunicação – coerência – é substituído por dissonâncias. Quanto mais ruído, mais dispersão, maior distúrbio no processo, minando a credibilidade da administração.
As redes sociais se prestam bem às comunicações informais, torrente que mistura emoção com achismos, bílis com desavenças, carinhos com puxa saquismo e principalmente o uso e abuso de fake news.
Usá-las como principal meio para a comunicação oficial de um governo é misturar o público e o privado. Quando os dois territórios se bifurcam, a comunicação acaba sem rumo, desmanchando os limites da verdade.
Termino esse comentário com uma frase encontrada nos Contos Árabes.
Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Baseado em texto do Prof. Gaudêncio Torquato

terça-feira, 5 de março de 2019

APOSENTADORIA E A NOVA PREVIDÊNCIA Comunicação Política


O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, alertou que a divulgação da reforma da Previdência é de extrema importância e como é um assunto complexo terá que ser bastante debatida com a população. 
Afirmou que depois do carnaval já deverá estar funcionando um call center para tirar dúvidas e um site para fazer a simulação das novas opções de aposentadoria.

O Planalto precisa convencer a sociedade e os parlamentares sobre a necessidade da reforma.
A ideia é não cometer os mesmos erros de Temer e combater as fake news.
Muito se tem falado e várias versões aparecem a cada segundo tentando explicar o que o governo está propondo de mudanças na aposentadoria.
O que deve ser feito são canais interativos de comunicação, ou seja canais onde a população possa perguntar e tirar suas duvidas.
Colocar internet e call center  (telefones) com respostas pré-concebidas e um call center com atendimento por gravação, não irá elucidar as várias duvidas de quem está procurando a aposentadoria e suas novas regras.
Tanto na internet como no telefone, o atendimento deve ter condições de, através de atendentes capacitados, tirar as duvidas do projeto.
A aposentadoria é um assunto que vai interferir na sociedade como um todo e, se não for bem explicado e entendido, tanto pela população como pelos parlamentares que irão votar o projeto, teremos com certeza, reações contrárias às novas regras de aposentadoria.
Termino esse comentário com a frase de Josemar Bosi
Tem tanta gente ganhando aposentadoria, totalmente fora do contexto econômico brasileiro, que se for acertado, no mês seguinte, o Brasil será aquele país do futuro que nunca chegava.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

RECADO AO PRESIDENTE COMUNICAÇÃO POLÍTICA


Presidente Bolsonaro. Estamos a apenas dois meses do seu mandato e já temos pérolas das quais o Sr. deve se preocupar.
Começamos quando o Sr. falou sobre o IOF pela manhã, a tarde seu ministro da fazenda desmentiu e a noite o Ônix corrigiu.
A questão do Bebiano teria que ser resolvida com uma comunicação palaciana, e não através de um dos seus filhos que, publicamente, o chamou de mentiroso.
Presidente, roupa suja se lava em casa. Na pesquisa CNT/MDA 75% da população acha errado seus filhos interferirem em seu mandato.  Problema de família se resolve em família.
Seu ministro do turismo parece que ainda não conseguiu uma comunicação convincente sobre o laranjal do partido. É hora do partido se posicionar oficialmente e passar sua versão dos fatos.
E por ultimo, a confusão criada pelo seu ministro da educação que usando o slogan da campanha em comunicado oficial do ministério (o que é crime) solicita que sejam filmadas crianças cantando o hino nacional, o que configura mais um crime, pois existe o direito de imagem que deve ser respeitado, além do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Quanto a cantar o hino nacional, bastaria seu ministro ter solicitado que se cumpra a lei, alias que existe há muito, desde a era Vargas, e que foi ratificada e assinada pelo ex-ministro da educação Fernando Haddad, durante o governo Lula, em 21 de Setembro de 2009, onde se lê: Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana.
Como disse a deputada estadual por São Paulo e de seu Partido, Janaina Paschoal: “Peça para seu ministro usar a assessoria jurídica do ministério, antes de emitir uma nota oficial”.
Assim como melhoral: Isso é melhor e não faz mal. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

FUTEBOL O ÓPIO DO POVO COMUNICAÇÃO POLÍTICA


Estamos tendo uma grande inversão de valores em nosso País.
Quando recebemos a notícia de que 10 meninos morreram queimados em alojamento improvisado pelo Flamengo, fica a questão. De quem é a culpa?
Estou tentando entender de quem é a culpa.
Você coloca 25 crianças em um container, com isolamento térmico inflamável e ligação elétrica feita na gambiarra (conforme comprovou matéria na mídia), em uma área do clube que foi aprovada para ser apenas um estacionamento, que não tinha alvará dos bombeiros para ser dormitório, sendo literalmente um puxadinho, e diz que foi uma fatalidade, um acidente, uma tragédia?
A imprensa sai em defesa do time e nas mídias sociais e nas camisas de jogadores aparece uma “força Flamengo”, como se isso fosse uma tragédia natural.
Não é natural.
Um clube que paga mais de 50 milhões em um jogador, tem o local que revelou crias que deram alegrias e retorno financeiro ao clube como Vinicius Júnior, Lucas Paquetá e Jorge, que renderam ao Flamengo as maiores vendas de sua história, coloca sua equipe de base em um container?
Estive em Barcelona no Camp nou do Barça e conheci onde o time coloca seus meninos da base.
Uma mansão na entrada do campo com cozinheiros, nutricionistas, funcionários e um monitor 24 horas, responsável pelo bem estar dos atletas mirins.
Em minha opinião, colocar “força Flamengo” seria como colocar “força Vale” no caso de Brumadinho. Não tem como isentar o time da sua responsabilidade pelas 10 vidas que se foram.
O Futebol brasileiro e o tratamento dado aos jovens atletas terá que ser revisto, para que outros “ninhos de urubus” não se queimem pelo Brasil afora.
Temos que exigir fiscalização nos alojamentos dos meninos de todos os times. Afinal quem fiscaliza isso?
Não podemos continuar com o “tudo é desculpável em nome do esporte”.
Sinto muito, mas o que aconteceu, não tem desculpa.
Termino esse comentário com uma frase de Umberto Eco
Justificar tragédias como "vontade divina" tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas.

RICARDO BOECHAT VOCÊ SERÁ SEMPRE NOSSA INSPIRAÇÃO.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O SENADO BRASILEIRO E A ELEIÇÃO DE PRESIDENTE MARKETING POLÍTICO


O comportamento dos Senadores brasileiros, na eleição do presidente da casa. beira a loucura ou a constatação de quem ainda estamos elegendo.
Foi uma clara demonstração da luta pelo poder, sem medir qualquer consequência que dela poderia advir.
Berros, roubos de pastas, presidente de mesa que não era presidente, candidatos retirando suas candidaturas, voto a mais na urna, neguinho votando duas vezes, senador abandonando a presidência da mesa para fazer xixi na hora do voto, chingamentos, discussões e apelações.
Tudo isso nos leva a lembrar de Calígula e seu cavalo Incitatus.
Há quem diga que Calígula nomeou Incitatus Senador, para demonstrar seu desprezo pelos senadores da época, um bando de gente sem espinha que só queria os favores do trono. (ficou parecido com algum Senado que você conhece?).
A cavalgadura Incitatus tinha 18 assessores, dispunha de fortuna pessoal (colares de pedras preciosas, manjedoura de ouro) e usava mantas nas cores reservadas ao imperador (e ai? Parece com alguém que você conhece?).
Custava caro Incitatus; mas até que seu mandato saiu barato, porque besteiras pelo menos não fazia.
Bons tempos aquele. Incitatus se contentava com feno e alfafa, não dava muita importância às honras com que o presenteavam (uma estátua de mármore em tamanho natural, com base em marfim, por exemplo), e ao que se saiba jamais pleiteou cargos na administração para si ou para parentes, nem fraudou o orçamento (Será que temos algum Senador assim?).
O cavalo Incitatus jamais recebeu sequer os salários referentes ao cargo; ignorava solenemente os múltiplos auxílios, ajudas, verbas, passagens. Nepotismo então, nem pensar. Sua ficha era limpa, cândida — como cândida deveria ser a túnica de um candidato, sem mancha. (Ó Céus onde temos políticos assim?).
Triste espetáculo o que tivemos que assistir promovido pelos nossos senadores. Foram coices para todos os lados. Nem Incitatus se comportou assim no Senado.
Será que um dia eles pensarão mais em nós e menos neles?
Termino esse comentário com a frase de Charlenildo Martins Silva:
O extremismo contemporâneo político está nos levando ao ápice da loucura.
(Esse texto foi baseado em um artigo do meu amigo Carlinhos Brinckman).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

BRUMADINHO O QUE NÃO ERA PARA ACONTECER





Aconteceu o que não era para acontecer.
A barragem de Brumadinho rompeu.
Mas isso era para acontecer?
Quando do acidente com a barragem de Mariana, tivemos 19 mortos e muitas vidas e comércios com enormes prejuízos, até hoje em processo para ressarcimento.
Mas, pensou a Vale e o governo de então, foram apenas 19 mortos em Mariana. O governo em exercício na época, não exigiu que as outras barragens fossem descomissionadas, , ou seja, abandonadas e tampadas para recuperação.
Precisou haver em Brumadinho a morte de mais de 300 pessoas para que o governo e a Vale tivessem o procedimento de descontinuar as barragens com esse processo de “a montante” mais perigoso, porem bem mais baratos que outros bem mais seguros, porem bem mais caros também.
Tenho ouvido muito comentaristas falar da tragédia ambiental que essa barragem de Brumadinho ocasionou.
O que temos mesmo é uma tragédia humana, pois o meio ambiente se recupera, mas quero saber como recuperar as 300 vidas que se foram. Quem irá recuperar isso?
As casas, comércios, fazendas, sítios, chácaras, pescadores e aldeias indígenas, que tinham a terra como subsistência da maioria das famílias que por lá moravam.  Quem ira recuperar?
Termino meu comentário com a frase de: Saint-Clair Mello

“Sempre que ocorre uma catástrofe natural no Brasil, ela será seguida de uma catástrofe moral, que se transformará numa catástrofe processual, que não ira apurar absolutamente nada”.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O QUE UM REGIME TOTALITÁRIO PODE FAZER A UM PAÍS?


A Venezuela está se tornando o exemplo mais atual do que um regime totalitário pode fazer a um país.
Mesmo quem tem dinheiro na Venezuela não tem o que comprar.
A maioria da população está com fome e sem condições de ter uma refeição digna, com uma inflação de um milhão por cento.
As informações que nos chegam é que a população emagreceu 10 kilos em média, desde a instalação do governo Maduro.
A oposição declarou um novo presidente interino, o que está levando a países se posicionarem a favor e contra a queda de Maduro.
Países que já se posicionaram a favor da oposição na Venezuela:
Brasil Estados Unidos Argentina Canadá Chile Colômbia Costa Rica Equador Guatemala Honduras Panamá Paraguai Peru Reino Unido.
A Venezuela representa não uma crise política ou de relações internacionais, transformou-se em uma crise humanitária, onde seus cidadãos estão saindo do país em busca de sobrevivência.
A forma e a ideologia de governo empregada desde Hugo Chaves e agora agravada por Maduro, desagua em violências morais e físicas contra a população, fazendo com que a maioria das nações se coloquem contra eles.
O que não se consegue entender é que, apesar de todo sofrimento impingido ao povo venezuelano, ainda temos países e partidos apoiando esse regime, incluindo ai, partidos no Brasil, que não enxergam o sofrimento do povo; apenas defendem uma ideologia que demonstrou o quanto está errada levando ao desabastecimento e a fome para a população.
Termino esse comentário com a frase de Romulo Philip:.
“Não há comunismo sem ditadura, e não há liberdade sem democracia”.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

POSSE DE ARMAS - PROMESSA DE CAMPANHA?


Tenho ouvido vários comentaristas na mídia falando sobre o decreto que “flexibilizou” a posse de armas.

A maioria tem se colocado contra.
Vamos lá:
Pelo que estão comentando, parece que toda a população brasileira será obrigada a comprar uma arma.
Vai comprar arma quem quiser. Ninguém será obrigado a ter uma arma em casa.
Vamos responder algumas questões que deixaram duvidas sobre esse assunto:.
1 – O que muda com o decreto?
O decreto apenas “flexibiliza” as condições e documentos a serem apresentados
2 - Quem poderá ter a posse de armas?
Pessoas que morem em locais onde a taxa de homicídios seja maior que 10 em cada 100 mil habitantes, (praticamente todas as capitais de estado),
For dono de estabelecimento comercial ou industrial,
Morar em área rural,
Ter acima de 25 anos,
Que passe por um exame psicológico para saber se tem condições emocionais de ter uma arma em casa,
Que apresente seus antecedentes criminais, ou seja, quem já tem processo criminal não poderá comprar,
Que tenha feito um curso para manuseio da arma, para não dar um tiro no pé.
3 – Com a posse eu posso sair na rua com a arma?
Não pode. O decreto deixa muito claro que a posse de arma é para ter em casa e não sair na rua dando tiro a torto e a direito. É a diferença entre a posse e o porte.
4 – Quantas armas eu posso ter em casa?
Até quatro armas, mas se comprovar a necessidade de ter mais pode entrar com processo pedindo.
5 – Posso ter em casa fuzis, metralhadoras e armas automáticas?
Não, você pode ter armas de uso permitido e não de uso restrito.
6 – Quem perdeu o prazo para regularizar suas armas, pode fazer isso agora?
Não, o decreto não prevê isso. Vai depender de lei.
7 – Por quanto tempo irá valer a posse de armas?
Aumentou de cinco para dez anos.
8 – Como faço para obter a posse de arma?
Primeiro tem que ter autorização da Polícia Federal para comprar a arma,
9 – onde devo guardar a arma?
Se você tiver em casa crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência mental terá que ter um local com tranca (pode ser um cofre) para guardar as armas com segurança.
Termino esses comentários com uma frase famosa:
“O perigo não está na arma de fogo, mas em quem porta ela”.