quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

POSSE DE ARMAS - PROMESSA DE CAMPANHA?


Tenho ouvido vários comentaristas na mídia falando sobre o decreto que “flexibilizou” a posse de armas.

A maioria tem se colocado contra.
Vamos lá:
Pelo que estão comentando, parece que toda a população brasileira será obrigada a comprar uma arma.
Vai comprar arma quem quiser. Ninguém será obrigado a ter uma arma em casa.
Vamos responder algumas questões que deixaram duvidas sobre esse assunto:.
1 – O que muda com o decreto?
O decreto apenas “flexibiliza” as condições e documentos a serem apresentados
2 - Quem poderá ter a posse de armas?
Pessoas que morem em locais onde a taxa de homicídios seja maior que 10 em cada 100 mil habitantes, (praticamente todas as capitais de estado),
For dono de estabelecimento comercial ou industrial,
Morar em área rural,
Ter acima de 25 anos,
Que passe por um exame psicológico para saber se tem condições emocionais de ter uma arma em casa,
Que apresente seus antecedentes criminais, ou seja, quem já tem processo criminal não poderá comprar,
Que tenha feito um curso para manuseio da arma, para não dar um tiro no pé.
3 – Com a posse eu posso sair na rua com a arma?
Não pode. O decreto deixa muito claro que a posse de arma é para ter em casa e não sair na rua dando tiro a torto e a direito. É a diferença entre a posse e o porte.
4 – Quantas armas eu posso ter em casa?
Até quatro armas, mas se comprovar a necessidade de ter mais pode entrar com processo pedindo.
5 – Posso ter em casa fuzis, metralhadoras e armas automáticas?
Não, você pode ter armas de uso permitido e não de uso restrito.
6 – Quem perdeu o prazo para regularizar suas armas, pode fazer isso agora?
Não, o decreto não prevê isso. Vai depender de lei.
7 – Por quanto tempo irá valer a posse de armas?
Aumentou de cinco para dez anos.
8 – Como faço para obter a posse de arma?
Primeiro tem que ter autorização da Polícia Federal para comprar a arma,
9 – onde devo guardar a arma?
Se você tiver em casa crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência mental terá que ter um local com tranca (pode ser um cofre) para guardar as armas com segurança.
Termino esses comentários com uma frase famosa:
“O perigo não está na arma de fogo, mas em quem porta ela”.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A COMUNICAÇÃO PRESIDENCIAL E OS RUSSOS


O Presidente da República começou seu mandato com todo gás, mas parece que se esqueceu da comunicação de seus atos e do que ele e seus ministros pretendem fazer.
O Presidente fala, seu ministro desmente e o outro diz não é bem assim.
Isso me lembra a historia do Garrincha na copa de 58, em um jogo contra a Rússia, quando Feola o técnico explicava uma jogada com a participação dele.
Terminada a explicação Garrincha diz ao técnico: Entendi, mas o Sr. Já combinou com os russos essa jogada?
O técnico da Presidência parece que não combinou com seus ministros o que será feito e divulgado.
São muitas as providencias a serem tomada pelo Presidente, mas com esses ministros, não falando coisa com coisa, Bolsonaro nem vai precisar de inimigos. Eles bastam para arrumar todas as encrencas de que o governo precisa.
Comunicação política é uma atividade que merece todo carinho e cuidado. Fica difícil para a sociedade compreender que um Presidente foi desmentido e desautorizado em suas declarações, por quem quer que seja. 
Eis a falta que faz uma equipe de comunicação profissional, capaz de identificar o momento ideal de transmitir as notícias e de informá-las de modo inequívoco e eficaz.
Sem ela, fica transparente a “bateção” de cabeça inerente a qualquer governo.
Tanto o Presidente quanto seus ministros precisarão aprender que não dá para governar e se comunicar apenas para as redes sociais, se governa e se comunica para toda a sociedade, internautas ou não.
Termino esse comentário com a frase de João Vitor Rocha: "A solução do problema está na comunicação”.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

GANHAR A ELEIÇÃO É UMA COISA, GOVERNAR É OUTRA BEM DIFERENTE.


Em 1º de janeiro de 2019 iniciou-se o governo de Jair Bolsonaro.

Foi candidato vitorioso e hoje é Presidente do Brasil.

Bolsonaro terá dois desafios de curto prazo. Na economia, com vertente e filosofia de direita, terá que impor uma agenda rígida, com corte de gastos e controle da inflação.
Se conseguir enxugar os gastos públicos, vai sobrar dinheiro para investir em saúde, educação e conter a inflação.
No Congresso Nacional, o presidente que foi deputado federal por 28 anos, terá que consolidar uma base aliada densa e fiel para aprovar projetos do seu Governo, entre eles a Reforma da Previdência.
Bolsonaro conhece os meandros do parlamento e já começa com aliados fortes: bancada da bala, ruralistas, evangélicos e o PSL seu partido que elegeu a segunda maior bancada da Câmara.
Na dimensão pessoal e governamental terá outros desafios.
O primeiro é alterar sua postura de candidato, para uma condição de líder. Deve, portanto, modificar seu discurso que foi eficiente para uma eleição assentada em ódio, medo e rejeição, para uma comunicação dentro dos limites da liturgia do cargo e, por isso, ser capaz de dialogar com as várias forças políticas, inclusive a oposição, e com a sociedade brasileira.
Bolsonaro apresenta personalidade forte e carismática e, mesmo assim, criou superministérios, descentralizando o poder.
Na dimensão governamental, transformar em ações o que foi prometido em campanha, serão muitos os desafios.
Urgente é a pauta da segurança pública: o combate à corrupção e à criminalidade, ambos os males que matam, direta e indiretamente, milhões de brasileiros.
Outro ponto é como desburocratizar o Estado e, com isso, ser capaz de dar maior agilidade e respaldo ao ímpeto dos empreendedores, gerando emprego e renda e, não menos importante, melhorar a infraestrutura e diminuir o “custo Brasil”.
Veremos, em breve, se Bolsonaro será realmente a tão aguardada virada de página, ou apenas novos capítulos, de uma história já bem conhecida.
“Ortega y Gasset sentenciou: ‘O homem é o homem e sua circunstância”
Então esperemos que o futuro presidente, esteja à altura das responsabilidades que lhe serão impostas, nos âmbitos político, econômico e social.
Como diria Cesar antes de suas batalhas no Império Romano: Álea Jacta Est, ou seja: A sorte está lançada. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A IDOLATRIA CRIMINOSA

O Brasil passa por uma sucessão de crimes praticados pela idolatria politica, religiosa e de pensamentos.
Sob o argumento de que apenas prevalece a verdade de seus seguidores, estamos vivenciando situações que beiram a imbecilidade.
A idolatria política levou um fanático seguidor ideológico a cometer um atentado contra um candidato a Presidência da República, apenas porque não versava das mesmas convicções que as suas.
Na politica ainda, faz com que seguidores fanáticos, não acreditem nos crimes de seu líder. Para ele tudo é desculpável. Ele tudo pode.
Em outras ocasiões, tivemos santos católicos quebrados em praça pública, por fanáticos religiosos, por não seguir os mesmos dogmas de outra religião.
Ainda essa semana, um homossexual foi morto porque cruzou o seu caminho alguém que, com fanatismo, não aceita quem não tem o mesmo pensamento que o seu em relação à liberdade sexual.
Agora temos um caso que nos causa bastante espanto. Um homem chamado João de Deus, que há 40 anos trabalha no sentido de dar conforto espiritual e curas milagrosas a milhares de pessoas, é acusado por mais de 300 mulheres de ter cometido abuso sexual durante os rituais de cura. Seus seguidores o defendem ferrenhamente, alegando que é impossível que isso tenha acontecido.
Mas, 300 mulheres acusando esse homem, tendo em seus depoimentos relatado o mesmo modus operandi dos abusos, fica difícil inocentar esse cidadão.
Novamente a idolatria ofusca a visão de seguidores fanáticos.
Como estamos vendo, temos muito que aprender sobre seguir políticos, religiões e idolatrar homens ou mulheres, que se dizem acima do bem e do mal, ou que afirma ser mais honestos que todo mundo.
Não podemos voltar aos tempos da inquisição.
Termino esse comentário com uma frase de Voltaire
“Quando o fanatismo gangrena o cérebro, a enfermidade é incurável”
 
Carlos Manhanelli                                                                                  

Presidente da ABCOP – Associação Brasileira dos Consultores Políticos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

PRISÃO EM SEGUNDA INSTANCIA - MARKETING

O que realmente aconteceu no apagar das luzes do STF para seu recesso?
O ego de quem chega a algum poder, demonstra a megalomania do ser humano quando, a seu critério único, ficam decisões que podem abalar uma sociedade inteira.
Não há limites para quem sofre dessa terrível doença.
Pela segunda vez, enquanto no recesso do judiciário, foi tentado aplicar um golpe na sociedade brasileira, revogando prisões em segunda instancia.
Vamos ao caso mais recente:
Nesta quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello tomou uma decisão individual, atendendo a um pedido do PCdoB, para suspender a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.
A execução antecipada de pena é considerada um dos pilares da Lava Jato e a decisão de Marco Aurélio abriria caminho para a soltura de 169 mil presos acusados dos mais diversos crimes, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, incluindo-se nessa lista o ex-presidente e atual presidiário Luis Inácio Lula da Silva.
Essa decisão tumultuou o Brasil e manteve o país em suspense por um dia inteiro, mas também manteve na mídia o Sr. Marco Aurélio de Melo que, alias para quem não sabe, é primo do ex-presidente Collor de Melo.
Próximo a posse do futuro Presidente da Republica que, em uma eleição que foi altamente polarizada e que demonstrou ânimos exaltados,  reacende a chama da polarização, ao meu ver, completamente desnecessária e inoportuna.
Graças a um pedido da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, O Presidente do STF, Dias Tófoli, foi obrigado a se posicionar e revogou a liminar do hollywoodiano ministro Marco Aurélio de Melo, que teve seus 15 minutos de fama.
 Em um artigo publicado em 1899 chamado “O Justo e a justiça política”, Rui Barbosa escreveu que “ O Brasil poderia ter tribunais de sobra, mas jamais teria justiça, se o dever se ausentasse da consciência dos magistrados”.
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O QUE É INDULTO?


Estamos às voltas de um tema bastante controverso que é o indulto decretado pelo Presidente Michel Temer.
Mas o que é indulto?
Indulto significa perdão ou absolvição de um erro ou uma pena que foi aplicada a alguém.
O indulto é o fim do cumprimento de uma condenação. 
Esse costume remonta aos reinados e impérios.
A origem histórica do indulto é incerta, havendo registros de sua concessão na Grécia, no governo de Sólon, no período de 594 a.C..
Em Roma também há registros de indultos imperiais.
Na Bíblia Sagrada, no Novo Testamento, vem retratado o episódio da apresentação de Jesus a Pôncio Pilatos, que culminou com a morte na cruz e com a soltura de Barrabás.
O indulto natalino assinado pelo Presidente Temer.
O Presidente da Republica, através de artigo na constituição, possui o poder do indulto. Mas o que salta aos olhos no indulto natalino do ano de 2017 é que o indulto assinado pelo Presidente da República , favoreceu, não apenas a bandidagem em geral, como também diversos corruptos condenados na Operação Lava-Jato, insultando a sociedade e desferindo um tapa na cara da parcela honesta da população brasileira.
A desfaçatez foi tanta que causou, inclusive, visível constrangimento ao Ministro da Justiça Torquato Jardim ao tentar explicar à imprensa que o indulto mais generoso foi “decisão política” de Temer.
Mas não é somente no Brasil que a incoerência existe.
O presidente peruano Pedro Pablo (investigado por ter recebido propina de empreiteiras brasileiras) concedeu indulto "por razões humanitárias" a Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru, condenado por corrupção e violações dos direitos humanos.
Constata-se, então, o total desvirtuamento do indulto, que vem sendo utilizado, principalmente no Brasil, de maneira totalmente arbitrária e descomprometida com o interesse público, permitindo que a sociedade, mais uma vez, fique à mercê não somente da criminalidade violenta, que ceifa vidas e desassossega a população, como também da criminalidade política, que assalta impune e desavergonhadamente os cofres públicos.
 O STF está julgando a validade desse indulto.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O QUE ESSAS ELEIÇÕES DE DOMINGO DISSERAM?


Eu já participei de mais de 300 eleições no Brasil, América Latina e África desde 1974 e nunca vi uma eleição tão surpreendente como essa.
Senão vejamos:
Ficou claro que os votos dados a Bolsonaro para presidente não sofreram influencia dos artistas, jornalistas e mídias que, quase na sua totalidade, foram contra Bolsonaro, mas essa influencia não atingiu o eleitor.
 O eleitor ficou com a maioria que se manifestou contrária à esquerda, a ideologia de gênero, a consagração de temas que contrariam a tradicional família brasileira.
O eleitor optou por aqueles que ficaram com o patriotismo, com a tradição da família, com a segurança, com o respeito à religião, seja ela qual for.
Optou por um deputado com mais de 20 anos de carreira politica e o considerou novo. Novo, porque não foi em nenhum momento objeto de escândalo ou de corrupção.
O eleitor se libertou das amarras do obscurantismo e da subserviência, e votou de acordo com o que acredita, foi soberano no voto. A democracia silenciosa venceu.
Quem realmente saiu arranhado nessas eleições foram os grandes institutos de pesquisas que erraram em muito suas previsões e agora, ficam dizendo que o eleitor mudou de uma hora pra outra na reta final. 
O eleitor não é esquizofrênico para mudar de ideia da noite para o dia.
As pesquisas foram se ajustando no final para não errar de muito, mas mesmo assim os erros foram grotescos.
Isso nos leva a desconfiar das pesquisas.  Porque estava Dilma para Senadora em Minas em primeiro lugar e apenas no ultimo dia as pessoas desistem de votar nela, e ela fica em quarto lugar e não se elege?  Suplicy em SP aparece da mesma forma, Zema que nem aparecia direito nas pesquisas chega em primeiro lugar.
Tudo isso desmente as ultimas pesquisas.
Será que o eleitor endoidou de vez e mudou seu voto em 24 horas?
Não acredito nisso, em hipótese alguma.
Os fenômenos Eduardo Bolsonaro deputado federal com um milhão quinhentos e sessenta e três mil votos o mais votado na historia das eleições para Deputado Federal e Janina Paschoal do partido de Bolsonaro que também bate recorde de voto para deputada estadual com mais de dois milhões de votos não foram detectados pelas pesquisas.
As pesquisas deixaram muito a desejar.
Como eu sempre digo pesquisa é um diagnóstico e não um prognóstico. É o que esta acontecendo no momento e não o que vai acontecer. É uma foto e não uma bola de cristal.
Outras constatações: Cabo Daciolo nas urnas ficou a frente da Marina, do Meireles e do Álvaro Dias.
 O PT se não fosse o nordeste, teria praticamente desaparecido.
 Alckmin com o apoio da maioria dos partidos sentiu o que foi se juntar com processados pela lava-jato.
Agora se apresenta um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro.
Bolsonaro carrega 46% dos votos para o segundo turno, faltando apenas cinco por cento para se consagrar Presidente da República. Deve receber uma parte do Alckmin, uma boa parte do Amoedo, do Meireles e do Álvaro Dias.
Haddad deve receber a totalidade do Boulos.
Como eu falei em comentários anteriores, segundo turno é uma nova eleição. A composição das forças politicas é quem vão decidir os rumos finais desta eleição.
Álea Jacta Est – A sorte está lançada.