quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

BRUMADINHO O QUE NÃO ERA PARA ACONTECER





Aconteceu o que não era para acontecer.
A barragem de Brumadinho rompeu.
Mas isso era para acontecer?
Quando do acidente com a barragem de Mariana, tivemos 19 mortos e muitas vidas e comércios com enormes prejuízos, até hoje em processo para ressarcimento.
Mas, pensou a Vale e o governo de então, foram apenas 19 mortos em Mariana. O governo em exercício na época, não exigiu que as outras barragens fossem descomissionadas, , ou seja, abandonadas e tampadas para recuperação.
Precisou haver em Brumadinho a morte de mais de 300 pessoas para que o governo e a Vale tivessem o procedimento de descontinuar as barragens com esse processo de “a montante” mais perigoso, porem bem mais baratos que outros bem mais seguros, porem bem mais caros também.
Tenho ouvido muito comentaristas falar da tragédia ambiental que essa barragem de Brumadinho ocasionou.
O que temos mesmo é uma tragédia humana, pois o meio ambiente se recupera, mas quero saber como recuperar as 300 vidas que se foram. Quem irá recuperar isso?
As casas, comércios, fazendas, sítios, chácaras, pescadores e aldeias indígenas, que tinham a terra como subsistência da maioria das famílias que por lá moravam.  Quem ira recuperar?
Termino meu comentário com a frase de: Saint-Clair Mello

“Sempre que ocorre uma catástrofe natural no Brasil, ela será seguida de uma catástrofe moral, que se transformará numa catástrofe processual, que não ira apurar absolutamente nada”.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O QUE UM REGIME TOTALITÁRIO PODE FAZER A UM PAÍS?


A Venezuela está se tornando o exemplo mais atual do que um regime totalitário pode fazer a um país.
Mesmo quem tem dinheiro na Venezuela não tem o que comprar.
A maioria da população está com fome e sem condições de ter uma refeição digna, com uma inflação de um milhão por cento.
As informações que nos chegam é que a população emagreceu 10 kilos em média, desde a instalação do governo Maduro.
A oposição declarou um novo presidente interino, o que está levando a países se posicionarem a favor e contra a queda de Maduro.
Países que já se posicionaram a favor da oposição na Venezuela:
Brasil Estados Unidos Argentina Canadá Chile Colômbia Costa Rica Equador Guatemala Honduras Panamá Paraguai Peru Reino Unido.
A Venezuela representa não uma crise política ou de relações internacionais, transformou-se em uma crise humanitária, onde seus cidadãos estão saindo do país em busca de sobrevivência.
A forma e a ideologia de governo empregada desde Hugo Chaves e agora agravada por Maduro, desagua em violências morais e físicas contra a população, fazendo com que a maioria das nações se coloquem contra eles.
O que não se consegue entender é que, apesar de todo sofrimento impingido ao povo venezuelano, ainda temos países e partidos apoiando esse regime, incluindo ai, partidos no Brasil, que não enxergam o sofrimento do povo; apenas defendem uma ideologia que demonstrou o quanto está errada levando ao desabastecimento e a fome para a população.
Termino esse comentário com a frase de Romulo Philip:.
“Não há comunismo sem ditadura, e não há liberdade sem democracia”.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

POSSE DE ARMAS - PROMESSA DE CAMPANHA?


Tenho ouvido vários comentaristas na mídia falando sobre o decreto que “flexibilizou” a posse de armas.

A maioria tem se colocado contra.
Vamos lá:
Pelo que estão comentando, parece que toda a população brasileira será obrigada a comprar uma arma.
Vai comprar arma quem quiser. Ninguém será obrigado a ter uma arma em casa.
Vamos responder algumas questões que deixaram duvidas sobre esse assunto:.
1 – O que muda com o decreto?
O decreto apenas “flexibiliza” as condições e documentos a serem apresentados
2 - Quem poderá ter a posse de armas?
Pessoas que morem em locais onde a taxa de homicídios seja maior que 10 em cada 100 mil habitantes, (praticamente todas as capitais de estado),
For dono de estabelecimento comercial ou industrial,
Morar em área rural,
Ter acima de 25 anos,
Que passe por um exame psicológico para saber se tem condições emocionais de ter uma arma em casa,
Que apresente seus antecedentes criminais, ou seja, quem já tem processo criminal não poderá comprar,
Que tenha feito um curso para manuseio da arma, para não dar um tiro no pé.
3 – Com a posse eu posso sair na rua com a arma?
Não pode. O decreto deixa muito claro que a posse de arma é para ter em casa e não sair na rua dando tiro a torto e a direito. É a diferença entre a posse e o porte.
4 – Quantas armas eu posso ter em casa?
Até quatro armas, mas se comprovar a necessidade de ter mais pode entrar com processo pedindo.
5 – Posso ter em casa fuzis, metralhadoras e armas automáticas?
Não, você pode ter armas de uso permitido e não de uso restrito.
6 – Quem perdeu o prazo para regularizar suas armas, pode fazer isso agora?
Não, o decreto não prevê isso. Vai depender de lei.
7 – Por quanto tempo irá valer a posse de armas?
Aumentou de cinco para dez anos.
8 – Como faço para obter a posse de arma?
Primeiro tem que ter autorização da Polícia Federal para comprar a arma,
9 – onde devo guardar a arma?
Se você tiver em casa crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência mental terá que ter um local com tranca (pode ser um cofre) para guardar as armas com segurança.
Termino esses comentários com uma frase famosa:
“O perigo não está na arma de fogo, mas em quem porta ela”.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A COMUNICAÇÃO PRESIDENCIAL E OS RUSSOS


O Presidente da República começou seu mandato com todo gás, mas parece que se esqueceu da comunicação de seus atos e do que ele e seus ministros pretendem fazer.
O Presidente fala, seu ministro desmente e o outro diz não é bem assim.
Isso me lembra a historia do Garrincha na copa de 58, em um jogo contra a Rússia, quando Feola o técnico explicava uma jogada com a participação dele.
Terminada a explicação Garrincha diz ao técnico: Entendi, mas o Sr. Já combinou com os russos essa jogada?
O técnico da Presidência parece que não combinou com seus ministros o que será feito e divulgado.
São muitas as providencias a serem tomada pelo Presidente, mas com esses ministros, não falando coisa com coisa, Bolsonaro nem vai precisar de inimigos. Eles bastam para arrumar todas as encrencas de que o governo precisa.
Comunicação política é uma atividade que merece todo carinho e cuidado. Fica difícil para a sociedade compreender que um Presidente foi desmentido e desautorizado em suas declarações, por quem quer que seja. 
Eis a falta que faz uma equipe de comunicação profissional, capaz de identificar o momento ideal de transmitir as notícias e de informá-las de modo inequívoco e eficaz.
Sem ela, fica transparente a “bateção” de cabeça inerente a qualquer governo.
Tanto o Presidente quanto seus ministros precisarão aprender que não dá para governar e se comunicar apenas para as redes sociais, se governa e se comunica para toda a sociedade, internautas ou não.
Termino esse comentário com a frase de João Vitor Rocha: "A solução do problema está na comunicação”.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

GANHAR A ELEIÇÃO É UMA COISA, GOVERNAR É OUTRA BEM DIFERENTE.


Em 1º de janeiro de 2019 iniciou-se o governo de Jair Bolsonaro.

Foi candidato vitorioso e hoje é Presidente do Brasil.

Bolsonaro terá dois desafios de curto prazo. Na economia, com vertente e filosofia de direita, terá que impor uma agenda rígida, com corte de gastos e controle da inflação.
Se conseguir enxugar os gastos públicos, vai sobrar dinheiro para investir em saúde, educação e conter a inflação.
No Congresso Nacional, o presidente que foi deputado federal por 28 anos, terá que consolidar uma base aliada densa e fiel para aprovar projetos do seu Governo, entre eles a Reforma da Previdência.
Bolsonaro conhece os meandros do parlamento e já começa com aliados fortes: bancada da bala, ruralistas, evangélicos e o PSL seu partido que elegeu a segunda maior bancada da Câmara.
Na dimensão pessoal e governamental terá outros desafios.
O primeiro é alterar sua postura de candidato, para uma condição de líder. Deve, portanto, modificar seu discurso que foi eficiente para uma eleição assentada em ódio, medo e rejeição, para uma comunicação dentro dos limites da liturgia do cargo e, por isso, ser capaz de dialogar com as várias forças políticas, inclusive a oposição, e com a sociedade brasileira.
Bolsonaro apresenta personalidade forte e carismática e, mesmo assim, criou superministérios, descentralizando o poder.
Na dimensão governamental, transformar em ações o que foi prometido em campanha, serão muitos os desafios.
Urgente é a pauta da segurança pública: o combate à corrupção e à criminalidade, ambos os males que matam, direta e indiretamente, milhões de brasileiros.
Outro ponto é como desburocratizar o Estado e, com isso, ser capaz de dar maior agilidade e respaldo ao ímpeto dos empreendedores, gerando emprego e renda e, não menos importante, melhorar a infraestrutura e diminuir o “custo Brasil”.
Veremos, em breve, se Bolsonaro será realmente a tão aguardada virada de página, ou apenas novos capítulos, de uma história já bem conhecida.
“Ortega y Gasset sentenciou: ‘O homem é o homem e sua circunstância”
Então esperemos que o futuro presidente, esteja à altura das responsabilidades que lhe serão impostas, nos âmbitos político, econômico e social.
Como diria Cesar antes de suas batalhas no Império Romano: Álea Jacta Est, ou seja: A sorte está lançada.