sexta-feira, 23 de agosto de 2013

LEI ELEITORAL, TEMPO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA EM RÁDIO E TV


Entrevista, o dep. Edinho Araújo sobre o projeto de lei 4470/12.

Rosa Diniz: Hoje, entrevisto o Deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). Ele vai falar sobre o projeto de lei 4470/12, aprovado no último dia 18 de abril. O projeto trata da nova lei eleitoral e tempo de publicidade e propaganda em rádio e televisão. Tudo bem, deputado?

Deputado Edinho Araújo: Tudo bem. É uma alegria poder falar com você e esclarecer este tema que tem estado na ordem do dia, principalmente dos partidos políticos. Tendo em vista que é regra uma matéria que, em função de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu a novos partidos aquela parte maior do fundo partidário e do tempo de rádio e televisão.

Com este projeto que apresentamos em setembro do ano passado, quando ainda não havia todo esse processo de sucessão em plena discussão, nós apresentamos e ele foi colocado agora na ordem do dia e passa a ter uma conotação um pouco diferente, porque os ânimos já estão à flor da pele, visando o processo eleitoral. Então esse projeto teve toda essa atenção da mídia e dos próprios partidários.

Rosa Diniz: Deputado, o que muda essencialmente a partir dessa lei?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ÚLTIMAS GRAVAÇÕES SECRETAS DE RICHARD NIXON NA CASA BRANCA SÃO DIVULGADAS

As 94 fitas incluem conversas com Ronald Reagan, então governador da Califórnia

A Biblioteca Presidencial de Richard Nixon divulgou nesta quarta-feira (21/08) as últimas gravações de conversas secretas do ex-presidente dos Estados Unidos durante seu período na Casa Branca.

Trata-se de um total de 94 fitas com mais de 340 horas de áudio que cobrem um período que vai desde 9 de abril de 1973 até 12 de julho desse mesmo ano e nas quais se escuta o líder falando sobre temas que vão desde a situação no Vietnã, as relações com a União Soviética e o caso Watergate.

Entre os materiais se encontra uma breve conversa telefônica que manteve com o então governador da Califórnia, Ronald Reagan, que em 1981 se transformaria no 40º presidente dos Estados Unidos.


O telefonema, feito por Reagan, aconteceu no dia 30 de abril de 1973, depois que Nixon compareceu na televisão para responder ao famoso escândalo de escutas e mostrar sua determinação para que se esclarecesse o ocorrido.


Reagan, desde Los Angeles, garantiu a Nixon que seu "coração" estava com ele por tudo o que estava passando e lhe confirmou seu apoio.

"Queria que você soubesse que está em nossas orações", disse Reagan a um agradecido Nixon.

"Isso também vai passar", afirmou Reagan para Nixon que concluiu tranquilamente com um "tudo passa".


O caso Watergate, descoberto pelo jornal The Washington Post, revelou o roubo de informação confidencial na sede do Comitê Nacional Democrata para ser utilizado pela campanha de reeleição de Nixon, que finalmente foi obrigado a renunciar à Presidência em 1974.


Richard Nixon, morto em abril de 1994, é o único dos 44 presidentes da história dos EUA que renunciou ao cargo.

 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Aécio defende prévias e provoca Serra: ‘basta que haja mais de um candidato’ à Presidência

Aécio Neves falou aos jornalistas no Senado. Pelo teor das declarações, teve um propósito: retirar do enredo de José Serra o papel de vítima. Disse que não mudou de opinião em relação às prévias. “Em 2009, propus ao partido as prévias. Continuo achando que são um instrumento importante.”

Em 2009, Aécio desejava representar o PSDB na disputa presidencial de 2010. Mais bem posto no partido, Serra bloqueou as prévias. E prevaleceu. Hoje, o PSDB prefere ir de Aécio em 2014. Serra se enrola na bandeira das prévias e ameaça deixar a legenda. Em resposta, Aécio grita “truco”.
Para que as prévias ocorram, afirmou Aécio, “basta que, após o prazo de filiação, após outubro, haja no partido mais de um postulante e essa postulação seja submetida à Executiva do partido, como prevê o estatuto.” Quer dizer: se deseja mesmo disputar, Serra precisa: 1) permanecer no partido; 2) sair da toca.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

HOJE NÃO EXISTE PARTIDO SATISFEITO COM O GOVERNO’, RECLAMAM PARLAMENTARES

Segundo congressistas, queda da popularidade de Dilma foi apenas a gota d’água para crise que se avizinha
BRASÍLIA - A derrota do governo semana passada no Congresso e a iminência de ocorrerem outras nas próximas semanas não se deve exclusivamente à queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff nas mais recentes pesquisas de opinião pública. Na avaliação de parlamentares dos mais diversos partidos, a crise que se avizinha foi construída dia após dia ao longo dos 30 primeiros meses do mandato da presidente. A recente queda de popularidade é vista por eles apenas como a faísca que faltava.
Entre os muitos motivos enumerados por parlamentares e líderes partidários estão uma postura de isolamento em relação ao Congresso — especialmente da Câmara —, a escolha de nomes sem trânsito no meio político como representantes do Palácio nas negociações e o esvaziamento dos líderes que até então mantinham o controle dos partidos da base aliada, que era a maior de um presidente desde a redemocratização.
— O que houve foi muita distância e falta de interlocução. Nos governos passados havia pessoas que conversavam com o Congresso. Hoje, temos uma ministra da Articulação Política (Ideli Salvatti) que não tem autoridade com o resto do governo e os líderes têm dificuldade de negociar acordos porque o Palácio não cumpre. Hoje não existe nenhum partido satisfeito com o governo, nem o PT. Não é apenas o orçamento impositivo que aprovamos. Hoje, o governo não ganha nenhuma votação no Congresso — diz o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).
Aliados dizem que, apesar de a presidente ter tentado nas últimas semanas mudar o conflituoso relacionamento com o Congresso, em reuniões com a base aliada, o governo segue cometendo erros diários de avaliação política, como não negociar os textos que são votados em Plenário e apostar tudo nos vetos, que agora correm o risco de serem derrubados, e na judicialização. Um líder da base compara:
— O governo está como o alcoólatra que acorda de ressaca e jura que nunca mais vai beber. Mas chega no dia seguinte e bebe de novo.
Na última semana, alguns desses erros voltaram a se repetir, quando o governo não concordou em ceder em pontos do orçamento impositivo. Nas negociações, tentou emparedar líderes da Câmara, afirmando já ter acordo no Senado. Acabou derrotado. Por fim, avisou que entraria na Justiça contra a emenda.
— Se o governo for à Justiça contra o orçamento impositivo, vai sofrer derrota toda semana. Negociar não é só ouvir o outro lado, mas ceder e acatar as sugestões — alerta um peemedebista.
— Desaguou agora porque nunca houve relação. Um casal separado que só se junta por causa dos filhos não tem como ter uma relação boa. Os interlocutores do Palácio e o fato de a base ser heterogênea são os maiores problemas — aponta o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
Planalto troca líderes e perde o controle do Congresso
Em março do ano passado, quando surfava em uma avaliação positiva de 64%, a presidente Dilma Rousseff fez uma troca dupla de seus líderes na Câmara e no Senado. Responsáveis pela condução da pauta do governo desde o governo Lula, o deputado Cândido Vaccarezza (PT) e o senador Romero Jucá (PMDB) tinham amplo trânsito nas mais diversas legendas, inclusive na oposição, e conhecimento dos meandros de funcionamento da Câmara e do Senado.
No lugar deles foram colocados o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que apesar de experiente tem menos trânsito fora do PT, e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que tinha recém-completado um ano no Senado e bradava aos quatro ventos sua insatisfação com a Casa.
Sem representação nem controle dos Plenários da Câmara e do Senado, os dois pioraram uma situação que já se desgastava. Tanto Jucá quanto Vaccarezza caíram após duas derrotas sentidas pessoalmente pela presidente: a aprovação do Código Florestal e a rejeição de Bernardo Figueiredo para a diretoria geral da ANTT. Dilma achou que o problema estava no mensageiro e não percebeu o grau de conflagração que se espalhava pela base.
Insatisfação alimentada pela dificuldade dos parlamentares em serem recebidos por ministros, de influenciarem nas nomeações em seus estados e, sobretudo, de liberarem suas emendas ao Orçamento. Além disso, a maioria dos atuais ministros políticos têm pouca representatividade nas bancadas e já não podem mais atuar como propulsores de votos a favor do governo, especialmente na Câmara.
Correlação de forças mudará
Para completar, a dificuldade do governo em apresentar resultados de suas realizações, especialmente nos projetos de infraestrutura, deram discurso inclusive aos parlamentares que integravam a base, mas de perfil mais independentes. Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), um desses, a correlação de forças entre o governo e Congresso será alterada de fato a partir das próximas semanas com a aprovação do chamado orçamento impositivo e a apreciação de vetos presidenciais.
— Isso vai mudar a correlação de forças. Precisamos de uma revolução, a revolução do cumpra-se (o que está escrito na Constituição, como no caso da apreciação dos vetos). Fazer política não é só receber pessoas, é mostrar realizações com um prazo razoável e custo justo. O que determina é a boa gestão, o bom projeto — disse Miro


Paulo Celso Pereira (Email)

Cristiane Jungblut (Email)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MAICOP AGORA EM MADRI


MAICOP 

El MAICOP: Master en Asesoramiento de Imagen y Consultoría Política Agosto 2013

Contenido
Sé pionero
Profesores

TALLERES Y SIMULACIÓN

A lo largo del Máster ambas modalidades conducen talleres y simulaciones que ponen al alumno en la propia piel de los consultores profesionales

^ ENTREVISTAS EN TV: Telegenia, manejo de argumentarios, elementos formales ante la cámara. Técnicas de comunicación no verbal. Relajación y expresividad.

^ ORATORIA Y DISCURSO POLÍTICO: Retórica y oratoria. Tipos de mensajes. Persuasión oral.

^ DEBATES ELECTORALES: Estrategias antes, durante y después del debate. Escenografías

^ NEGOCIACIÓN POLÍTICA: Habilidades de negociación y juegos de poder. Técnicas de acuerdos, estrategias, posicionamiento y argumentación.

^ SPOT ELECTORAL: Desarrollo de guión y narrativa audiovisual. Aplicación de Storytelling y técnicas audiovisuales. Producción y postproducción de spots electorales.

^ PÁGINAS WEB Y BLOGS: Comunicación política a través de las NTIC.

^ WAR ROOM Y COMUNICACIÓN DE CRISIS: Simulacro de campaña: los últimos días. Manejo de la información. Control de crisis de imagen.
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Luego de seis ediciones en Salamanca el MAICOP se muda a Madrid, a una de las universidades mejor valoradas en España en cuanto a su excelencia académica.  La Universidad Camilo José Cela acogerá el Maicop desde el próximo mes de octubre en sus instalaciones de Madrid  para formar parte de un proyecto internacional de gran alcance.

El próximo mes de Octubre la Universidad Camilo José Cela dará inicio a esta nueva Maestría que pretende cubrir la carencia de propuestas formativas entorno a la Comunicación Política reducidas a los contextos electorales y ofrecer, en su lugar, una formación integral, global y especializada desde las ciencias de la comunicación que dé respuesta a las actuales demandas de la actividad política.

Adaptable a las necesidades de los cursantes, en dos modalidades: presencial y on-line.

Dirigido a:


Licenciados universitarios en el ámbito de las Ciencias Sociales, Comunicación y Ciencias Políticas. Profesionales del mundo de la política: Diputados, Senadores, Alcaldes, Candidatos, Asesores de Instituciones, Organizaciones, Consultorías, Gabinetes de Prensa, etc.


Dos modalidades:

1. Modalidad on-line: 
• 600 horas (de octubre de 2013 a junio de 2014)
• Clases magistrales con estudios de casos y talleres prácticos.
• Numerosas visitas institucionales a sedes de gobierno como el Complejo del Palacio de la Moncloa en Madrid, la Casa Rosada en Buenos Aires, la sede del Parlamento Europeo en Bruselas, o el Capitolio en Washington D.C.
• Costo: 11.900 € - incluye viajes y estancias internacionales. (Posibilidad de pago fraccionado).

2. Modalidad on-line:
• 600 horas de programa de estudio on-line, con profesores, estudios de caso y debates en conjunto
• 9 módulos, cada uno de 15 días de duración, con un Tutor asignado
• Estancia presencial de dos semanas en Madrid
• Posibilidad de participación en Seminario de Marketing Político en Julio 2014
• Costo: 7.900 € - incluyealojamiento y manutención durante las dos semanas en Madrid. (Posibilidad de pago fraccionado).

Clases magistrales y cuerpo docente

El claustro de profesores y colaboradores del Máster está formado por docentes de universidades de todo el mundo, consultores y portavoces de campaña de varias nacionalidades, asesores de estrategia y consultoría política y un nutrido grupo de ex presidentes y ex cargos públicos con experiencia acreditada en numerosas campañas políticas.
Más de 50 profesores de alto nivel académico y profesional tanto del ámbito nacional como internacional.



Ofrecemos cinco becas parciales Ofrecemos cinco becas parciales que cubren 1500 euros del costo total del Programa. Para optar a ellas hay que llenar la ficha de pre-registro.

Pre-registro obligatorio



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SERRA VIRA ALVO EM REUNIÃO DO PSDB EM BRASÍLIA

Dirigentes tucanos nos Estados cobram definição de candidatura ao Planalto e até consideram positivo que ex-governador dispute eleição por outra legenda

Pedro Venceslau - enviado especial

Brasília - A movimentação política do ex-governador José Serra para se viabilizar como candidato a presidência dentro ou fora do PSDB em 2014 foi alvo de críticas de dirigentes tucanos que participam de uma reunião com os diretórios estaduais do partido, nesta terça-feira, 6, em Brasília.
A maioria dos presidentes estaduais do PSDB defendeu a não realização de prévias para definir o nome tucano para disputar as próximas eleições. "Serra está virando as costas para o PSDB, mas ele não faz falta", afirmou Elton Rohnelp, membro do diretório nacional do partido e um dos principais dirigentes do PSDB em Roraima. "Não podemos cometer o erro de eleições anteriores de ficar na dúvida. Temos que definir antecipadamente nosso candidato para que ele possa correr o Brasil", completa Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e dirigente do partido no Estado.
Para o deputado federal Raimundo Gomes (CE), a saída de Serra do partido poderia até ser boa para o PSDB, pois geraria a certeza de um segundo turno. Outros dirigentes estaduais ouvidos pela reportagem compartilham da mesma tese, mas ressaltam que é preciso avaliar primeiro qual seria o déficit dessa candidatura para o projeto do senador Aécio Neves (MG), provável candidato da sigla.
A reunião com os presidentes e dirigentes começou às 9h30, mas Aécio, presidente do partido, só chegará ao meio-dia. O senador esteve em São Paulo na segunda-feira, 5, quando jantou com os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG), no Palácio dos Bandeirantes.
O encontro desta terça em Brasília é o mais importante fato político interno da gestão de Aécio na presidência do PSDB. Até hoje, ele realizou duas reuniões com a direção executiva da sigla, mas nunca havia convocado todos os presidentes estaduais. No encontro também será debatida a conjuntura nacional depois das manifestações de junho e será feito um balanço minucioso da situação do partido nos Estados e das possibilidades de alianças.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

10 LECCIONES DE LIDERAZGO AL ESTILO JOHN F. KENNEDY


Para la historia estadounidense, este personaje es una leyenda. Su peculiar liderazgo con carisma, sentido del humor y polémica, es escuela para directivos.

La vida de Estados Unidos estaba conmocionada, era el 22 de noviembre de 1963. A las 12:30 horas, la persona más importante de este país desfilaba por las calles más importantes de Texas; en medio del bullicio, los disparos se dejaron escuchar. El presidente John F. Kenndy había sido atacado tras una visita política al estado. Media hora después, los medios daban la noticia: el presidente había muerto.

Nunca se había visto un fenómeno parecido en ese país, la gente lloraba impactada mientras escuchaba la noticia por la radio o la televisión, su líder más representativo había muerto. Para muchos especialistas, la muerte de John F. Kennedy ocurrió en el momento y espacio adecuados para la historia de EU y resultan indiscutibles su carisma y liderazgo para gobernar.

Reconocido como el segundo mejor presidente de este país, sólo por detrás de Washington, John F. Kennedy dejó un legado que ha sido motivo de estudio y tema de publicación para muchos especialistas: su liderazgo.

¿Cuáles fueron los principios que inspiraron el estilo de poder de este personaje? ¿Cuáles fueron sus claves de éxito? En su libro “El liderazgo a través de la historia”, Nacho Soriano, conferencista e historiador nos habla sobre cuáles fueron los principios que impulsaron la reputación e historia de este personaje que bien podrías analizar para implementarlo en tu propio liderazgo y en tu negocio.

Las diez claves para ser un buen líder, de John Fitzgerald Kennedy

1.- Sentido de Pertenencia. Orgulloso de ser estadounidense y de pertenecer a una de las familias más polémicas de ese país, John F. Kennedy era el representativo de un hijo amado y responsable.

Para un buen líder, sentirse identificado con su organización y sentir que pertenece a ella y su cultura organizacional, es primordial para caminar en un solo sentido. De esta forma las ambiciones profesionales del líder irán de la mano con las ambiciones productivas de la empresa.

2.- Independencia. Su historia política fue polémica desde sus inicios. Sabía que depender de un partido lo marcaría por toda su historia, al analizar los contras de esta decisión, este personaje decidió financiar, por sí solo, su primera campaña política. Estos aires de independencia lo marcaron como un personaje político diferente a lo que estaba acostumbrada la sociedad demócrata.

Un buen líder va encaminado con los objetivos organizacionales, pero siempre tendrá marcada su personalidad y carisma, esto es fundamental para imponer su figura.

3.- Cautela. Para John F. Kennedy las formas eran lo primero. Su figura pública cautivó la visión de toda una nación gracias, en mayor parte, al reflejo de una prensa anonadada. Años después de su fallecimiento, las historias turbias de la familia presidencial se dieron a conocer, sin embargo, el poder de liderazgo que había dejado fue más fuerte que aquellas historias.

Un líder debe ser cauteloso con sus colaboradores, clientes, proveedores y socios. La vida profesional debe estar por encima de la personal a la hora de hablar de negocios, para un buen líder, es importante separar estas dos personalidades sin dejar de ser humano.

4.- Comunicación. Para muchos fue el momento decisivo para colocarse en la Casa Blanca. El debate presidencial antes de las elecciones fue fundamental para crear una conexión con su gente. De acuerdo con Soriano, su capacidad de oratoria y no verbal (mirada directa a la cámara, actitud con energía y confianza) derrotaron a su contrincante Nixon.

La comunicación es fundamental en una compañía, la retroalimentación constante y efectiva debe de existir en todos los rangos, de esta forma, la visión de la organización será transmitida a todos sus integrantes.

5.- Trabajo en equipo. “Un hombre inteligente, lo es, porque se rodea de gente más inteligente que él”m comentó Kennedy en algún momento de su vida política. Para este líder, rodearse de gente preparada era la clave para encontrar la solución a los problemas.

En una organización, la preparación constante de sus colaboradores asegura el éxito de la empresa. Para expertos en temas de RRHH, el trabajo en equipo es primordial para la toma correcta de decisiones.

6.- Preparación. El trigésimo quinto presidente de EU era reconocido por sus amplios conocimientos, su capacidad de aprendizaje y su postura galante. Era una persona que se empapaba de información y que sabía decir lo correcto en el momento adecuado.

Para la formación de un buen líder, la preparación continua es fundamental. Sabe lo que sucede dentro y fuera de su empresa dará inmensas ventajas en la competencia del mercado.

7.- Innovación. Así de sencillo, sin Kennedy el hombre no hubiera llegado a la luna. Desde sus inicios como presidente, la idea de crear una potencia tecnológica que rebasara a Rusia (país que llevaba la batuta científica en la tecnología del espacio) dominó en su mente.

“Primero, creo que esta nación debe asumir como meta el lograr que un hombre vaya a la Luna y regrese a salvo a la Tierra antes del fin de esta década. Ningún otro proyecto individual será tan impresionante para la humanidad ni más importante que los viajes de largo alcance al espacio; y ninguno será tan difícil y costoso de conseguir”.

En la actualidad, la innovación es la clave para que una empresa sobresalga de las demás, puedes tener grandes expectativas de mercado, pero si cuentas con ese punto diferenciador, el éxito está asegurado.

8.- Serenidad. Con sólo tres años en el poder, este personaje puso temas sobre la mesa que ningún presidente había tocado hasta ese momento y pasó por situaciones extremas de tensión militar. El peligro de desatar una Guerra Nuclear durante la crisis de los misiles afloró su temple para manejar situaciones extremas.

En una organización, la serenidad de sus líderes a pesar de las adversidades crea confianza y tranquilidad con sus colaboradores, lo que desencadena en compromiso y productividad.

9.- Sentido del humor. “No cabemos todos en el refugio de la Casa Blanca, por lo que tendremos que buscar entre todos otra solución”, comentó durante una reunión con su gabinete para hablar sobre la crisis de los misiles.

Muchos expertos aseguran que todo depende de la personalidad del personaje, sin embargo, el carisma también es una actitud que puede ser alcanzable. Para los líderes en las organizaciones, ambas son fundamentales para identificarse con su gente.

10.- Humildad. Para distintos autores, esta característica fue fundamental para construir la imagen que hasta estos momentos impone. Su sencillez ante los medios, su trato directo con la gente hicieron de este personaje algo legendario. Para un líder, es una cualidad que debe estar en su lista para perfeccionar.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

El Marketing Político en Brasil, la sintonía fina entre lo que el político dice y lo que la populación escucha.


El profesor Cid Pacheco, durante su vida como académico, formuló para nosotros Consultores en Marketing Político en Brasil tres “leyes” fundamentales del proceso electoral ([2004] 2013). Son ellas la “Ley” de la Indiferencia, de la Postergación, e de lo Efímero o de la Transitoriedad:

(a) La indiferencia es la reacción de gran parte de electoradoque no se siente tocado por los discursos o por lo movimiento electoral como un todo;

(b) En una sociedad donde el voto se pone en la vida de las personas como un problema, un incómodo que tiene de ser resorbido, la tendencia es que se pensé sobre la política más a cerca del día de las elecciones, se posterga la tomada de decisión sobre su voto.

(c) El voto es efémero. ¿Cuál su valor? ¿Cuánto cuesta en dinero? Además, ¿de qué vale votar? ¿Lo que yo gano con mi voto? El voto no tiene su valor definido, por lo tanto, es transitorio, a cada ciclo se cambia los motivos que llevan una persona votar en tal o cual candidato, conforme las tendencias de demandas sociales.

El maestre Cid Pacheco (ídem) es cuidadoso en usar las comillas para mostrar el carácter modal-frecuencia - de la noción de “ley” utilizada para nombrar estos fenómenos electorales. Pero, es posible, a través de ellas, llegar al aspecto generalista que convierte estos fenómenos en leyes generalistas.

Trasplantando Marketing en Marketing Político

Philip Kotler enuncia la definición de marketing como “la actividad humana dirigida a la satisfacción de las necesidades e deseos a través de un proceso de intercambio” (1980, p.33). Si el estudio de Marketing se dirige a un proceso de intercambio, es en la Teoría de la Reciprocidad, formulada en la Antropología, que podemos encontrar algunos de los fundamentos que llevaran el Marketing a formular sus leyes.

Mauss (1974) muestra que el intercambio se presenta como un “fato social total”, institucionalmente, significa múltiplosaspectos de la vida humana. Levi-Strauss (1993) liberta la reciprocidad de su carácter institucional objetivo, nos mostrando que la reciprocidad es un principio de la vida humana. Por lo tanto, si el Marketing estudia “un proceso de intercambio” para alcanzar“la satisfacción de las necesidades e deseos” de las personas, teniendo en vista que el proceso de intercambio se formula como reciprocidad, y que la reciprocidad es un principio de la vida humana, podemos libertar el Marketing de su carácter estrictamente comercial ytransponer sus técnicas para otras esferas de la vida social.

Así, podemos hablar de Marketing Político. Pero, más do que eso, podemos utilizar la teoría antropológica y las Ciencias Sociales para saber lo que funciona y lo que no va funcionar en la transposición del Marketing Comercial para el Marketing Político.

Alcanzando las bases de las presuposiciones del Marketing Político en Brasil

El grande error de ideólogos es concebir la política institucional como aspecto central de la vida de las personas. En la vida, en lo día a día, los brasileños no dan falta de las instituciones políticas, tampoco comprenden las categorías del estado positivamente. El concepto de ciudadanía, central para la democracia, para la mayor parte de los brasileños é referida de forma negativa:

Si en universo de la casa soy un súperciudadano, porque allí sólo tengo derechos y ningún deber, en lo mundo de la calle [espacio público] soy un subciudadano, ya que las reglas universales de la ciudadanía siempre me definen por mis determinaciones negativas: por mis deberes y obligaciones, por la lógica del “no puede” y “no debe”. (DAMATA, 1991, p.100, nuestra traducción)

La ciudadanía en Brasil fue otorgada y tutelada por el Estado, construida de cima para bajo:

Había un potencial de participación que no encontraba canales de expresión dentro de la estructura institucional y que, también, no tenía condiciones de articular estructura alternativa. Lo brasileño fue forzado a tomar conocimiento del Estado y de las decisiones políticas, pero de manera a no desarrollar lealtades a las instituciones. (CARVALHO, 1996, p.356,nuestra traducción)

Esta es una marca estructural de nuestra cultura política, “por un lado, el Estado coopta selectivamente los ciudadanos y, por otro, los ciudadanos buscan lo Estado para lo atendimiento de intereses privados” (ídem, p.339, nuestra traducción). La política institucional se convierte en un recurso que las personas arrogan cuando convén.

Algunos pasajes por la historia del Brasil son significativos para comprender los elementos que sustentan las tres “leyes” del comportamiento electoral brasileño. Además el país no vivió una guerra de independencia, o por lo menos su población residente se ha implicada de forma visceral en el proceso de liberación de la metrópoli, históricamente en Brasil la ciudadanía no se realiza en la participación activa de la populación.

La primera pasaje que vale notar está en el periodo de la “Primera República”, entre los años 1889 y 1930, la “política de los gobernadores”, o la fase “coronelista”, una red de cambio entre el gobierno federal, los gobernadores de los estados, los grandes propietarios de tierra (los coroneles) y los electores (LEAL, 2012 [1976]). Eses últimos votaban normalmente en los candidatos indicados por los coroneles, no tanto por la coerción física o por las amenazas a su vida, sino porque los coroneles sabían en quien cada elector votó, y sabiendo que un arrendador no había votado a favor de su candidato, no dejaría cualquier obra o mejora producida por el Estado beneficiar ese arrendador (FRANCO, 1997 [1969]). Así, elector ninguno gustaría de “perder su voto”, votando en un candidato que no tenía el apoyo del coronel, las orígenes do que algunos en Brasil llaman de Voto Útil están acá, por otro punto de vista, esta es la origen histórica brasileña del fenómeno “Bandwagon” (TRAUGOTT, 2008), o que llamamos “Maria que se va con las otras”. Esta marca estructural contribuí para las tres leyes: (a) una vez que lo vencedor ya está determinado, no va hacer diferencia un voto; (b) es mejor esperar por las proximidades de las elecciones para saber quién será el vencedor e así no perder el voto; (c) ¿el voto vale el gusto de la victoria o la resignada coherencia ideológica?

El otro pasaje que gustaríamos de destacar es la abertura del Régimen Militar, en 1985. La represión creciente entre los años de 1964 y 1979 llevo muchos a salir del país exilados, otros tantos murieran, y el clima del terror había se establecido en los grandes centros urbanos, además la inflación estaba para romper, y los militares no gustarían de arcar con más esa marca impopular. Los militares anunciaran la “apertura lenta y gradual”, pero el sistema se quedaba con el voto indirecto para presidente. La campaña de “Directas Ya” en 1985, llevó miles de personas para las calles clamando por elecciones directas para presidente. La emenda constitucional no fue aprobada, pero los efectos de la campaña de las directas marco la cultura política de las próximas generaciones. El voto se ha convertido en el ejercicio último y único de la ciudadanía:

El esforzó (…) de construcción de la democracia en Brasil ganó ímpeto después del final de la dictadura militar, en 1985. Una de las marcas dese esforzó es la boga que asumió la palabra ciudadanía. Políticos, periodistas, intelectuales, dirigentes sindicales, dirigentes de asociaciones, simples ciudadanos, todos la adoptaran. La ciudadanía, literalmente, en la boca del pueblo. Además, ella substituyó el propio pueblo en la retórica política. No se habla más “el pueblo quiere eso o aquello”, habla-se “la ciudadanía quiere”. Ciudadanía se convirtió en gente. En el auge de entusiasmo cívico, llamamos la Constitución de 1988 de Constitución Ciudadana. (CARVALHO, 2003, p.7)

Se agregó al voto la obligación moral, además la obligación institucional. Se queda un deber e no un derecho en el imaginario de los brasileños. La ciudadanía se resumió al voto, la propaganda del Tribunal Superior Electoral se volvió para decir que reside en voto todas las posibles manifestaciones de los ciudadanos, sólo se es ciudadano de forma positiva cuando se vota.

El Marketing Político para la Democracia

En un país como el Brasil, lo Marketing Político se faz cada vez más importante para lo proceso democrático, una vez que, los objetivos del Marketing son de aproximar lo discurso político con las reales demandas de los electores, haciendo ajustes y sintonías, para que el político alcance cada vez más electores, y cada vez más electores se interesen por política. Si gira la rueda de la reciprocidad, políticos se comprometen con promesas, electores dan a elle su voto, las promesas cumplidas, crédito establecido, nuevas promesas, nuevos votos, e así se va, aproximando lo estado democrático representativo de la población que elle representa. Pero, una vez quebrado el ciclo de la dádiva, más difícil está se tornando para un político se reelegir.

 Prof. MS Carlos Manhanelli: Presidente de la ABCOP (Asociación Brasileña de los Consultores Políticos), autor de 16 libros sobre la materia, Profesor de Marketing Electoral y Comunicación Política en la Universidad de Salamanca - España, Miembro de la ALICE (Asociación Latinoamericana de Investigadores en Campañas Electorales), participó de 258 campañas electorales en Brasil, América Latina y África, en 39 años de profesión. Miembro electo para el Hall de la Fama del Periódico Americano “Campaigns&Elections”. Sitio: www.manhanelli.com.br

Caio Manhanelli: Antropólogo, Científico Social, Consultor en Marketing Político e Electoral, Especialista en Encuestas e Asesoría de Prensa, Gerente del Departamento de Encuestas de la Manhanelli Associados y Consultor Miembro de la ABCOP (Asociación Brasileña de los Consultores Políticos).

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

5 IDEAS DE MARKETING POLÍTICO EN LA RED

Por Trina Millán

Acabada la campaña de Obama, y en plena campaña de las elecciones catalanas, aprovechamos para dar un repaso a las acciones de marketing político más innovadoras que están cambiando el concepto de campaña electoral al uso.

Como ya sabemos desde que se hizo la primera campaña de Obama, su apuesta por las redes sociales es la que le catapultó a ser el primer presidente que tuiteaba, una novedad extrema en su momento que hoy en día, sólo cuatro años después, ya nos parece, de obligado cumplimiento para cualquier estratega de campaña. De hecho, en Europa se ha visto cómo desde los candidatos anglosajones a los franceses de las últimas elecciones, todos han sido internautas. Lo que ha dado como consecuencia el twitter oficial del Primer ministro británico @number10gov y el personal @david_cameron o la cuenta del presidente de Francia @Fhollande ; y el mismo presidente @MarianoRajoy.

Dada la rapidez con que se mueven las acciones en las redes, los estrategas políticos tienen que tomar decisiones que sólo hace un par de años años no hubieran ni imaginado.

·         Twitter es el rey de las campañas de comunicación en este momento, y se erige en espacio de competición con los grandes medios de comunicación. Ya se están dando datos del estilo “somos TT mundial” o se citan tuits en las noticias de los medios tradicionales. Por lo tanto, cualquier candidato que quiera ganar tiene que tener perfil suyo propio, esté o no gestionado directamente por él (y esto debe ser especificado para que nadie se llame a engaño). Como también es obligado que el equipo de campaña esté monitorizando Twitter, para prestar atención a respuestas en esta red a intervenciones offline, como es el caso de esta respuesta de @carmechacon a @aliciaScamacho

·         Los ritos de un mitin, los procedimientos de las campañas, se han traspasado a las redes. Unatwittervista a cinco bandas puede sustituir a un debate electoral; da la posibilidad de escoger preguntas por parte de los candidatos y permite a cualquier usuario lanzar una pregunta a un candidato sin intermediarios, sin filtros.

·         Las etiquetas que identifican temas o actividades en las redes son muy importantes en campaña, son los nuevos eslogans. Un #fourmoreyears, etiqueta del primer discurso de Obama tras la reelección se alzó como identificador de todo un programa para cuatro años de gobierno.

·         La imagen se está demostrando, otra vez, como el mejor mensajero. Las cuentas de Youtube de los candidatos son cada vez más importantes, se revelan como la televisión de nuestros días, sin tener por medio la criba del editor. El salto de Baumgartner no se transmitió por ningún canal de televisión clásico, en el canal de Youtube tenemos todos nuestra propia televisión. Ejemplos son, en las elecciones catalanas, los del canal del PSC, el canal de Esquerra Republicana, o el delPartido Popular de Catalunya.

·         Y por supuesto, Instagram. La gran red de fotografía se está convirtiendo en una de las más seguidas e influyentes, donde los momentos personales y los públicos se mezclan en campaña. La imagen del abrazo de Barack Obama y Michelle Obama para anunciar que había ganado las elecciones en Instagram o la de Bruce Sprinsgteen y el Presidente Obama en su último mitin son ejemplos de lo que decimos. Otro ejemplo que encontramos en las elecciones catalanas: el canal de @totsambelpresident en Instagram que hace el seguimiento de Artur Mas durante la campaña de las elecciones catalanas; así como el perfil de Pere Navarro, candidato del PSC, o la de Oriol Junqueras, de ERC. La imagen es siempre el mejor mensajero.

Fonte: http://blog.marketingpoliticoenlared.com/2012/11/29/5-ideas-de-marketing-politico-en-la-red/?utm_content=buffer7d968&utm_source=buffer&utm_medium=twitter&utm_campaign=Buffer

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PRIMEIRO PREFEITO GAY QUEBRA TABUS NO MÉXICO RURAL


Cantor e empresário de 47 anos vence em Fresnillo com agenda contra a pobreza e a violência

RIO - Fresnillo é o município mais importante do estado de Zacatecas, no centro do México. De clima seco, a região é conhecida pela atividade mineradora e a tradição rural. Na cidade de 230 mil habitantes, os homens circulam com chapéus e botas de couro. A violência aumentou nos últimos anos, com a disputa entre o cartel do Golfo e os Zetas pelo comando do tráfico de drogas local. Mas, desde as eleições municipais, em julho, Fresnillo chama a atenção do país por um nome: Benjamín Medrano, empresário e político de 47 anos que transformou-se no primeiro prefeito abertamente gay no México.
A eleição surpreendeu numa nação tradicionalmente católica e de cultura machista. E mais pelo município em que Medrano foi eleito, onde isso seria aparentemente menos provável do que em metrópoles mais progressistas como a Cidade do México — em que o casamento gay foi legalizado há quatro anos.
Preconceito na campanha
Medrano não busca explicações. Diz que conseguiu 42.147 votos — contra quase 38 mil de Saúl Monreal, do Partido do Trabalho, e cuja família detinha o poder local há 15 anos — com uma campanha limpa, sem esconder sua orientação sexual, embora tampouco amparada somente na bandeira gay.
- Não esperava essa repercussão. É uma conquista não só por minha orientação sexual, mas pela oportunidade de transformar o município. De que se respeitem formas diferentes de pensar. Não quer dizer que vou abrir dezenas de bares gays, nem me vestir de mulher e colocar cílios postiços, como espalharam meus oponentes. Minha eleição abre um precedente. É uma responsabilidade - admite.
Medrano não é novato na política. Advogado, foi síndico da cidade (cargo mais importante depois do prefeito), prefeito interino, deputado. Entrou neste mundo há 20 anos, animado pela experiência à frente do sindicato estatal de músicos de Zacatecas. A fama conquistada no campo artístico, acredita, ajudou-o a despertar simpatia e conquistar votos. Tem cinco CDs lançados, de baladas e ranchera, estilo tradicional de regiões rurais. Ficou conhecido em apresentações em feiras e festivais pelo México e os Estados Unidos. Já gravou um sexto CD, à espera de lançamento. Além disso, é dono de dois bares gays, em Fresnillo e na cidade de Zacatecas. Atividades que deixará em segundo plano, ao menos por enquanto, jogado na berlinda pelo ineditismo de sua eleição para prefeito.
- Sem dúvida é um feito histórico. Até então os gays que chegaram a um cargo público foram por votação plurinominal, do partido, e não por eleição popular. Em 2009, houve um candidato abertamente gay a prefeito em Guadalajara, mas ele terminou em quarto lugar - conta o analista político Genaro Lozano.
O especialista do Instituto Tecnológico Autônomo do México (Itam) destaca, porém, que Medrano ainda terá de provar a importância de sua vitória para o movimento gay. Ele recorda que, nas primeiras declarações à imprensa, o prefeito eleito disse ser contra causas históricas do ativismo gay, como o casamento.
- Ele disse que a população não estava pronta, mas uma pesquisa do Conselho Nacional de Prevenção da Discriminação aponta que a aceitação da homossexualidade em Zacatecas é uma das mais altas do país. Há uma expectativa de que ele não se limite a ser apenas o primeiro prefeito gay do México, mas também defenda seus direitos - observa Lozano.
Medrano rebate que não é contra o casamento gay. Solteiro, diz que apoia a causa, mas que só se casaria se a união fosse legal em sua cidade - o que depende dos legisladores, ressalta -, “para não afrontar a população tradicionalmente arraigada ao catolicismo” em Fresnillo. Sua orientação sexual, lembra, foi explorada pelos rivais contra sua campanha:
- Não podiam me acusar de ladrão, nem de conivência com o narcotráfico. Então atacaram minha orientação sexual. Andavam com carros de som gritando que eu tinha abusado de crianças. Diziam que gay não podia governar, que essa era terra de homens.
Apesar do preconceito, Medrano assume que sua agenda não está concentrada, a princípio, no movimento gay. Se, por um lado, isso pode ter ajudado a aumentar sua aceitação entre os eleitores conservadores, ele explica que Fresnillo tem necessidades mais urgentes.
- Os gays não são a população mais vulnerável da cidade. Somos produtivos, temos negócios. Vivo num povoado pobre, com 50 mil mães solteiras, com jovens que são atraídos pelo narcotráfico. São eles que atenderei primeiro - diz.
Dia da independência
Uma das prioridades, explica, será apoiar a implantação do comando único da polícia, projeto que busca unificar as polícias do México para combater a corrupção que contamina as forças municipais. Para isso, aposta na parceria com os governos estatal e federal, comandados, como será em Fresnillo, pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI).
- Nunca escondi ser gay. Mostrarei a cara sempre. Não é o chapéu que torna o homem mais macho. Macho é quem usa a inteligência para ser um homem melhor. Tomarei posse no dia mais importante do México, 15 de setembro, o dia da independência. Será o meu dia - afirma.



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Acordo de paz ou jogada de marketing político? (por Marino Boeira)

Um acordo de paz permanente entre palestinos e judeus é uma meta que deve ser desejada por todos, mas as novas conversações entre Israel e a Autoridade Palestina, promovidas pelo Secretário de Estado Norte-Americano, John Kerry, parecem mais uma jogada de marketing político do governo Obama do que realmente um esforço para superar as antigas divergências que separam os dois povos.
A partir de 1993, em Oslo, sob o patrocínio de outro presidente americano, Bill Clinton, judeus e palestinos começaram uma série de reuniões que terminaram em setembro de 1995, com os chamados acordos Oslo II, que permitiriam a criação de um Estado Palestino, ainda que fragmentado, cinco anos mais tarde, nas regiões da Cisjordânia e Faixa de Gaza.
Sob pressão americana, o dirigente histórico da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, foi obrigado a assinar um acordo pelo qual a Palestina era dividida em três áreas. A Zona A, sob total controle da ANP, representava 3% dos territórios ocupados e 20% da população, enquanto a Zona B (controle militar israelense e civil palestino) compreendia 24% do território e 68% da população (os territórios das Zonas A e B são completamente fragmentados, sem continuidade). A Zona C, incluindo Jerusalém Oriental, com 73% do território e 12% da população, permanecia sob total controle israelense e nela se intensificou a construção de colônias judaicas e rodovias estratégicas
Outras reivindicações históricas dos palestinos desde a criação do Estado de Israel, em 1948, como a volta às fronteiras existentes até 1967, o retorno dos palestinos expulsos de suas terras e a questão da divisão de Jerusalém, sequer foram discutidas.
Mesmo com todas estas concessões, Israel nunca cumpriu o que prometera em Oslo. Yitzhak Rabin, que assinou o acordo de paz com Arafat, seria assassinado por extremistas judeus de direita cinco semanas após e o seu governo de centro esquerda, substituído, mais adiante, por outro formado por uma coalizão de direitistas e partidos religiosos, para os quais nenhuma concessão deveria ser feita aos palestinos.
Na visão estratégica dos fundadores e dos principais líderes do Estado de Israel, como David Bem-Gurion, Golda Meir, Moshe Dayan e Menachen Begin, a paz com os árabes nunca foi uma perspectiva aceitável, muito menos a consolidação de um Estado Palestino na região. Na visão militarizada desses líderes, a sobrevivência de Israel, além do permanente apoio material dos Estados Unidos, só seria possível com apropriação das terras e dos mananciais de água dos palestinos. Por isso, a guerra, muito mais do que a paz, sempre esteve entre seus principais objetivos.
Com algumas nuances pouco marcantes, esta foi sempre a estratégia dos governos de Israel. Quando a pressão internacional era muito grande, eram feitas algumas concessões aos palestinos, mas no essencial a política de ocupação das terras árabes por colonos judeus nunca foi interrompida.
Sem perspectivas de alcançar algum sucesso pelas vias políticas, os palestinos, também estimulados pela expulsão dos judeus do sul do Líbano, lançaram a segunda Intifada (guerra das pedras) contra os soldados e os colonos israelenses nas regiões ocupadas, a partir do ano 2.000, causando em seis anos mais do que 5 mil mortos, a maioria palestinos.
No final do ano passado, a ONU aprovou o pedido da Autoridade Palestina para se tornar um Estado observador nas Nações Unidas por 138 votos a favor, inclusive com o voto do Brasil, 9 contra e 41 abstenções. Na prática, porém, pouco mudou e o que mudou foi para pior: os fundos de auxílio dos Estados Unidos à Autoridade Palestina foram congelados pelo Congresso Americano e Israel bloqueou o repassemensal de US$ 100 milhões em taxas alfandegárias e impostos sobre vendas, a que a Autoridade Palestina tem direito sobre o seu comércio com outros países.
Com isso, a dívida da Autoridade Palestina chegou a 2 bilhões de dólares e o governo praticamente quebrou, tornando-se incapaz de continuar mantendo sua estrutura administrativa. Nessa situação, tornou-se impossível para o presidente da ANP, Mahamoud Abbas, recusar o convite americano para voltar a negociar com Israel, mesmo sabendo que obterá poucas concessões e verá ainda tornar-se mais tensa sua relação com o Hamas, que controla a Faixa de Gaza e não aceita negociar com Israel nas condições propostas pelos americanos.
Há semanas atrás, antecedendo à vista de Kerry, Obama esteve na Palestina para negociar a realização da chamada Conferência de Paz. Primeiro, anunciou que o atual acordo de ajuda militar a Israel, que terminaria em 2017, será ampliado por mais 10 anos a um custo de 3 bilhões de dólares anuais. Depois, garantiu o repasse imediato de 200 milhões de dólares à Autoridade Palestina e mais 500 milhões nos próximos dias, dos fundos que estavam congelados.
Satisfeitas as necessidades financeiras dos palestinos e militares dos israelenses, foi possível a Obama assumir o papel de mediador no processo de paz.
Para mostrar colaboração, Israel libertou 140 presos políticos palestinos.
Armado o circo, John Kerry anunciou que a gestação do acordo de paz deve durar nove meses, assim como acontece com os seres humanos.
Vamos esperar que não seja parido um monstro, embora a negociadora israelense, a ministra Tzipi Livni, já tenha antecipado poucas esperanças de sucesso na empreitada.
Disse ela: ”Temos ministros que não querem chegar a um acordo, nem ouvir falar da ideia de dois Estados, temos outros ministros que são indiferentes, mas que esperam que nenhum resultado seja alcançado, e outros membros do governo que desejam alcançar o fim do conflito”.
Ela fazia referência aos ministros da ala radical do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e do nacionalista Lar Judeu, que são hostis à criação de um Estado palestino.
Livni também fez referência ao partido de centro-direita Yesh Atid de Yair Lapid, o ministro das Finanças, que até o momento não considera que o processo de paz seja uma prioridade
Enquanto isso quem vai ganhar ou perder nesses nove meses?
Em primeiro lugar, ganha o Presidente Obama, pelo menos enquanto durar a conferência entre palestinos e judeus.
Depois, os israelenses, que poderão continuar com suas políticas expansionistas sobre terras palestinas sem a ameaça de maiores represálias.
Ganha o governo da Autoridade Palestina, que terá alguns meses de desafogo financeiro.
Quem perde?
Como sempre aconteceu até agora, serão os palestinos na sua esperança de construir um estado nacional, independente, moderno e democrático.
Marino Boeira é professor universitário
FONTE: http://www.sul21.com.br/jornal/2013/08/acordo-de-paz-ou-jogada-de-marketing-por-marino-boeira/