quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

BRUMADINHO UM ANO DA TRAGÉDIA


Nesse sábado fará um ano da tragédia de Brumadinho.
O Rompimento de barragem da Vale deixou 270 vítimas.
Só agora o Ministério Público denunciou 16 pessoas por homicídio doloso e crime ambiental.
A denúncia conclui as investigações conduzidas pelo MP e pela Polícia Civil do estado. Cada uma das pessoas responde por 270 homicídios dolosos, número total de mortos contabilizados no episódio — 259 corpos encontrados e 11 desaparecidos.
Os denunciados tanto da Vale quanto da TÜV SÜD, apostaram muito alto ao fazerem vistas grossas à situação de risco daquela barragem.
O MP afirma que Vale e a TÜV SÜD emitiam declarações falsas de estabilidade desta barragem.
Ao longo desta semana, membros do Movimento dos Atingidos por Barragens realizam uma caminhada em protesto contra a morosidade das ações judiciais, dos reparos e a falta de responsabilidade da Vale. Partindo de Belo Horizonte, passaram por Pompéu nesta terça e planejam chegar a Brumadinho no sábado dia 25.
A minha questão é: Como repor as vidas ceifadas pela irresponsabilidade da Vale?
Pessoas que viviam em uma cidade tranquila e pacata, hoje vivem em depressão e ansiedade, pelo completo sentimento de inconformidade, incapacidade e impotência perante a tragédia e as ações até agora prestadas às vitimas e seus familiares.
Negócios que a sustentavam, atividades de renda, lazer e emprego foram do dia para a noite, completamente arrasados.
Crimes ambientais, atividades de reflorestamento, limpeza do rio Paraopeba, tudo isso pode ser recuperado, mas a dignidade e o orgulho dos moradores de Brumadinho, esses nunca mais.
Termino com  a famosa frase de Camões:
“Cesse tudo que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O PREÇO DA GASOLINA


A Petrobras anunciou a redução de 3% no preço da gasolina e do diesel nas refinarias.

       Mas porque essa redução não chega ao consumidor no mesmo momento em que se reduz o preço nas refinarias?

Vamos imaginar o seguinte: O dono do posto de gasolina comprou gasolina por 4,00 reais e está vendendo a 4,50, um lucro médio de 0,50 centavos por litro.
Esta com os tanques abastecidos e irão durar 10 dias.
No quinto dia depois de sua compra, a Petrobras resolve abaixar o preço na refinaria, de 3,00 para 2,91 (3% de redução).
Mas o estoque que ele tem foi pago a 4,00 ou seja, ele não tem como abaixar o preço pois a gasolina que comprou está no tanque.
Apenas quando ele comprar um novo carregamento do tanque é que pagará 2,91 e não mais 3,00 e poderá então passar esse desconto para o consumidor final.
O contrario não funciona assim.
Quando a gasolina aumenta na refinaria, automaticamente o dono aumenta o que tem ainda no tanque do posto. Isso porque sabe que para comprar um novo carregamento pagará mais caro.
Assim funciona o mercado. Quando aumenta é automático, mas quando diminuiu tem que esperar a reposição do estoque com preço menor.
Aumenta a gasolina e o diesel e tudo aumenta principalmente a alimentação, que tem que ser transportada do campo para a cidade.
Tudo aumenta, mas o salário óóóóóó.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

BRASIL E IRÃ O QUE TEMOS A GANHAR E PERDER?


O Itamaraty divulgou uma nota na qual diz apoiar o que chama de "luta contra o flagelo do terrorismo" e condenou ataques recentes à Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Depois, o presidente Jair Bolsonaro reiterou essa posição.
Mas será que vale a pena para o Brasil mergulhar nesse conflito entre Estados Unidos e Irã?
O impacto pode ser sentido principalmente em duas áreas: comércio e segurança.
Só Brasil e Israel manifestaram até agora, apoio à ação militar do presidente americano.
O IMPACTO COMERCIAL
Será que esse posicionamento poderá afetar o comércio brasileiro com o país persa?
No ano passado, o Brasil exportou um volume total de 2,1 bilhões de dólares ao Irã. O saldo foi positivo pra balança comercial brasileira em pouco mais de 02 bilhões de dólares. Isso significa que o país vendeu muito mais aos iranianos do que comprou deles.
Mas ao analisar o impacto em setores agrícolas é que a relevância dessas trocas comerciais fica mais evidente. O Irã foi o segundo maior comprador de milho brasileiro, quinto maior importador da soja e sexto maior comprador de carne bovina brasileira em 2019, segundo dados do Ministério da Economia.
Fica claro que o Irã é um mercado importante e que seria interessante o Brasil manter. Não podemos nos dar ao luxo de dispensar tão importante parceiro.
A SEGURANÇA
Os diplomatas ouvidos pela BBC News Brasil disseram que estão receosos de que a decisão do Brasil de se posicionar no conflito entre EUA e Israel possa deixar cidadãos e diplomatas brasileiros que vivem no Oriente Médio em situação vulnerável.
Uma preocupação específica sobre segurança diz respeito a nações onde há forte atuação do Hezbollah, uma milícia xiita libanesa com fortes laços com o Irã.
"O efeito (na área de segurança) é nulo. O Brasil não é alvo, não é ameaça, não está no radar. Seria um grave erro se os governos daqueles países ou organizações daqueles países cometessem atos de violência contra representações brasileiras. Não creio que isso acontecerá." Argumenta o  professor de Relações Internacionais Carlos Gustavo Poggio, da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Nas redes Sociais, milhares de brasileiros foram ao Twitter  para postar memes e mensagens em que exaltam a amizade entre Brasil e Irã e se desculpam pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro de alinhamento ao governo americano, o que demonstra claramente que a população não quer briga com ninguém.
Como diz um ditado no mundo jurídico:
Antes um mau acordo do que uma boa briga

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

PESQUISA SOBRE DEMOCRACIA MARKETING POLÍTICO


Após o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, caiu o apoio à democracia como melhor forma de governo, aponta pesquisa Datafolha publicada no jornal Folha de S. Paulo.
Para 62% dos entrevistados, a democracia é sempre melhor que qualquer outra forma de governo. No levantamento anterior, realizado na semana do primeiro turno das eleições de outubro de 2018, esse índice era de 69%.
Cresceu de 13% para 22% a parcela da população para quem tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura. Permaneceu estável em 12% a fatia de entrevistados que diz ser preferível uma ditadura em certas circunstâncias.
Mas o que é democracia?
“A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo.”  – conceituava Abraham Lincoln.
Todos falam nela, mas será que sua definição é mesmo óbvia? Muitas pessoas explicariam que democracia é a presença de eleições. Mas também há eleições em ditaduras – como havia no Brasil durante o regime militar ou no Egito, em que o ditador ficou décadas sendo reeleito, ou na nossa vizinha Venezuela e até mesmo em regimes totalitários como a Coréia do Norte, um dos mais fechados que o mundo já viu. As eleições ajudam a dar uma máscara democrática e de legitimidade a um regime autoritário, mesmo que não sejam eleições livres e nem competitivas.
 A democracia é a pior forma de governo, mas não há nenhum sistema melhor que ela. – afirmava Winston Churchill.
A democracia é então a melhor forma de governo disponível?
Para muitas nações, a resposta provável é sim. Mas a democracia não acontece porque algo está escrito num pedaço de papel, mas está, acima de tudo, na cultura e no pensamento da sociedade.
A democracia brasileira está engatinhando. Somos nós que temos que construir a democracia que queremos e isso, está na expressão popular através do voto.
São as pessoas que nós colocamos no poder que dão forma a democracia, ou seja, somos nós os responsáveis pela democracia que se está apresentando no Brasil.
De nada adianta reclamar ou fazer pesquisas se nós, povo, não mudarmos quem está no poder e realmente dar a cara da democracia que estamos construindo e que queremos.
Ainda 62% da população brasileira afirma que a democracia é a melhor forma de governo, mas será que perguntaram de que democracia se está falando?
Termino com a frase de Leandro Karnal
"Democracia não é o paraíso, mas ela consegue garantir que a gente não chegue ao inferno".

Que 2020 traga novos ares à democracia brasileira.