quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O QUE ESSAS ELEIÇÕES DE DOMINGO DISSERAM?


Eu já participei de mais de 300 eleições no Brasil, América Latina e África desde 1974 e nunca vi uma eleição tão surpreendente como essa.
Senão vejamos:
Ficou claro que os votos dados a Bolsonaro para presidente não sofreram influencia dos artistas, jornalistas e mídias que, quase na sua totalidade, foram contra Bolsonaro, mas essa influencia não atingiu o eleitor.
 O eleitor ficou com a maioria que se manifestou contrária à esquerda, a ideologia de gênero, a consagração de temas que contrariam a tradicional família brasileira.
O eleitor optou por aqueles que ficaram com o patriotismo, com a tradição da família, com a segurança, com o respeito à religião, seja ela qual for.
Optou por um deputado com mais de 20 anos de carreira politica e o considerou novo. Novo, porque não foi em nenhum momento objeto de escândalo ou de corrupção.
O eleitor se libertou das amarras do obscurantismo e da subserviência, e votou de acordo com o que acredita, foi soberano no voto. A democracia silenciosa venceu.
Quem realmente saiu arranhado nessas eleições foram os grandes institutos de pesquisas que erraram em muito suas previsões e agora, ficam dizendo que o eleitor mudou de uma hora pra outra na reta final. 
O eleitor não é esquizofrênico para mudar de ideia da noite para o dia.
As pesquisas foram se ajustando no final para não errar de muito, mas mesmo assim os erros foram grotescos.
Isso nos leva a desconfiar das pesquisas.  Porque estava Dilma para Senadora em Minas em primeiro lugar e apenas no ultimo dia as pessoas desistem de votar nela, e ela fica em quarto lugar e não se elege?  Suplicy em SP aparece da mesma forma, Zema que nem aparecia direito nas pesquisas chega em primeiro lugar.
Tudo isso desmente as ultimas pesquisas.
Será que o eleitor endoidou de vez e mudou seu voto em 24 horas?
Não acredito nisso, em hipótese alguma.
Os fenômenos Eduardo Bolsonaro deputado federal com um milhão quinhentos e sessenta e três mil votos o mais votado na historia das eleições para Deputado Federal e Janina Paschoal do partido de Bolsonaro que também bate recorde de voto para deputada estadual com mais de dois milhões de votos não foram detectados pelas pesquisas.
As pesquisas deixaram muito a desejar.
Como eu sempre digo pesquisa é um diagnóstico e não um prognóstico. É o que esta acontecendo no momento e não o que vai acontecer. É uma foto e não uma bola de cristal.
Outras constatações: Cabo Daciolo nas urnas ficou a frente da Marina, do Meireles e do Álvaro Dias.
 O PT se não fosse o nordeste, teria praticamente desaparecido.
 Alckmin com o apoio da maioria dos partidos sentiu o que foi se juntar com processados pela lava-jato.
Agora se apresenta um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro.
Bolsonaro carrega 46% dos votos para o segundo turno, faltando apenas cinco por cento para se consagrar Presidente da República. Deve receber uma parte do Alckmin, uma boa parte do Amoedo, do Meireles e do Álvaro Dias.
Haddad deve receber a totalidade do Boulos.
Como eu falei em comentários anteriores, segundo turno é uma nova eleição. A composição das forças politicas é quem vão decidir os rumos finais desta eleição.
Álea Jacta Est – A sorte está lançada.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Campanhas eleitorais gastaram, até agora, R$ 7,9 milhões em pesquisas

Candidatos ao Palácio do Planalto estão vigilantes aos dados das pesquisas eleitorais. O interesse não se resume às sondagens de intenção de voto encomendadas pela mídia, mas também em levantamentos contratados por eles mesmos. Até ontem, as campanhas tinham gastado quase R$ 7,9 milhões com 18 pesquisas.

Henrique Meirelles (MDB) foi o que mais fez despesas com levantamentos: 45% dos gastos. Ele já desembolsou R$ 3,4 milhões em nove amostragens. Em seguida, aparece a candidatura do PT, que pagou R$ 2,5 milhões em três pesquisas. Nesse caso, somente durante o período em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o cabeça de chapa. Não há registros em nome de Fernando Haddad, o atual candidato da sigla.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo Correio, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outros candidatos que encomendaram pesquisas foram Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Guilherme Boulos (PSol). Os demais não registraram esse tipo de despesa (veja quadro).

Jacqueline Quaresemin de Oliveira, professora de Pesquisa Eleitoral e Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), explica que, neste momento, os candidatos contratam pesquisas qualitativas, ou seja, que se aprofundam em determinadas questões. “O que vemos nos jornais e tevês são amostragens quantitativas, de aglutinação de números. As qualitativas buscam outros aspectos. Querem saber o que o seu potencial eleitor pensa ou o que pensa quem vota nos adversários. São pesquisas caras, por se tratar de aspectos subjetivos”, diz.
A professora acrescenta que em pesquisas quantitativas, como as de intenção de voto, o eleitor se adequa a um questionário. Já nas qualitativas, são questões como problemas ligados à imagem do candidato ou associações a ela. “Há, ainda, pesquisas voltadas para os redutos de voto branco ou nulo. Normalmente, essas informações não são divulgadas, por tratarem de questões estratégicas e muito usadas na coordenação de campanha e no marketing eleitoral.”

O cientista político Marcus Ianoni, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), detalha como essas informações são usadas para nortear as campanhas. “Há casos em que se questiona a rejeição ou a aprovação. Isso serve para traçar estratégias de comportamento e comunicação do candidato. Esses dados servem para o partido tentar diminuir sua rejeição ou explorar um nicho do eleitorado”, explica.

“Bússola”

Presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli ressalta que as pesquisas são usadas desde as primeiras corridas eleitorais. “É a bússola da campanha, o que diz para onde ir e como ir. Elas ancoram a construção do discurso ou o argumento de voto. Se forem bem-feitas, com informações bem segmentadas, podem remontar a estratégia da campanha e mudar uma eleição”, avalia.

A assessoria de Henrique Meirelles informou que encomendou pesquisas “básicas”. Entre as amostragens, estão as de tracking. Elas servem para avaliar como a imagem está no mercado. Esse acompanhamento é feito de forma contínua (diária, semanal ou mensal). “Todas as pesquisas foram registradas no TSE e são informações estratégicas de campanha”, disse.

A reportagem entrou em contato com as assessorias dos demais candidatos citados, mas elas não comentaram os dados até o fechamento desta edição. Segundo o TSE, a “Justiça Eleitoral considera gastos eleitorais legítimos” a realização de pesquisas ou testes pré-eleitorais. As informações devem ser esclarecidas na prestação de contas.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ATAQUE A BOLSONARO FREIA AGRESSÕES NA CAMPANHA



Disputa presidencial retorna com apelo ao diálogo, conciliação e repúdio à violência; episódio será abordado pelos candidatos no horário eleitoral no rádio e na TV
O efeito imediato do atentado contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, foi frear o clima beligerante que marcava a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições 2018. A campanha presidencial volta às ruas neste sábado, 8, – dois dias após Bolsonaro (PSL) ser esfaqueado durante um ato em Juiz de Fora (MG) – com um novo foco: o apelo ao diálogo e o repúdio à violência. O ataque será abordado pelos presidenciáveis com tom de conciliação em novos programas de TV e rádio, gravados às pressas sob orientação dos marqueteiros. Agendas públicas preveem carreatas e uma caminhada pela paz.
Se em outras eleições a tensão entre os candidatos ia subindo, gradativamente, com a aproximação das semanas decisivas, nesta campanha mais curta e em meio a um cenário político acirrado a fase de ataques já estava em curso. Bolsonaro, que se notabilizou por um discurso antipetista, era alvo constante de adversários. Agora, a ordem geral é evitar qualquer tipo de crítica mais pesada à biografia do candidato do PSL.
A cúpula da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) se reuniu nesta sexta-feira, 7, e decidiu gravar um programa quase todo dedicado ao atentado em Juiz de Fora e com a mensagem de união e pacificação do País. Haverá falas de Alckmin e da candidata a vice, Ana Amélia (PP). Até a agressão, o tucano era o que mantinha a linha mais agressiva contra Bolsonaro na TV e no rádio, com comerciais que citavam seu histórico agressivo, especialmente contra mulheres. Os ataques foram suspensos, ao menos temporariamente.
Pesquisas qualitativas definirão o rumo dos comerciais veiculados pela campanha de Alckmin a partir da semana que vem. Por ora, o plano prevê uma fase mais propositiva.
A campanha de Marina Silva (Rede) agendou para o início da tarde de hoje uma “caminhada pela paz” na rua mais popular de São Paulo, a 25 de Março. 
Alvaro Dias, do Podemos, também mudou o planejamento. Ele regravou o programa eleitoral que será veiculado hoje. A agressão a Bolsonaro vai tirar Dias do seu discurso principal, de exaltar a Operação Lava Jato. “Interrompo hoje a campanha no rádio e na TV por causa do atentado contra Bolsonaro, espero que ele se recupere logo. Eu sempre soube que não é na faca e na bala que vamos resolver os problemas”, diz o candidato do Podemos no programa. 
“Minha vida inteira foi de combate contra a corrupção, as mordomias e os vagabundos, mas indignação e raiva são coisas bem diferentes. Com ódio ninguém constrói nada.”
Ciro Gomes, do PDT, programou caminhadas em seu reduto eleitoral. Ciro, que também suspendeu críticas mais duras a Bolsonaro, estará em Juazeiro do Norte, no Ceará.
Até quinta-feira, o tom belicoso era uma arma eleitoral adotada sem constrangimento por parte dos candidatos. 
A avaliação é de que a campanha mais curta e a percepção de que o eleitor estaria seduzido por uma postura “mais extremada e radical” potencializavam o ambiente eleitoral agressivo. 
“Na política, não temos direito de passar com paletó limpo”, afirmou Ciro Gomes durante a sabatina Estadão-Faap, na terça-feira passada, quando questionado sobre seu temperamento intempestivo. 
Dois dias depois, horas antes do atentado contra Bolsonaro em Minas, Alckmin – também na sabatina Estadão-Faap – foi questionado sobre a estratégia de sua campanha de usar metade do seu tempo TV com uma campanha negativa contra o candidato do PSL. “Campanha política é para pôr o dedo na ferida. É para isso que tem campanha”, respondeu o tucano.
Nos últimos dias, Bolsonaro, por exemplo, falou em “fuzilar a petralhada” e mandá-la para a Venezuela, em evento no Acre. O clima de campanha está tão fora do tom costumeiro que o próprio presidente da República, Michel Temer, gravou vídeos atacando Alckmin e o petista Fernando Haddad, provável substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, como candidato do partido à Presidência.

Quebra de hegemonia entre PT e PSDB é fator de acirramento, diz analista
 Para o cientista político Vitor Oliveira, a quebra de hegemonia entre PT e PSDB é um dos fatores desse acirramento. “Esse ano a campanha é curta. E já estamos na metade dela. Além disso, houve uma quebra de hegemonia das duas forças mais relevantes nos últimos anos. Tudo isso somado acirrou a disputa, abriu espaço para competição. Mais competição, mais calor, mais ataques e tentativas de desconstrução. Nós temos exemplos em eleições passadas de que bater funciona. 
Carlos Manhanelli, especialista em marketing político, avaliou que a eleição “está contaminada pelas redes sociais”. 
O cientista político Rodrigo Prando (Mackenzie) vê nesta campanha resquícios de 2014. “Ainda é uma herança da disputa entre ‘nós ou eles’ ou ‘coxinhas contra mortadelas’ e outras divisões criadas pelos próprios partidos”, disse. “Se o candidato evita esse embate mais duro, pode ser taxado de covarde – o que seria a morte eleitoral. O brasileiro gosta desse elemento virulento.”/ GILBERTO AMENDOLA, ADRIANA FERRAZ, MARIANNA HOLANDA, PEDRO VENCESLAU e RICARDO GALHARDO 
https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,ataque-a-bolsonaro-freia-agressoes-na-campanha,70002493003

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

O que antes era ignorado, agora vira tema das eleições presidenciais


O articulado setor da agropecuária conseguiu colocar seu peso político e se fez enxergar nesta campanha eleitoral entre os presidenciáveis.
Não é à toa. O setor que segurou a economia brasileira nos anos de crise e serviu de porto seguro para as instabilidades que assolaram o país foi levado em conta para a formação de boa parte das chapas presidenciais.
Paulo Kramer analisa o setor dizendo que: "O papel político do setor agropecuário decorre do fato dele ser a âncora da economia brasileira. Sobretudo depois da crise, que começou justamente no último trimestre de 2014. Eles viraram a solitária âncora da economia brasileira".
A força política do setor também decorre da compreensão de seus representantes, ainda na época da redemocratização, da importância que deram ao se organizarem institucionalmente, inclusive no Legislativo do país.
Para isso fizeram a influente frente Parlamentar mista da Agropecuária, que conta com 227 deputados e 27 senadores inscritos, alguns fora do exercício.
A sociedade brasileira acordou para a importância do agronegócio e  percebeu o peso que tem na economia brasileira.
Hoje nenhum candidato a presidência da república ignora a agricultura, dando ênfase em seus programas de governo, as ações em prol desse segmento.
Um setor que era até marginalizado, o agronegócio brasileiro passou a ser um caso de sucesso.
Os agricultores, no passado, tinham frustração de safra, o governo não dava o devido apoio financeiro de custeio para o produtor, agora ganhou muito mais atenção, virando discurso de campanha eleitoral.
Termino esse comentário de hoje com a frase de Jose Graciano Dias: “AO PÉ DA LETRA, SOMENTE A AGRICULTURA E A PECUÁRIA REPRESENTAM PRODUÇÃO”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

CAMPANHAS 'ESQUECEM' DE RENOVAR JINGLES - MARKETING POLITICO

Vai começar a temporada de jingles das eleições 2018 e aquela tradicional busca por colar na cabeça do eleitor o nome, o número e a mensagem que cada candidato quer passar. Como já é tradição, quem busca o voto vende “mudança”, mote quase onipresente nos refrões das músicas que tomarão conta do horário eleitoral a partir do próximo dia 31. O ritmo pode ser diferente, mas a promessa de “tirar o Brasil da crise” será cantada por todos os presidenciáveis.

Com base nos jingles já divulgados pelas campanhas, Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) são os que mais abusam da promessa de mudar o rumo do País. Ciro diz que tem experiência para isso, Meirelles e Dias afirmam que só eles são capazes de fazer o que o eleitor espera e Bolsonaro até nomeou seu hit de Muda Brasil.

Para Carlos Manhanelli, especialista em marketing político e autor do livro Jingles Eleitorais e Marketing Político – Uma Dupla do Barulho, os jingles da eleição “estão todos iguais e parecem escritos por uma mesma pessoa”. “Tem uma falta de originalidade. Parece que um está copiando o outro. Nenhum deles vai sobreviver depois do período eleitoral. Não tem um chiclete de ouvido”, disse.

Entre os jingles já apresentados, Manhanelli notou que Alvaro Dias usa o sertanejo universitário para passar uma ideia de honestidade; que o nome Ciro é repetido 67 vezes em meio a um tecno brega; que Meirelles escolheu ritmos nordestinos para se vender como o homem que precisa ser chamado para resolver qualquer problema; e que o jingle de Bolsonaro repete quase um Lulinha paz e amor quando afirma “Bolsonaro com amor e com coragem”.

 Líder nas pesquisas de intenção de voto no cenário sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso na Lava Jato, Bolsonaro apela ainda à emoção para conquistar – ou ao menos manter – seu eleitorado em busca de uma vaga no segundo turno. O jingle espalhado pelas redes sociais do candidato e de apoiadores começa com os acordes do hino nacional e segue no ritmo do forró para afirmar que “olha para o futuro, quer ver seus filhos num país mais seguro” e, “com amor e com coragem”, vai “mudar a nossa Nação”.

Com a indefinição a respeito da candidatura de Lula, que terá seu registro julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos dias, o PT, por enquanto, mantém o jingle lançado para a convenção nacional do partido, que indicou o ex-presidente como candidato. A música remete às campanhas de 1989 e da vitória de 2002, famosas pelo “Lula lá” e pelo coro da “esperança”, mantendo a estratégia de usar o nome do ex-presidente o máximo durante a campanha deste ano.

Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), caberá ao eleitorado agora julgar se as promessas de mudança vendidas nos jingles convencem e são ou não viáveis. “Obviamente, o que se tenta é seduzir o eleitor com promessas de um futuro novo. Mas até que ponto isso convence? Vale lembrar que vários desses candidatos estão ou já estiveram no governo”, disse.
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Teixeira também chama a atenção para a ausência da palavra “corrupção” nos jingles. Em vez de mencionar os escândalos revelados pela Operação Lava Jato e por outras investigações conduzidas pela Polícia Federal, a maioria dos presidenciáveis optou por destacar as palavras “honestidade” e “ficha limpa” nas músicas de suas campanhas.

Mesmo o candidato que levanta costumeiramente a bandeira da Lava Jato, o senador Alvaro Dias, omite o termo na balada sertaneja que levará para a TV e o rádio. Para o cientista político, a explicação é óbvia: “A maioria não toca na palavra corrupção porque não pode atirar pedra em ninguém.”
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

JINGLES NAS CAMPANHAS DESTE ANO


COMEÇAM AS CAMPANHAS ELEITORAIS E OS JINGLES JÁ SE APRESENTAM.
AS FAMOSAS MUSICAS ELEITORAIS SÃO UMA FERRAMENTA MULTIUSO E POR ISSO IMPRECINDÍVEIS A UMA BOA CAMPANHA.
MAS, VAMOS ANALISAR OS JINGLES QUE TIVEMOS ACESSO.

O QUE MAIS USARAM NOS JINGLES PRESIDENCIAIS FOI A PALAVA MUDANÇA.
DOS 08 JINGLES QUE TIVEMOS ACESSO, 5 FALAM DE MUDANÇA NA SUA LETRA.
VEJAMOS OS CASOS:

·                   ALVARO DIAS: "TÁ DIFÍCIL ACREDITAR, MAS É HORA DE MUDAR";

 
·                   CIRO GOMES"A GENTE QUER MUDANÇA" / "TEM MUITA COISA PRA MUDAR";

 
·                   GERALDO ALCKMIN"VAMOS TODOS JUNTOS E JUNTOS MUDAR";

 
·                   HENRIQUE MEIRELLES"CHAMA HONESTIDADE E CORAGEM, QUE TEM O PULSO PRA MUDAR A DIREÇÃO";

 
·                   JAIR BOLSONARO"BATE FORTE MEU CORAÇÃO PRA MUDAR A MINHA NAÇÃO" / "MUDA BRASIL, MUDA BRASIL, MUDA DE VERDADE" / "A NOVA ORDEM É MUDANÇA" / "SOU BOLSONARO PRA MUDAR NOSSA NAÇÃO";

O TERMO SÓ NÃO APARECE NOS JINGLES DE EYMAEL (DC), LULA (PT) E MARINA (REDE) ".

OUTRAS EXPRESSÕES BASTANTE REPETIDAS NOS JINGLES, FORAM:

·                   BRASIL POVO, ESPERANÇA, CORAÇÃO, CORAGEM, CHAMA – CHAMAMENTO,  GENTE, PRESIDENTE;

ALIAS OS JINGLES DE MEIRELES E LULA TEM O MESMO MOTE: CHAMA O HOMEM, COLOCANDO OS DOIS NO PATAMAR DE QUE QUANDO SE TEM PROBLEMAS, CHAMANDO ELES RESOLVEM.

ANALISANDO CADA JINGLE TEMOS:

ALVARO DIAS: EM RITMO SERTANEJO UNIVERSITÁRIO, AS PALAVRAS QUE MAIS CHAMAM A ATENÇÃO: “FALA E FAZ” E “CHEGA DE BLÁ BLÁ BLÁ”.

CHAMA A ATENÇÃO PARA A HONESTIDADE DO CANDIDATO.

 
CIRO GOMES: EM RITMO TECNO-BREGA, O JINGLE REPETE 67 VEZES O NOME DO CANDIDATO, ALÉM DE TENTAR CRIAR UM CHICLETE DE OUVIDO COM AS PALAVRAS “A GENTE QUER” E “PRECISA DE”, PRATICAMENTE IDÊNTICO AO USO NO JINGLE DE BOLSONARO.

GERALDO ALCKMIN: RITMO SOLENE, QUASE UM LAMENTO, APOSTA NO CHICLETE DE OUVIDO “GERALDO EU VOU” PALAVRAS COMO “CORAGEM”, “VIDA LIMPA”, “FAMÍLIA” E "RESPEITO", SÃO USADAS PARA PASSAR O PERFIL DO CANDIDATO.

O TERMO "TRISTEZA PRECISA TER FIM" SE IGUALA AO JINGLE DO LULA QUE DIZ: "ESSA TRISTEZA, MEU POVO, VAI TER FIM".
 

HENRIQUE MEIRELES: RITMO NORDESTINO, REPETE A IDEIA DE "CHAMAR O CANDIDATO”, “TEM CORAGEM DE ENCARAR OS DESAFIOS". O MESMO RECURSO USADO POR LULA. O SUPER HOMEM QUE DEVE SER CHAMADO QUANDO TEM PROBLEMAS.

JAIR BOLSONARO: TAMBEM COM RITMOS NORDESTINOS, REFORÇA A IDÉIA DA MUDANÇA. É O JINGLE QUE MAIS REPETE O NOME DO BRASIL. DEFINE O CANDIDATO COM AS PALAVRAS "BOLSONARO COM AMOR E COM CORAGEM".

LULA: RITMO VOLTADO AO FORRÓ, REFORÇA A IDÉIA DE CHAMAR O HOMEM DIZ A MÚSICA, "O POVO QUER" E "O HOMEM DÁ JEITO".  O MESMO RECURSO UTILIZADO POR MEIRELES, O SUPER HOMEM. O JINGLE SE UTILIZA TAMBÉM DO "ESSA TRISTEZA, MEU POVO, VAI TER FIM". IDENTICA A DE ALCKMIN "ESSA TRISTEZA PRECISA TER FIM".

 
MARINA SILVA: RITMO BEM PRÓXIMO AO XOTE NORDESTINO, COLOCA O ELEITOR ESTANDO COM MARINA "TÔ COM MARINA" É A EXPRESSÃO QUE MAIS SE REPETE. MENCIONA O NOME DO VICE E É O ÚNICO A FAZER ISSO. MAIS UM APELO A MUDANÇA COM A FRASE: "VAMOS TRANSFORMAR O BRASIL" E LEMBRANDO EDUARDO CAMPOS "NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL".

JOSÉ MARIA EYMAEL: RITMO DE MARCHINHA CONSERVA O FAMOSO JINGLE “UM DEMOCRATA CRISTÃO”, É O ÚNICO ATE AGORA QUE CITA O NOME DO PARTIDO E TAMBEM O ÚNICO QUE, ACERTADAMENTE, COLOCA O NUMERO DO CANDIDATO PARA SER MEMORIZADO PELO ELEITOR. 


 

JINGLES ELEITORAIS SÃO MUSICAS FEITAS ESPECIALMENTE PARA RESALTAR AS QUALIDADES DE UM CANDIDATO E PROPAGAR SEU MOTE DE CAMPANHA.



LINKS PARA OS JINGLES:









 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

CANDIDATOS AGORA SÃO OFICIAIS

O prazo para partidos e coligações apresentarem os pedidos de registro das candidaturas terminou nesta quarta-feira dia 15.

No Tribunal Superior Eleitoral, 13 candidatos apresentaram os pedidos. São eles: Alvaro Dias, Cabo Daciolo, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, João Amoêdo, João Vicente Goulart, José Maria Eymael, Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva e Vera Lúcia.
 
O PROBLEMA DE LULA

Ao todo, as convenções confirmaram 14 candidaturas, mas Manuela D'Ávila (PCdoB) deve desistir para concorrer como candidata à vice na chapa encabeçada pelo PT, reduzindo o número de candidatos a 13.

A candidatura de Lula, porém, pode gerar questionamentos na Justiça porque, além de estar preso, o ex-presidente se encaixa nos critérios da Lei da Ficha Limpa, segundo a qual fica inelegível quem for condenado por órgão colegiado da Justiça em segunda instancia.

O PT já anunciou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como candidato a vice de Lula, mas, segundo informações, o partido trabalha, sem alarde, com a chapa Haddad e Manuela D'Ávila.

Impugnação

Dentro de cinco dias, candidatos, partidos, coligações ou o Ministério Público Eleitoral podem questionar esses registros.

O TSE tem prazo até dia 17 de setembro para fazer a análise inicial dos registros. Depois, ainda será possível analisar recursos.

Qualquer decisão que for tomada permite recurso ao tribunal e ao Supremo Tribunal Federal, ou seja podemos vivenciar uma eleição com incertezas de quem realmente poderá concorrer.

Como ficam os registros

O candidato que tiver o pedido de registro deferido será considerado apto a concorrer ao pleito de outubro.

O pedido de registro será indeferido quando o candidato for inelegível ou não atender a qualquer das condições de elegibilidade.

Propaganda

A partir desta quinta-feira dia 16 está permitida a realização de propaganda eleitoral nas ruas podendo fazer comício, carreata, distribuição de material impresso e propaganda na internet, desde que não paga, como sites próprios.

No rádio e na TV, a propaganda só começa dia 31 de agosto, após elaboração de plano de mídia por parte dos partidos, Justiça Eleitoral e emissoras de TV.


Finalizo mais uma vez com a frase de Claudio Muzel:

A eleição de político ruim, ficha suja ou corrupto, nos dá oportunidade de avaliar não o político, mas a democracia, o sistema judiciário e principalmente o nível do eleitor.