segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Eleitores não se recordam em quem votaram

Às vésperas das eleições deste ano, grande parte da população afirma não se lembrar em quem votou para os cargos do Legislativo em 2010. O Comércio entrevistou dez pessoas em Jaú e 50% delas declararam que não sabem mais o nome de seus candidatos para deputado federal e estadual em 2010 (leia textos).
O levantamento mostra distanciamento da população em relação ao Legislativo, esfera do poder responsável por elaborar as leis brasileiras. O excesso de candidatos e de eleitos – são 81 senadores, 513 deputados federais e 94 deputados estaduais em São Paulo – é um dos motivos apontados por especialistas como a causa do esquecimento das pessoas.
Para o presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos e Assessores Eleitorais, Carlos Manhanelli, a população brasileira não sabe para que servem os cargos do Legislativo.
“Na concepção do povo brasileiro, tem importância o Executivo, pois são os governadores e o presidente que sempre estão na mídia e anunciam mudanças para a população. Seria necessário mais transparência ao trabalho do Legislativo, mostrando como ele pode interferir na vida das pessoas. Assim, seria possível construir uma memória política”, ressalta Manhanelli.
De acordo com presidente da associação, a memória política deriva da importância que a população dá ao Legislativo. Somente com aumento da credibilidade deste poder seria possível cobrar maior acompanhamento das pessoas em relação aos seus candidatos.
“Nosso sistema democrático é representativo. O Legislativo tem candidatos representando geograficamente ou socialmente toda a sociedade. Enquanto não conseguirmos mostrar que o Legislativo realmente influencia no dia a dia, as pessoas não vão dar importância nenhuma ao voto”, acrescenta.
Consciência
A falta de consciência política seria mais um dos motivos apontados por especialistas para o esquecimento sobre os candidatos. No Brasil, é comum que as pessoas votem em determinado deputado ou senador por indicação da família ou de um amigo.
“Observo que o povo nunca se esquece de seus candidatos para governador e presidente, porque votam por convicção própria. Mas falta consciência para o voto do Legislativo, pois muitas pessoas escolhem seus deputados e senadores a partir de um favor ou uma indicação de alguém”, diz o sociólogo Sinésio Baccheto, articulista do Comércio do Jahu.
Para Baccheto, se houvesse mais atenção do povo ao processo político, a população seria menos enganada pelo próprio sistema. “Se não nos lembramos em quem votamos, não vamos ter formação e informação sobre o andamento político do País”, acrescenta.

sábado, 5 de novembro de 2016

MARKETING POLITICO - AS ELEIÇÕES DE 2.016


Como foram as eleições 2016, qual recado das urnas e o que os eleitos vão enfrentar?


As eleições de 2.016 foram marcadas pela constatação de que a reforma eleitoral proposta pelos legisladores, ocasionou uma enorme decepção para os eleitores.

A diminuição do tempo nas campanhas eleitorais levou a um não aprofundamento das propostas dos candidatos para o governo, deixando os eleitores sem oportunidade de discutir e participar dos planos de governo.

A sociedade organizada não teve como colocar as suas opiniões e sugestões, nem tão pouco analisar o que estava sendo proposto.

Resultado: Muitos eleitores se abstiveram do voto, além de anularem e votarem em branco.

O maior índice que se teve conhecimento em campanhas municipais que, na verdade são as que mais diretamente influenciam na vida dos cidadãos, indicam e apontam para algumas conclusões: O eleitor esta muito descontente com a classe politica; o eleitor não conseguiu interpretar os programas de governo (os poucos que tiveram); o eleitor descobriu que uma democracia plena se faz com o direito ao voto e não a obrigação de votar, o que nos remete ao voto facultativo que, embora a nossa democracia obrigue o voto, as sanções são mínimas e possíveis de dispensar essa obrigatoriedade; o tempo e os veículos de comunicação usados nessa eleição foram insuficientes para que o eleitor e a sociedade organizada pudessem analisar e interpretar as propostas dos candidatos; por falta de tempo para que candidatos pudessem aprofundar as discussões sobre plano de governo, as campanhas eleitorais centraram na desconstrução dos candidatos desaguando em agressões e acusações na maioria das vezes infundadas, ensejando em várias interpelações judiciais; o aumento de inserções em rádio e TV oneraram as campanhas eleitorais desfazendo a fantasia de diminuir custos; a proibição de angariar recursos de pessoas jurídicas fez com que as campanhas tivessem uma comunicação pobre, levando o eleitor a não votar por desconhecer os argumentos dos candidatos que pudessem levar ao voto; o fundo partidário, que poderia ajudar nestes custos, não chega às campanhas e nos diretórios municipais (com raríssimas exceções); o uso da internet, de quem tanto se esperava, demonstrou-se insuficiente para se tornar arauto de campanhas eleitorais tendo ainda que ser estudada e testada em suas várias ferramentas comunicacionais.

Enfim temos uma demonstração incontestável que o modelo proposto pela nova legislação não serve para uma campanha eleitoral no Brasil e que é urgente rever os parâmetros que se colocam para eleger um politico, principalmente a cargos majoritários que derivam de propostas de governabilidade que devem ser discutidas com a sociedade.

Os legisladores devem olhar com mais carinho a importância da comunicação política/eleitoral.

E depois de eleitos o que esperar dos novos governantes?

Os novos prefeitos deverão ser administradores de crises, pois é o que enfrentarão a partir de 01 de Janeiro.

Prefeituras com muito pouco ou já sem nenhuma capacidade de investimentos, estão gerenciando despesas e demandas essenciais, sem expectativa em curto prazo de progredir com as necessidades da população e da cidade.

Na comunicação, os governantes devem se ater a transparência e a necessidade premente de colocar para a população as dificuldades e as soluções encontradas, de preferencia junto com a sociedade organizada.

O eleitor trocou seu voto pela melhoria de sua vida na cidade, e é isso o que ele espera receber e ser comunicado. Votei em você e você o que está fazendo para melhorar minha vida?

Comunicação para o político é como o ar que respira; se parar morre.

Carlos Manhanelli

Mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo

Presidente da ABCOP – Associação Brasileira dos Consultores Políticos.  Acompanhou esse ano 43 campanhas majoritárias no Brasil.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Em meio ao descrédito da classe política, Congresso discute o que políticos devem fazer nas Eleições 2016.


Desde o pleito de 2014, ficou acentuado o total descontentamento da população brasileira com a classe política que a representa. Diversas manifestações contra governos municipais, estaduais e, com maior ênfase, contra o Governo Federal têm efervescido os debates sobre o futuro político do país. Essa é uma questão que permeia também no pensamento dos profissionais da área política e dos próprios candidatos, que encontrarão um ambiente muito mais hostil durante o pleito deste ano. Pensando nisso, a Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP) em comemoração aos seus 25 anos de existência,  traz esse ano, como tema central de seu congresso bianual, os desafios que tanto profissionais quanto candidatos enfrentarão nas Eleições 2016.

 O Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político, que acontece desde 1986, entra em sua  12ª edição nos dias 29 e 30 de abril, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, trazendo em sua programação uma variada gama de assuntos voltados às eleições, desde como atuar com as novas tecnologias, o uso do rádio, as novas regras e legislação eleitoral, pesquisas, até mesmo as técnicas de argumentação que um candidato deve ter no famoso corpo a corpo.

Nomes consagrados no meio do marketing político/eleitoral, do direito eleitoral, das pesquisas de opinião e da comunicação social comporão a grade de apresentações do congresso que teve sua última edição em Brasília, no ano de 2014. O encontro das maiores inteligências políticas e eleitorais do país estarão reunidas em um único local.

                Em sua assembleia geral ordinária, a ABCOP apresentará o código de ética dos profissionais da área politica/eleitoral.

“Esta edição tem tudo para ser a maior da longa história que possui esse congresso. Conseguimos trazer grandes mestres das técnicas eleitorais, mesclando com ótimos especialistas nas novas tecnologias, que incrementam cada vez mais a rotina da comunicação política. Estou certo de que quem estiver presente sairá das palestras com novas ideias a respeito do que fazer nas próximas eleições”, destaca Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP). Informações e inscrições, acesse: www.estrategiaseleitorais2016.com.br.

Abraços,

Vinicius Ribeiro

MTB 75694/SP

(11) 3782-9900 | (11) 96627-0649

Departamento de Comunicação

Manhanelli Associados

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

MARKETING POLÍTICO - POLÍTICOS TERÃO DE ARRECADAR VIA WEB


Sem doações de empresas, resta pedir dinheiro na internet. Vaquinha de “mensaleiros” arrecadou mais que candidatos à Presidência

GAZETA DO POVO
BRASÍLIA
03/10/2015
 15h00 André Gonçalves, correspondente
Texto publicado na edição impressa de 04 de outubro de 2015

Fazer “vaquinha” na internet para companheiro preso por corrupção dá resultado cinco vezes maior que pedir dinheiro em campanha presidencial. A constatação vem do volume de doações para pagar multas de três petistas envolvidos no mensalão em relação ao que foi arrecadado pelos quatro presidenciáveis que se arriscaram a coletar na rede, em 2014. Os números apontam um futuro nebuloso para o financiamento eleitoral após a proibição de doação de empresas, conforme determinou o Supremo Tribunal Federal (STF).
Juntos, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente da legenda José Genoino conseguiram R$ 2,8 milhões em campanhas de arrecadação pela internet, entre janeiro e fevereiro de 2014.
Na disputa pelo Planalto no ano passado, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (então no PSB, hoje na Rede), Luciana Genro (PSol) e Zé Maria (PSTU) levantaram ao todo R$ 620 mil. Os outros oito candidatos nem tentaram usar a ferramenta. O valor é correspondente a 0,1% dos R$ 602 milhões arrecadados pelas 12 campanhas – R$ 587,7 milhões doados por empresas.

R$ 166 foi tudo o que o então senador Eduardo Suplicy (PT-SP) conseguiu arrecadar de doações via internet nas últimas eleições, em 2014. Na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2012, o candidato Gabriel Chalita, do PMDB, investiu R$ 190 mil em seu sistema de arrecadação via web e no final recuperou apenas 
R$ 1,25 mil em doações de seus eleitores durante toda a campanha eleitoral.

Presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli avalia que esse é um retrato fiel de como a política é encarada pelo lado “negativo” pelo brasileiro. “Em países como os EUA, há o viés positivo, de contribuição com ideias e dinheiro. Aqui o eleitor quer ganhar algo. Pode ser R$ 5 ou uma dentadura, mas jamais dar algo em troca.”

Congresso ainda tenta reverter decisão do STF

Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha determinado no mês passado que as doações eleitorais de empresas são inconstitucionais, duas propostas ainda tentam desfazer a decisão no Congresso Nacional.
A primeira delas é uma lei que foi aprovada pelos congressistas mas acabou vetada pela presidente Dilma Rousseff, mas cuja decisão pode ser derrubada pelo voto de dois terços dos deputados e senadores. A outra é a aprovação de uma emenda constitucional, que já passou pela Câmara dos Deputados e que agora depende do crivo do Senado.
Ambas são apadrinhadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mesmo que passe a valer, no entanto, a lei não deve ser suficiente para derrubar a interpretação do STF. Já a emenda terá dificuldades de passar pelo Senado, onde a maioria dos senadores já se posicionou contra as doações empresariais.
Sem a colaboração empresarial, porém, é inimaginável que os candidatos tenham como escapar da internet. “Você não acha que o sujeito vai se dar ao trabalho de levar um envelope com R$ 20 no comitê do vereador, acha?”, complementa Manhanelli.

Guerra de mentalidade

Além do duelo de convencimento de novos doadores, a batalha é contra a mentalidade de partidos e políticos. “Quem trabalha na arrecadação de campanhas está tão viciado com as doações de grandes empresas doadoras que não leva a sério essa possibilidade de atrair a pessoa física”, descreve uma ex-sócia da empresa Um a Mais, que oferece plataforma de captação de recursos pela internet.
No Paraná, a firma prestou serviço para a campanha do senador Roberto Requião (PMDB), em 2014. Idealizadora do uso da ferramenta pelo peemedebista, a jornalista Carolina Cattani conta que o objetivo era mais ideológico que financeiro. “Como o Requião era autor de um projeto para acabar com as doações de empresas, era uma bandeira relevante”, cita.
Os resultados foram fracos. Foram necessários R$ 5 mil de investimento inicial para uma arrecadação final de R$ 6,1 mil. “Ninguém encampou a ideia, a divulgação foi ruim.” Nenhum outro concorrente paranaense se arriscou.
Outros fiascos se espalharam pelo país. Quarto colocado na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita (PMDB) investiu R$ 190 mil, mas recebeu dos eleitores R$ 1,25 mil. Candidato ao Senado pelo estado no ano passado, Eduardo Suplicy (PT), só conseguiu levantar R$ 166, em quatro doações.
Raro exemplo de sucesso é Marcelo Freixo (PSol-RJ). Na campanha pela prefeitura do Rio de Janeiro, em 2012, ele levantou via internet R$ 162 mil (15% do total de doações). A fatia dobrou em 2014, na disputa por uma vaga na Assembleia – do total de R$ 213 mil, arrecadou R$ 64 mil na rede (30%).

Obama arrecada 11 mil vezes mais que o PT

A primeira vez levava menos de um minuto e as outras, pouquíssimos segundos. Era fazer o cadastro no site/rede social barackobama.com, com a inclusão do número do cartão de crédito, que a coisa andava sozinha. Com um clique, um e-mail ou um SMS apenas com o texto do valor a ser cobrado, doações eleitorais a partir de US$ 5 se tornavam realidade.
A Quick Donate (doação com um clique, similar às compras expressas de lojas on-line) foi um aprimoramento da campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Com ela, a quantia arrecadada pelo democrata em pequenas contribuições com auxílio da internet subiu de US$ 500 milhões, em 2008, para US$ 690 milhões, em 2012. Nessa última disputa, empresas e grandes doadores individuais colaboraram com mais US$ 320 milhões – ou seja, menos da metade do pessoal da “vaquinha” pela web.
No Brasil, Dilma Rousseff ganhou as eleições presidenciais de 2010 com uma arrecadação de R$ 135,5 milhões, dos quais R$ 172 mil (0,13%) vieram de doações de pessoas físicas pela internet. Em 2014, a receita total da petista ficou em R$ 350,5 milhões e as contribuições via web, em R$ 266 mil (0,08%).
Na ponta do lápis do dólar a R$ 4 e na soma das duas campanhas presidenciais de ambos, Obama arrecadou 11.122 vezes mais dinheiro que Dilma. A diferença é que, para 2016, o sucessor do democrata continuará podendo recorrer a doações de empresas. No Brasil, será necessário sobreviver com o dinheiro do fundo partidário e a colaboração de pessoas físicas.
Nesse cenário, Obama é o melhor exemplo para o futuro do financiamento brasileiro. “Obama recebeu tanto dinheiro que abriu mão do financiamento federal. Mas foi uma novidade até nos Estados Unidos”, diz o cientista político, David Fleischer, que é norte-americano e professor da Universidade de Brasília.
Professor de marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo, Gabriel Rossi diz que a primeira dificuldade para a modalidade de doação pegar no país é o divórcio da sociedade com a política. Segundo ele, qualquer partido ou candidato que se aventure pela internet precisa estar atento a valores como transparência e diálogo.“O jovem de hoje que cresceu com a internet está acostumado com tudo muito claro, com a facilidade de pesquisar e achar dados. Se não sabe exatamente para onde o dinheiro vai, a possibilidade de dar certo é zero”, opina Rossi.
Em um paralelo à trajetória de Obama, ele diz que as doações para o democrata só decolaram porque ele soube personificar um sentimento de descontentamento da população. “O Brasil passa por situação política similar, mas ainda precisa nascer um político que consiga canalizar essa percepção.”

O jovem de hoje que cresceu com a internet está acostumado com tudo muito claro, com a facilidade de pesquisar e achar dados. Se não sabe para onde o dinheiro vai, a possibilidade de dar certo é zero.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MARKETING POLITICO - 10 DICAS SOBRE COMO NÃO FAZER UM VÍDEO BLOG POLÍTICO

Por José Antônio Donaire Benito
Tradução: Carlos Manhanelli

Não é para dizer-lhes como fazer o blog de vídeo que todo mundo gosta, mas eu gostaria de sugerir dez itens que devem ser evitados a todo custo:
 1. Se você criar categorias, evite que só tenha uma. Ter categorias não é obrigatório, mas se decidir usá-las opte por mais de uma. Se você tem 14 vídeos e apenas um rótulo ("Geral") é um pouco triste. Algumas sugestões para expandir o campo semântico pode ser "Vá , o Sr. Zapatero", "chove”,” Governo porco " "Alfaiates" ou "eu sou um entusiasta".
 2. Cuide do Áudio em um vídeo blog há duas coisas muito importantes: a imagem e o som. Se o protagonista do vídeo está falando, é ainda mais importante compreender claramente o que diz. Portanto, se o político caminha ao redor da praia e sopra um vento dos infernos, uma de duas coisas: ou reunir um protetor do microfone ou esperar um pouco para diminuir. O que não fazer é deixar o pobre homem que fala como se nada estivesse acontecendo e preencher o vídeo com as legendas de vídeo (GC).
3. Atenção com trilhas sonoras Há muitas músicas possíveis para ilustrar a atividade frenética de seu líder. Mas lembre-se que cada música tem significado. Violinos ajudam a criar uma atmosfera de mistério e orquestra crescendo em colaborar com o caráter heroico de uma cena. Então, se você optar por um clarinete com ritmo de fox, irá parecer um remake do filme  de Harold Lloyd e da cena um fragmento de filme cômico.  Importante o volume do BG. Quantos editores adoram colocar a musica tão alto que  a fala do protagonista do vídeo fica em segundo plano. Musica de fundo É DE FUNDO. (Nota do Tradutor)
 4. Permita os comentários críticos Abrir os comentários é um exercício saudável de transparência política. Mas é difícil acreditar que não há um único comentário discordante em 14 vídeos. A censura de qualquer crítica mina a credibilidade das avaliações: Ou tudo ou nada. E, a propósito, um Político que têm apenas cinco comentários em um vídeo é bastante pobre. Abra as portas do diálogo, sem medo.
5. Não prenda a câmera no rabo do gato. Não critico o caráter amador dos vídeos blogs. As imagens ligeiramente mal gravadas têm um formato ”youtube” que fornece mais verdade de que as imagens editadas. Porem,  dentro de certos limites. Se você está em um quarto e está contra a luz de uma janela, jamais fique nessa posição, porque o líder da conferência ficará com a imagem de um bruxo. Evite sacudir a câmera como se tivesse tirando uma lagartixa de sua camisa. E não grave coluna, lâmpadas, sapatos e close-ups de olhos, como se a câmera estivesse com mal de Parkinson.
6. Não acredite que o upload que você fez em 31 dias de julho seja único, isso cria uma imagem de negligência. É como se em um mês só teve tempo de visitar um bairro. Neste blog, a coisa mais importante é a consistência, a frequência e a atualização.
7. Esconda os defeitos de seu candidato. Não se trata de colocar sapatos de caminhadas ou emagrecer ou remover pixels do candidato. Tampouco é necessário que a câmara sempre procure os pontos fracos do nosso candidato. Imagine que o candidato tenha um princípio de calvície na coroa da cabeça; é melhor não abusar das tomadas aéreas que evidenciam o campo de pouso.
8. Limpe os “papagaios de pirata” da  câmara. Políticos normalmente são cercados por “papagaios de pirata”. Em alguns líderes políticos, os lambe-botas podem ter o tamanho de uma orquestra sinfônica. Portanto, recomenda-se a editar as imagens e descartar todos os toques no ombro e touceiras de caspa que invadem a tela.
9. Sempre dê um título. Os títulos de vídeo são muito úteis. Se o título é "Um elefante dançando um fandango com algumas bebidas" nós esperamos ver um elefante como Melendi fora, depois de roubar o mini-bar. E se o título é "web 2.0 Rajoy" deve ter algo como Mariano atrás de um teclado ou com um telefone na mão.
 10. Não exagere. Ser líder político implica ter uma agenda lotada, sem dúvida. Mas se a coincidência cósmica lhe tiver dado um dia em que não aja nenhum executivo nacional, conferência ou qualquer agenda, aproveite e faça mais um vídeo para seu blog. Como Leon de Aranoa disse:  segunda-feira o sol.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

MARKETING POLITICO - DILMA, A EX-GUERRILHEIRA, ACORDA PARA LUTAR CONTRA IMPEACHMENT

BLOOMBERG
Por Raymond Colitt e André Soliani.

Durante boa parte deste ano, enquanto o Brasil mergulhava em uma crise econômica e política, a presidente Dilma Rousseff parecia acuada em seu bunker. Ela raramente deixava o Palácio do Planalto e preferia se debruçar sobre os relatórios de infraestrutura, focando no lado técnico das medidas de austeridade.
Mas nos últimos meses, à medida que os esforços da oposição para cassá-la ganharam impulso, algo visivelmente mudou. Dilma, uma ex-guerrilheira urbana que não cedeu nem sob tortura prolongada, saiu de seu estado de paralisia. Com a crise se aproximando, ela reagiu e avisou que não será fácil tirá-la do poder
“Eu não vou renunciar”, disse ela ao jornal Folha de S.Paulo, em julho. “Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso”.

Explosiva de novo
Desde então, Dilma intensificou suas aparições públicas, negociou apoio pessoalmente com parlamentares, reorganizou seu ministério e fez algumas das defesas mais enfáticas do seu governo. Seu famoso temperamento voltou e ela passou a explodir com assessores por atrasos ou falhas, segundo um funcionário próximo a ela que pediu anonimato.
A tenacidade que levou Dilma, 67 anos, a lutar contra a ditadura militar quando jovem agora faz com que ela se agarre ao poder com uma notável serenidade. Isso apesar da expectativa de que o Brasil entrará na mais longa crise econômica desde a Grande Depressão, dos índices de aprovação mais baixos já enfrentados por um presidente e das acusações de que ela financiou sua campanha eleitoral ilegalmente e usou truques contábeis para encobrir os números do orçamento.
“Ela não acha que fez nada de errado e a renúncia, para ela, seria a admissão de uma culpa que ela não tem”, disse João Augusto de Castro Neves, diretor da consultoria de risco político Eurasia Group para a América Latina. “Ela irá até o fim”.
Em apenas dois dias da semana passada ela compareceu a tantos eventos públicos quanto em alguns meses do início do ano. Após ser criticada por ignorar as celebrações do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, para evitar possíveis vaias, ela proferiu um de seus discursos mais inflamados em 13 de outubro, durante evento da Central Única dos Trabalhadores, principal confederação sindical do Brasil.
“Eu me insurjo contra o golpismo e suas ações conspiratórias e não temo seus defensores”, disse Dilma para a multidão de sindicalistas que a aplaudia em São Paulo. “Pergunto com toda a franqueza: quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?”.

Tentativas de golpe
Seu argumento é uma referência indireta às acusações que pesam contra alguns de seus rivais. Mais de um quarto dos deputados federais enfrenta processos criminais ou investigações no Supremo Tribunal Federal, segundo o Congresso em Foco, publicação especializada em notícias legislativas.
Os ataques a Dilma não resgataram apenas seu espírito de luta. Eles também parecem tê-la reanimado. Ela continua em uma dieta rigorosa que já a fez perder 15 quilos e pedala pelas ruas de Brasília quase todos os dias pela manhã. Ela pode estar sob pressão, mas poucas vezes teve uma aparência melhor ou mais saudável.
Dilma tem histórico de dar a volta por cima quando as coisas ficam difíceis. Um ano depois de enfrentar o tratamento de um linfoma, ela ganhou a eleição presidencial em 2010. Seu pai era um imigrante búlgaro bem-sucedido e ela cresceu com uma vida relativamente confortável, cercada de livros. Quando ainda era estudante secundarista, ela se uniu ao movimento armado na luta contra a ditadura. Esses grupos clandestinos executaram roubos a bancos e sequestros de políticos como parte de um plano para derrubar o regime militar.
Após sua detenção e o que ela disse ter sido uma “tortura barbárica” durante cerca de três anos de prisão, Dilma se formou em economia e iniciou uma longa carreira no serviço público em empregos tradicionalmente ocupados por homens, como o de secretária municipal da Fazenda, ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Indagada sobre sua imagem de dama de ferro, ela disse certa vez, com um humor atípico: “É verdade: sou uma mulher dura cercada de homens meigos”.
Não está claro se essa mudança de última hora será suficiente para salvá-la. Proferir discursos em eventos de sindicatos e inaugurar casas para a população de baixa renda poderá ajudar a aumentar um pouco seu índice de aprovação, mas não muda o quadro geral, diz Carlos Manhanelli, consultor de marketing eleitoral em São Paulo. Ela continua sendo uma tecnocrata com dificuldades para recolocar a economia nos trilhos, disse ele.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

MARKETING POLÍTICO - País sairá mais forte da crise


Para economistas e cientistas políticos, Poderes tendem a se consolidar, e não há risco de golpe


Embora as principais crises vividas pelo Brasil no século XX tenham ocasionado rupturas dos modelos econômico e político, o atual cenário vivido pelos brasileiros durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) pode fortalecer a democracia e as instituições republicanas. Durante as crises de 1929 e da hiperinflação na década de 80, o Brasil passou por mudanças de regime, o que não deve acontecer agora, segundo especialistas.

Apesar do pessimismo da população, Gustavo Krause, ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco, entende que a crise atual não é institucional. Em sua avaliação, passamos por uma falta de confiança dos agentes econômicos “devido ao ajuste fiscal” e por instabilidade política “devido à operação Lava Jato”, mas as instituições estão funcionando. “O Judiciário e o Legislativo continuam fortes, ainda que tomem rumos equivocados. O Executivo está enfraquecido, mas segue constituído. Após este período, os Poderes serão mais robustos. As instituições sairão fortalecidas e mais independentes. Também acredito na resiliência do povo brasileiro em momentos delicados”, disse.

O otimismo do ex-ministro é compartilhado pela historiadora da PUC Minas Júlia Calvo, para quem a Lava Jato terá poder transformador na cena política nacional. “O volume da corrupção descoberta alcançou os grandes caciques, o que vai nos levar a uma troca de agentes políticos. Além disso, o Judiciário e a Polícia Federal são importantes neste momento e, quando a crise acabar, eles ficarão mais representativos. A sociedade civil também estará mais organizada para não deixar que aconteça o que aconteceu nos últimos anos em relação à corrupção. As manifestações de 2013 exemplificam isso”, enfatizou Calvo.

Aproveitando o momento de crise política, o ex-aliado do Planalto e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer resgatar a proposta de alterar o sistema político de presidencialismo para parlamentarismo. A empreitada, no entanto, não deve passar do discurso, na avaliação do cientista e consultor político Carlos Manhanelli. “A maneira como o governo está lidando com a crise econômica sinaliza um alcance de médio prazo. Entendo que o presidencialismo, já escolhido pelos brasileiros em plebiscito em 1993, não vai mudar. Não acredito em mudança para o parlamentarismo, por exemplo. Temos um modelo sólido o bastante para suportar o momento atual.”

Na opinião do vice-presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Pedro Paulo Pettersen, o país já tem uma democracia mais madura. Ele ressalta que uma ruptura pioraria a crise econômica. “O Brasil atual é diferente. As instituições são maduras. Isso significa que as rupturas são menos prováveis. Se ela acontecesse, a crise econômica seria agravada. Para superar a crise política, é preciso fortalecer a democracia. O eleitor pode escolher outro candidato em 2018. É importante não termos rupturas até lá.”

Pettersen aponta que a turbulência deve fazer o governo mudar a forma como combate a inflação. “Temos que superar a nossa política cambial, que segue a mesma cartilha há 30 anos. Ela é utilizada de maneira equivocada apenas para controlar preços. Você não pode definir a competitividade de uma indústria apenas pela taxa de câmbio”.