sexta-feira, 24 de maio de 2019

BAGAGEM PAGA UMA JOGADA QUE NÃO DEU CERTO. #marketingpolitico #comunicaçãopolitica


As companhias aéreas pleitearam junto a ANAC em 2.016 a cobrança de bagagens despachadas, argumentando que isso traria um barateamento nas passagens aéreas.
Na verdade foi uma emboscada.
Ganharam o direito de cobrar (e não foi nada barato) por cada mala despachada, e para que o numero de bagagens despachadas aumentassem, estipularão e fizeram uma fiscalização rigorosa nas bagagens de mão que poderiam ter um tamanho específico e no máximo 10 quilos.
Só que isso não barateou as passagens, ao contrário, os preços aumentaram.
Para fugir da cobrança, os passageiros começaram a levar apenas bagagem de mão e obviamente, isso lotou o espaço interno das aeronaves.
As companhias se viram obrigadas a despachar malas que poderiam viajar dentro do avião gratuitamente.
Chegam a implorar nos aeroportos para que se despachem as bagagens mesmo as que podem ser levadas nos compartimentos internos.
Uma decisão dos Deputados e Senadores obriga as companhias aéreas a voltar ao sistema antigo, ou seja, bagagens até 23 quilos podem ser despachadas em voos nacionais gratuitamente.
O que falta agora é a sanção Presidencial.
Sr. Presidente, é hora do Sr. mostrar coerência dos atos com os discursos.
Sancione a gratuidade das bagagens para que ao menos uma vez, o consumidor seja privilegiado.
Prove que seu mandato é realmente para defender o povo brasileiro.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

EDUCAÇÃO NO BRASIL - POLÍTICA


Em seu plano de governo, o candidato eleito para a presidência Jair Bolsonaro (PSL) diz que Educação Básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio, será prioridade em seu governo. 
Países que tiveram que se reconstruir pós-guerra, como Japão e Coréia chegaram a potencia mundial através do investimento que fizeram na educação.
Parece que os governantes no Brasil ainda não entenderam que, a única possibilidade de um país crescer é através da educação do povo.
Presidentes anteriores já se manifestaram em não financiar estudantes no exterior, como se isso fosse uma coisa dispensável para o País. Buscar conhecimento fora do país é essencial para que possamos crescer e ampliar o conhecimento.
Quanto ao corte nas universidades, antes de se anunciar uma ação dessas, deve-se saber o impacto que isso causa na administração de uma universidade e nas consequências que isso vai gerar nas pesquisas desenvolvidas por elas.
Decisões atabalhoadas, como as que estão sendo implantadas e divulgadas, sem que se tenha a real amplitude de suas consequências, desaguam em oportunidades de manifestações como as que assistimos essa semana.
É hora de o governo repensar todo o seu planejamento e sua comunicação, para que outras manifestações não aconteçam por pura falta de preparo de seus ministros e da forma que vem sendo conduzida a sua comunicação.
Termino esse comentário com uma frase de Derek Bok:
Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

VENEZUELA O CAOS NA AMÉRICA DO SUL Comunicação Política


É revoltante o que está acontecendo com o povo na Venezuela.

O país está há anos em um crescente descontentamento político, alimentado pela  hiperinflação, cortes de energia e falta de alimentos e remédios.
Mais de três milhões de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos anos.
Estão na raiz do desabastecimento generalizado no país medidas como o controle de preços de produtos básicos, por exemplo. Os poucos negócios venezuelanos que produziam esses itens como farinha, óleo de cozinha e produtos de higiene pessoal passaram a não considerar lucrativo fabricá-los.
A hiperinflação atinge de forma brutal e indiscutível o dia a dia dos venezuelanos. A taxa de inflação anual chegou a 1.300.000% nos 12 meses até novembro de 2018,.
No final de 2018, os preços dobraram, em média, a cada 19 dias. Isso representou, para muitos venezuelanos, uma luta para comprar itens básicos - como comida e remédio.
Hoje, 48% da população vive em condições de pobreza. A violência também estourou país afora, levando a capital Caracas ao topo do ranking das cidades mais violentas do planeta.
Seria muito bom se o Brasil conseguisse ser o mediador nas negociações da paz na Venezuela. O Brasil é indiscutivelmente o país líder na América do Sul.
Enquanto a guerra pelo poder se dá entre os lideres, quem sofre é o povo Venezuelano.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

MAIS DOIS ANOS DE MANDATO? Comunicação Política


Está sendo colocado no Congresso Nacional um projeto para ampliar em mais dois anos os mandatos dos atuais Prefeitos e Vereadores, para que as eleições sejam efetuadas todas no mesmo dia, ou seja, de Presidente a Vereador todos seriam eleitos de uma só vez.

Se isso ocorrer, tenho algumas certezas do irá acontecer.

O voto do Vereador ficará em ultimo plano, conforme demonstram pesquisas efetuadas nas filas de votação.
 45% dos eleitores chegam ao colégio eleitoral sem ter definido em qual vereador votar, sendo apenas a eleição de prefeito e vereador.
A maior atenção dos eleitores estará nos votos dos executivos, Presidente, Governador e Prefeito, relegando ao um segundo plano o voto dos proporcionais, tendo assim muito poucos votos e perdendo a representatividade, pois vivemos em uma democracia representativa.
Do munícipe, resta saber se ele quer o Prefeito e os vereadores de sua cidade por mais dois anos.
Se o Prefeito está fazendo um péssimo trabalho e a população não vê a hora de troca-lo, terá então que suportar mais dois anos essa péssima administração?
E os vereadores da sua cidade que não estão correspondendo aos anseios da população, terão que continuar mais dois anos não fazendo nada?
Mais uma vez a corda vai arrebentar no lado mais fraco, ou seja, na população.
Para mim o projeto teria que passar por um referendo para saber se a população quer mais dois anos da atual administração dos municípios ou não.
Assim se faz democracia, assim se faz um novo Brasil.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

CENSURA NA REPÚBLICA Comunicação Política


O ato do STF de censurar o Antagonista e a revista Crusoé demonstra claramente o quanto corporativista pode ser um poder.
Mas, o grande erro no STF começa na forma que esses ministros chegam lá, que é pelo famoso QI, ou seja, quem indica. E quem indica são os presidentes da república de plantão.
Tem que se mudar a forma de se escolher esses ministros. Ministro do supremo não é ministro do executivo.
Eu passei pela fase da censura no período militar quando fui impedido, como diretor de teatro, de apresentar a peça Calabar de Chico Buarque e Rui Guerra censurada na época.
Lembro-me das receitas de bolo de maracujá nos jornas impressos. Quando apareciam, queira dizer que alguma matéria foi censurada e no lugar dela, aparecia à receita do bolo de maracujá.
Censura é uma ferramenta de ditaduras que tem o que esconder.
Em uma democracia as autoridades, de qualquer poder, não podem ter atitudes escusas e sigilosas.
Se o dinheiro que as paga é público, sua vida e atitudes também os são.
Termino com uma frase de Rui Barbosa:
A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

OS 100 DIAS DO GOVERNO BOLSONARO Comunicação Política


Temos que considerar que, qualquer início de governo é um período de transição sem grandes realizações, onde a população, normalmente, não cobra do mandatário grandes conquistas.  É um período de lua de mel entre governo e população.
Isso é histórico no Brasil em qualquer governo, seja ele Federal, Estadual ou Municipal.
Às nomeações de ministros e assessores, ao que o Presidente chamou de “desmonte ideológico dos ministérios”, a interferência dos filhos no governo e na comunicação presidencial, deram o tom do governo nesses seus 100 primeiros dias.
Quanto às trocas de ministros durante o mandato, devemos lembrar que outros presidentes passaram pelo mesmo processo.
Desde que assumiu a Presidência, em 2011, Dilma Rousseff demitiu, substituiu ou aceitou a demissão de 86 ministros. Em média, um ministro foi demitido ou trocado no governo Dilma a cada 22 dias.
Dos 38 ministros empossados quando Dilma assumiu em 2011, só três permanecem nos postos originais: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Alexandre Tombini (Banco Central).
Eu comparo a nomeação de ministros e assessores a um time de futebol.
Quando o técnico da Seleção Brasileira convoca jogadores para seu time e coloca para jogar, é somente ai que vai perceber se o ponta esquerda desenvolve o futebol a contento. Se o jogador não consegue jogar o esperado, o técnico simplesmente troca o jogador.
E assim vai fazendo com todos os jogadores até encontrar o time ideal.
O que o técnico Bolsonaro está fazendo é isso. Trocando os jogadores que não estão acompanhando o time e colocando outros para substituir.
O que estamos realmente aguardando é que o governo acerte definitivamente o time e faça muitos gols para a população brasileira.
Os 100 dias de lua de mel terminaram, agora o cidadão brasileiro começará a cobrar ações mais contundentes do governo para resolver problemas latentes.
Assim é o governo, assim é o Brasil.

quinta-feira, 28 de março de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA O PATINHO FEIO DA NINHADA Comunicação Política


A reforma da Previdência virou o patinho feio da ninhada.  A discussão é saber quem será o pai do patinho feio.
O executivo diz que a aprovação depende do legislativo, e o legislativo diz que o executivo não se interessa em defender o projeto.
Em meio as alfinetadas dos Presidentes, o da República e o da Câmara Federal, fica a população sem entender nada sobre o que realmente está acontecendo.
E pensar que essa rinha começou com um twitter do filho do Presidente da República sobre Rodrigo Maia e chegou ao ponto da frase: O Presidente Bolsonaro está brincando de presidir o país.
Estão falando em negociação, mas o que vem a ser a negociação entre o executivo e o legislativo?
O Presidente da República enviou um projeto para a Câmara Federal para ser apreciado.
A Câmara Federal quer explicações sobre vários pontos  do projeto. Cabe então ao executivo explicar os pontos de duvidas do projeto ao legislativo e negociar o que os deputados não aceitam.
O Governo tem que ter argumentos para convencer os parlamentares que seu projeto é válido. É isso que os deputados querem: diálogo. Ou seja: quem vai explicar esse projeto?
Mas ai o Ministro da Fazenda diz que se o projeto não passar ele pede pra sair.
Parece menino mimado dizendo: se não for do meu jeito, não brinco mais.
O governo deve ter em mente que ganhou a eleição e não um cheque em branco para fazer o que bem entende.
Enquanto isso o dólar sobe e a bolsa desce.
E continuam os erros na comunicação com a população e com os parlamentares para explicar os pontos nebulosos da reforma.
Na briga entre o Presidente Bolsonaro e o Presidente da Câmara Rodrigo Maia, quem sai perdendo é quem sempre perde. A população brasileira.