quinta-feira, 14 de março de 2019

SUZANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS Comunicação Política


SUZANO
Hoje esse nome é sinônimo de tragédia.
Vamos analisar alguns pontos.
- Desarmamento:
Algumas pessoas estão falando que o desarmamento é a solução para evitar essas tragédias.
Será que o desarmamento vai evitar a venda de machadinha para camping, besta com dardos, arco e flecha e revolver com numero raspado? Essas armas são compradas em qualquer lugar. É preciso saber o que arma os cérebros. Qual gatilho é apertado para promover essas barbáries.
- Armar os professores
Sou professor e com certeza, me recusaria a portar arma em sala de aula, pois com isso, assumiria a responsabilidade pela segurança dos alunos.
Quem tem que assumir a segurança é o estado.
Em escolas particulares só se consegue entrar pelas catracas que selecionam quem realmente pode adentrar ao recinto, além de, em muitas delas, existir um detector de metais e seguranças para monitorar a entrada e saída.
- Maioridade Penal
Usar o que aconteceu em Suzano como exemplo para diminuir a maioridade penal, é o exemplo mais esdruxulo que conheci até hoje.
Primeiro porque um dos ativistas era maior de idade e os dois suicidaram-se , inclusive o que era menor de idade.
- Proselitismo político:
Usar esse momento trágico como argumento de discurso político é exemplo claro de oportunismo e desumanidade.
A exploração de tragédias como a de Suzano é a pior marca nos debates estúpidos entre direita e esquerda no Brasil.
 Argumentos ridículos, forçados, se utilizam para atacar o outro lado. Não existem vencedores nem vencidos nesse momento. Quem perde é o ser humano.
Termino esse comentário com a frase do grande Teotônio Vilela
A MAIOR TRAGÉDIA DO BRASIL NÃO É A DÍVIDA EXTERNA, NEM A DÍVIDA INTERNA: É A DÍVIDA SOCIAL.

quarta-feira, 13 de março de 2019

COMUNICAÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL Comunicação Política


A comunicação presidencial está nos deixando completamente tontos.
A atual comunicação Presidencial tem três vértices: o do porta-voz oficial, general Otávio Rêgo Barros, que lê comunicados, interpreta atos da administração e do presidente; o da Secretaria de Comunicação, que fala do cotidiano, que opera junto aos meios e redes tecnológicas; e a modelagem familiar, coordenada pelo filho Carlos, além do próprio presidente, que veicula mensagens quentes e polêmicas no Twitter.
Difícil manter coerência e harmonia com tantas fontes, cada qual com linha própria.
O general Barros dá o tom oficial; a Secom oferece suporte e o grupo familiar age como guerreiros em batalha.
Obviamente a comunicação familiar ganha maior audiência: causa impacto e polêmica ao transformar pai e filhos em municiadores do exército aliado.
Enquanto o general Barros tenta aparar arestas, estas são expandidas pelo próprio presidente e o filho Carlos.
O princípio essencial da comunicação – coerência – é substituído por dissonâncias. Quanto mais ruído, mais dispersão, maior distúrbio no processo, minando a credibilidade da administração.
As redes sociais se prestam bem às comunicações informais, torrente que mistura emoção com achismos, bílis com desavenças, carinhos com puxa saquismo e principalmente o uso e abuso de fake news.
Usá-las como principal meio para a comunicação oficial de um governo é misturar o público e o privado. Quando os dois territórios se bifurcam, a comunicação acaba sem rumo, desmanchando os limites da verdade.
Termino esse comentário com uma frase encontrada nos Contos Árabes.
Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Baseado em texto do Prof. Gaudêncio Torquato

terça-feira, 5 de março de 2019

APOSENTADORIA E A NOVA PREVIDÊNCIA Comunicação Política


O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, alertou que a divulgação da reforma da Previdência é de extrema importância e como é um assunto complexo terá que ser bastante debatida com a população. 
Afirmou que depois do carnaval já deverá estar funcionando um call center para tirar dúvidas e um site para fazer a simulação das novas opções de aposentadoria.

O Planalto precisa convencer a sociedade e os parlamentares sobre a necessidade da reforma.
A ideia é não cometer os mesmos erros de Temer e combater as fake news.
Muito se tem falado e várias versões aparecem a cada segundo tentando explicar o que o governo está propondo de mudanças na aposentadoria.
O que deve ser feito são canais interativos de comunicação, ou seja canais onde a população possa perguntar e tirar suas duvidas.
Colocar internet e call center  (telefones) com respostas pré-concebidas e um call center com atendimento por gravação, não irá elucidar as várias duvidas de quem está procurando a aposentadoria e suas novas regras.
Tanto na internet como no telefone, o atendimento deve ter condições de, através de atendentes capacitados, tirar as duvidas do projeto.
A aposentadoria é um assunto que vai interferir na sociedade como um todo e, se não for bem explicado e entendido, tanto pela população como pelos parlamentares que irão votar o projeto, teremos com certeza, reações contrárias às novas regras de aposentadoria.
Termino esse comentário com a frase de Josemar Bosi
Tem tanta gente ganhando aposentadoria, totalmente fora do contexto econômico brasileiro, que se for acertado, no mês seguinte, o Brasil será aquele país do futuro que nunca chegava.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

RECADO AO PRESIDENTE COMUNICAÇÃO POLÍTICA


Presidente Bolsonaro. Estamos a apenas dois meses do seu mandato e já temos pérolas das quais o Sr. deve se preocupar.
Começamos quando o Sr. falou sobre o IOF pela manhã, a tarde seu ministro da fazenda desmentiu e a noite o Ônix corrigiu.
A questão do Bebiano teria que ser resolvida com uma comunicação palaciana, e não através de um dos seus filhos que, publicamente, o chamou de mentiroso.
Presidente, roupa suja se lava em casa. Na pesquisa CNT/MDA 75% da população acha errado seus filhos interferirem em seu mandato.  Problema de família se resolve em família.
Seu ministro do turismo parece que ainda não conseguiu uma comunicação convincente sobre o laranjal do partido. É hora do partido se posicionar oficialmente e passar sua versão dos fatos.
E por ultimo, a confusão criada pelo seu ministro da educação que usando o slogan da campanha em comunicado oficial do ministério (o que é crime) solicita que sejam filmadas crianças cantando o hino nacional, o que configura mais um crime, pois existe o direito de imagem que deve ser respeitado, além do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Quanto a cantar o hino nacional, bastaria seu ministro ter solicitado que se cumpra a lei, alias que existe há muito, desde a era Vargas, e que foi ratificada e assinada pelo ex-ministro da educação Fernando Haddad, durante o governo Lula, em 21 de Setembro de 2009, onde se lê: Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana.
Como disse a deputada estadual por São Paulo e de seu Partido, Janaina Paschoal: “Peça para seu ministro usar a assessoria jurídica do ministério, antes de emitir uma nota oficial”.
Assim como melhoral: Isso é melhor e não faz mal. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

FUTEBOL O ÓPIO DO POVO COMUNICAÇÃO POLÍTICA


Estamos tendo uma grande inversão de valores em nosso País.
Quando recebemos a notícia de que 10 meninos morreram queimados em alojamento improvisado pelo Flamengo, fica a questão. De quem é a culpa?
Estou tentando entender de quem é a culpa.
Você coloca 25 crianças em um container, com isolamento térmico inflamável e ligação elétrica feita na gambiarra (conforme comprovou matéria na mídia), em uma área do clube que foi aprovada para ser apenas um estacionamento, que não tinha alvará dos bombeiros para ser dormitório, sendo literalmente um puxadinho, e diz que foi uma fatalidade, um acidente, uma tragédia?
A imprensa sai em defesa do time e nas mídias sociais e nas camisas de jogadores aparece uma “força Flamengo”, como se isso fosse uma tragédia natural.
Não é natural.
Um clube que paga mais de 50 milhões em um jogador, tem o local que revelou crias que deram alegrias e retorno financeiro ao clube como Vinicius Júnior, Lucas Paquetá e Jorge, que renderam ao Flamengo as maiores vendas de sua história, coloca sua equipe de base em um container?
Estive em Barcelona no Camp nou do Barça e conheci onde o time coloca seus meninos da base.
Uma mansão na entrada do campo com cozinheiros, nutricionistas, funcionários e um monitor 24 horas, responsável pelo bem estar dos atletas mirins.
Em minha opinião, colocar “força Flamengo” seria como colocar “força Vale” no caso de Brumadinho. Não tem como isentar o time da sua responsabilidade pelas 10 vidas que se foram.
O Futebol brasileiro e o tratamento dado aos jovens atletas terá que ser revisto, para que outros “ninhos de urubus” não se queimem pelo Brasil afora.
Temos que exigir fiscalização nos alojamentos dos meninos de todos os times. Afinal quem fiscaliza isso?
Não podemos continuar com o “tudo é desculpável em nome do esporte”.
Sinto muito, mas o que aconteceu, não tem desculpa.
Termino esse comentário com uma frase de Umberto Eco
Justificar tragédias como "vontade divina" tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas.

RICARDO BOECHAT VOCÊ SERÁ SEMPRE NOSSA INSPIRAÇÃO.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O SENADO BRASILEIRO E A ELEIÇÃO DE PRESIDENTE MARKETING POLÍTICO


O comportamento dos Senadores brasileiros, na eleição do presidente da casa. beira a loucura ou a constatação de quem ainda estamos elegendo.
Foi uma clara demonstração da luta pelo poder, sem medir qualquer consequência que dela poderia advir.
Berros, roubos de pastas, presidente de mesa que não era presidente, candidatos retirando suas candidaturas, voto a mais na urna, neguinho votando duas vezes, senador abandonando a presidência da mesa para fazer xixi na hora do voto, chingamentos, discussões e apelações.
Tudo isso nos leva a lembrar de Calígula e seu cavalo Incitatus.
Há quem diga que Calígula nomeou Incitatus Senador, para demonstrar seu desprezo pelos senadores da época, um bando de gente sem espinha que só queria os favores do trono. (ficou parecido com algum Senado que você conhece?).
A cavalgadura Incitatus tinha 18 assessores, dispunha de fortuna pessoal (colares de pedras preciosas, manjedoura de ouro) e usava mantas nas cores reservadas ao imperador (e ai? Parece com alguém que você conhece?).
Custava caro Incitatus; mas até que seu mandato saiu barato, porque besteiras pelo menos não fazia.
Bons tempos aquele. Incitatus se contentava com feno e alfafa, não dava muita importância às honras com que o presenteavam (uma estátua de mármore em tamanho natural, com base em marfim, por exemplo), e ao que se saiba jamais pleiteou cargos na administração para si ou para parentes, nem fraudou o orçamento (Será que temos algum Senador assim?).
O cavalo Incitatus jamais recebeu sequer os salários referentes ao cargo; ignorava solenemente os múltiplos auxílios, ajudas, verbas, passagens. Nepotismo então, nem pensar. Sua ficha era limpa, cândida — como cândida deveria ser a túnica de um candidato, sem mancha. (Ó Céus onde temos políticos assim?).
Triste espetáculo o que tivemos que assistir promovido pelos nossos senadores. Foram coices para todos os lados. Nem Incitatus se comportou assim no Senado.
Será que um dia eles pensarão mais em nós e menos neles?
Termino esse comentário com a frase de Charlenildo Martins Silva:
O extremismo contemporâneo político está nos levando ao ápice da loucura.
(Esse texto foi baseado em um artigo do meu amigo Carlinhos Brinckman).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

BRUMADINHO O QUE NÃO ERA PARA ACONTECER





Aconteceu o que não era para acontecer.
A barragem de Brumadinho rompeu.
Mas isso era para acontecer?
Quando do acidente com a barragem de Mariana, tivemos 19 mortos e muitas vidas e comércios com enormes prejuízos, até hoje em processo para ressarcimento.
Mas, pensou a Vale e o governo de então, foram apenas 19 mortos em Mariana. O governo em exercício na época, não exigiu que as outras barragens fossem descomissionadas, , ou seja, abandonadas e tampadas para recuperação.
Precisou haver em Brumadinho a morte de mais de 300 pessoas para que o governo e a Vale tivessem o procedimento de descontinuar as barragens com esse processo de “a montante” mais perigoso, porem bem mais baratos que outros bem mais seguros, porem bem mais caros também.
Tenho ouvido muito comentaristas falar da tragédia ambiental que essa barragem de Brumadinho ocasionou.
O que temos mesmo é uma tragédia humana, pois o meio ambiente se recupera, mas quero saber como recuperar as 300 vidas que se foram. Quem irá recuperar isso?
As casas, comércios, fazendas, sítios, chácaras, pescadores e aldeias indígenas, que tinham a terra como subsistência da maioria das famílias que por lá moravam.  Quem ira recuperar?
Termino meu comentário com a frase de: Saint-Clair Mello

“Sempre que ocorre uma catástrofe natural no Brasil, ela será seguida de uma catástrofe moral, que se transformará numa catástrofe processual, que não ira apurar absolutamente nada”.