sexta-feira, 19 de abril de 2019

CENSURA NA REPÚBLICA Comunicação Política


O ato do STF de censurar o Antagonista e a revista Crusoé demonstra claramente o quanto corporativista pode ser um poder.
Mas, o grande erro no STF começa na forma que esses ministros chegam lá, que é pelo famoso QI, ou seja, quem indica. E quem indica são os presidentes da república de plantão.
Tem que se mudar a forma de se escolher esses ministros. Ministro do supremo não é ministro do executivo.
Eu passei pela fase da censura no período militar quando fui impedido, como diretor de teatro, de apresentar a peça Calabar de Chico Buarque e Rui Guerra censurada na época.
Lembro-me das receitas de bolo de maracujá nos jornas impressos. Quando apareciam, queira dizer que alguma matéria foi censurada e no lugar dela, aparecia à receita do bolo de maracujá.
Censura é uma ferramenta de ditaduras que tem o que esconder.
Em uma democracia as autoridades, de qualquer poder, não podem ter atitudes escusas e sigilosas.
Se o dinheiro que as paga é público, sua vida e atitudes também os são.
Termino com uma frase de Rui Barbosa:
A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

OS 100 DIAS DO GOVERNO BOLSONARO Comunicação Política


Temos que considerar que, qualquer início de governo é um período de transição sem grandes realizações, onde a população, normalmente, não cobra do mandatário grandes conquistas.  É um período de lua de mel entre governo e população.
Isso é histórico no Brasil em qualquer governo, seja ele Federal, Estadual ou Municipal.
Às nomeações de ministros e assessores, ao que o Presidente chamou de “desmonte ideológico dos ministérios”, a interferência dos filhos no governo e na comunicação presidencial, deram o tom do governo nesses seus 100 primeiros dias.
Quanto às trocas de ministros durante o mandato, devemos lembrar que outros presidentes passaram pelo mesmo processo.
Desde que assumiu a Presidência, em 2011, Dilma Rousseff demitiu, substituiu ou aceitou a demissão de 86 ministros. Em média, um ministro foi demitido ou trocado no governo Dilma a cada 22 dias.
Dos 38 ministros empossados quando Dilma assumiu em 2011, só três permanecem nos postos originais: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Alexandre Tombini (Banco Central).
Eu comparo a nomeação de ministros e assessores a um time de futebol.
Quando o técnico da Seleção Brasileira convoca jogadores para seu time e coloca para jogar, é somente ai que vai perceber se o ponta esquerda desenvolve o futebol a contento. Se o jogador não consegue jogar o esperado, o técnico simplesmente troca o jogador.
E assim vai fazendo com todos os jogadores até encontrar o time ideal.
O que o técnico Bolsonaro está fazendo é isso. Trocando os jogadores que não estão acompanhando o time e colocando outros para substituir.
O que estamos realmente aguardando é que o governo acerte definitivamente o time e faça muitos gols para a população brasileira.
Os 100 dias de lua de mel terminaram, agora o cidadão brasileiro começará a cobrar ações mais contundentes do governo para resolver problemas latentes.
Assim é o governo, assim é o Brasil.