sexta-feira, 3 de novembro de 2017

MARKETING POLÍTICO - O LOBBY DOS TAXISTAS

Fila para entrar como visitante no Senado Federal, corredores cheios e faixas da Esplanada dos Ministérios mais próximas ao Congresso Nacional com filas de táxis estacionados. Se nas redes sociais, a pressão é para liberar o uso de aplicativos de transporte, em Brasília, o lobby que predomina é o oposto. Nas últimas semanas, taxistas têm organizado manifestações e pressionado senadores a votarem um projeto de lei que restringe o funcionamento de aplicativos como Uber e Cabify. A expectativa é que o texto seja votado nesta terça-feira (31). De acordo com o projeto da Câmara dos Deputados (PLC 28/2017), aprovado em abril, os serviços só serão legalizados se receberem uma autorização das prefeituras, como acontece com os táxis. Eles passariam a circular com uma placa vermelha. Representantes da Uber sustentam que, se a proposta for aprovada dessa maneira, o serviço será extinto. Ednaldo Monteiro, de uma cooperativa de taxistas do Distrito Federal, afirma que o serviço de táxi não pode ser desregulamentado, nem haver retrocesso para categoria. “Estamos visando que todos estejam nos termos da lei e já estamos no mercado há um bom tempo, Somos uma profissão regulamentada e não estamos pedindo pra bloquear ou acabar com os aplicativos. Só queremos que regulamente”, afirma. De acordo com ele, a categoria tem visitado os gabinetes dos senadores para pressionar pela aprovação do projeto da Câmara. Nesta terça (31), taxistas e motoristas da Uber se organizam para um novo protesto na Esplanada dos Ministérios. Há duas semanas, representantes da Uber entregaram 815 mil assinaturas contra o projeto. No fim de semana, a empresa lançou uma campanha com a hashtag “#LeiDoRetrocesso”. De acordo com a companhia, há 17 milhões de usuários e 500 mil motoristas no Brasil.

De acordo com enquete no site do Senado, 42.906 votos foram favoráveis à proposta que restringe o uso dos aplicativos e 203.751 contra. Para o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, a histórica ligação entre taxistas e políticos deve pesar na decisão. “É uma classe considerada formadora de opinião, então os parlamentares estão tentando protegê-los dos aplicativos”, afirma. De acordo com ele, a categoria continua tendo uma influência grande na população, mesmo com o avanço do aplicativos. “Vai permanecer por muito tempo assim, principalmente em uma eleição proporcional”, afirma o especialista. Ele destaca que no caso da disputa para deputado federal, o grande número de candidatos e o desconhecimento sobre a função aumentam o poder das informações ditas no boca a boca. Em algumas bases eleitorais, como no interior, os aplicativos não chegaram. E por outro lado, alguns sindicatos são aliados de peso de partidos como PT e PCdoB. Após a votação na Câmara, podia-se ouvir das galerias do plenário “Eu sou taxista, com muito orgulho, com muito amor”. De acordo com o projeto de lei aprovado na Câmara, os municípios ficariam responsáveis pela fiscalização, cobrança dos tributos e a emissão de Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) de prestação do serviço. Será exercida contratação de seguro de acidentes pessoais de passageiros e do DPVAT para o veículo. O texto prevê que o motorista tenha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com a observação de exercício de atividade remunerada e que ele esteja inscrito no INSS como contribuinte individual. igualmente é exigido que os motoristas sejam cadastrados nas empresas de aplicativos ou na plataforma de comunicação. Apresentado na Câmara em junho de 2016, o texto é de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), secretário de Transportes de São Paulo na gestão de Marta Suplicy. O texto não seguiu o rito tradicional e no dia da votação foi incluído na pauta do plenário às pressas. No Senado, há dificuldades de chegar a um entendimento. Alguns senadores se comprometeram a apresentar emendas para retirar a necessidade da placa vermelha e liberar o uso de carros de terceiros por motoristas credenciados. Na semana passada, o senador Pedro Chaves (PSC-MS), relator de uma proposta alternativa, não conseguiu voltar o texto na Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa. No mesmo dia, o plenário do Senado aprovou a urgência do projeto de lei, isto é, ficou decidido que o texto seria votado em plenário e não passaria por outras comissões. A decisão foi comemorada pelos quase 600 taxistas que estavam em Brasília. De acordo com a proposta de Chaves, os aplicativos seriam classificados como “transporte privado individual remunerado” e não público. O texto prevê que todos veículos estejam com impostos e multas quitados e tenha seguro para acidentes pessoais a passageiros. Não será obrigatório que o motorista seja o dono do veículo, mas que informe ao provedor do serviço a lista de todos os veículos que usará. Não poderão ser contratados motoristas com antecedentes criminais relativos a: crimes de trânsito, crimes contra a dignidade sexual, homicídio, lesão corporal grave ou seguida de morte, sequestro e cárcere privado, tráfico de pessoas, roubo e extorsão mediante sequestro e outros crimes “praticados mediante violência contra a pessoa ou grave ameaça”. O substitutivo igualmente obriga os provedores dos aplicativos de internet a manter cadastro atualizado de todos os motoristas e prevê a criação de diversas obrigações aos donos ou responsáveis pelos aplicativos, como manter sede, filial ou representação no Brasil. Hoje, motoristas da Uber arcam com o custo total do veículo, não tem isenção de impostos e pagma ISS como MEI (Microempreendedor individual) ou Simples a cada nota fiscal emitida. Taxistas têm isenção de IOF e IPI na compra do carro. Em São Paulo, um taxista paga cerca de R$ 255 em taxas anuais, e, no Rio, R$ 429 à prefeitura e precisa ter a licença para circular. Em São Paulo, igualmente é exigido o Condutax, um cadastro que vale por cinco anos e custa R$ 415. Motoristas de aplicativos não pagam essas taxas e circulam sem autorização das prefeituras. Em São Paulo, é exigido além disso curso específico para se tornar taxista, que custa R$ 127,54. Os aplicativos dispensam tal exigência. Quanto aos ganhos, o taxista autônomo fica com o valor integral da corrida, enquanto na UberBlack, 20% do valor da corrida fica para o aplicativo, e na UberX, 25%.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

PARTIDOS POLITICOS NO BRASIL - MARKETING POLÍTICO


EXISTEM NO BRASIL NADA MENOS DO QUE 35 PARTIDOS POLÍTICOS.

 NO SITE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AINDA CONSTAM 69 PEDIDOS DE PARTIDOS EM FORMAÇÃO, OU SEJA, NOVOS PARTIDOS PODEM SER CRIADOS EM ATÉ SEIS MESES ANTES DAS ELEIÇÕES.

O NÚMERO DE PARTIDOS NO BRASIL NÃO É MUITO DIFERENTE DE OUTROS PAÍSES, PORÉM, UMA DIFERENÇA É FUNDAMENTAL: A IDEOLOGIA PARTIDÁRIA.

LÁ FORA CADA PARTIDO TEM SUA IDEOLOGIA E NO BRASIL NÃO TEM ISSO, O ÚNICO GRANDE PARTIDO QUE TINHA IDEOLOGIA ERA O PT, MAS SE PERDEU.

HOJE, OS PARTIDOS EXISTEM PARA TER FUNDO PARTIDÁRIO OU TEMPO DE TELEVISÃO PARA NEGOCIAR.

INFELIZMENTE ESSA É A VERDADE.

 OS PARTIDOS NÃO PRIORIZAM ELEIÇÕES DE PREFEITO, GOVERNADOR, SENADOR E DEPUTADO ESTADUAL.

QUEREM MESMO É TER BONS RESULTADOS NAS ELEIÇÕES PARA DEPUTADO FEDERAL, PORQUE, É COM BASE NO NUMERO DE DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS QUE SÃO DEFINIDOS OS VALORES DOS FUNDOS PARTIDÁRIOS E OS TEMPOS DE TELEVISÃO PARA CADA LEGENDA.

 ACABOU A IDEOLOGIA.

OS POLÍTICOS PRECISAM DOS PARTIDOS PARA ALUGAR, NEGOCIAR TEMPO OU RECEBER O VALOR DO FUNDO.

VOCE QUE É ELEITOR TEM QUE SABER QUE, CADA VEZ QUE VOCE VOTA EM UM DEPUTADO FEDERAL, VOCE ESTÁ DANDO MAIS DINHEIRO PARA OS PARTIDOS E MAIS TEMPO DE TV E RÁDIO, PARA QUE ELES POSSAM NEGOCIAR.

ISSO É MUITO TRISTE.

UMA MUDANÇA APROVADA RECENTEMENTE PELA CÂMARA FEDERAL E NO SENADO SERÁ RESPONSÁVEL PELA DIMINUIÇÃO DE PARTIDOS NO BRASIL.

TRATA-SE DA CLÁUSULA DE DESEMPENHO, (OU CLAUSULA DE BARREIRA) QUE DEFINE REGRAS PARA QUE OS PARTIDOS TENHAM ACESSO AO FUNDO PARTIDÁRIO, BASEADA NO DESEMPENHO DAS LEGENDAS NAS URNAS.

 A MEDIDA JÁ VALE PARA AS ELEIÇÕES DE 2018, E PREVÊ UM NÚMERO MÍNIMO DE DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS OU VOTOS VÁLIDOS PARA QUE OS PARTIDOS TENHAM ACESSO AO FUNDO PARTIDÁRIO E AO TEMPO DE RÁDIO E TV.

DOS 35 PARTIDOS, ATUALMENTE, SE A REGRA JÁ ESTIVESSE EM VIGOR, 14 PARTIDOS FICARIAM SEM O FUNDO E, CONSEQUENTEMENTE, DEIXARIAM DE EXISTIR.

NA FILA PARA SEREM CRIADOS OU VETADOS ESTÃO PARTIDOS COM NOMES NADA ORTODOXOS:


 PARTIDO SOCIAL DA FAMÍLIA (PSF), PARTIDO REPUBLICANO CRISTÃO BRASILEIRO (PRCB), PARTIDO NACIONAL INDÍGENA (PNI), PARTIDO DO ESPORTE (PE), NOVA ORDEM SOCIAL (NOS), PARTIDO NACIONAL DA SAÚDE (PNS), PARTIDO UNIVERSAL DO MEIO AMBIENTE (PUMA), PARTIDO MILITAR BRASILEIRO (PMVR), ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL (ARENA), PARTIDO DA FRENTE FAVELA BRASIL (FRENTE), PARTIDO NACIONAL CORINTHIANO (PNC), DENTRE OUTROS. 


E ASSIM CAMINHA A POLÍTICA BRASILEIRA.

O CANDIDATO LULA - MARKETING POLÍTICO


Liderando as últimas pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é também, contraditoriamente, um dos que concentram a maior rejeição entre os eleitores.
Na pesquisa Ibope, publicada no dia 29 de outubro, o petista aparece com 35% da preferência dos brasileiros.

Mas o que isso quer dizer realmente?

Primeiro que as pessoas estão respondendo pelo grau de lembrança o que chamamos de reccal e não necessariamente pela expressão do seu voto.

O último levantamento do Ibope não apurou (ou não quiseram divulgar) os números de rejeição, mas, índices de outros institutos, como o Paraná Pesquisas, apontam para um percentual de 54% do eleitorado dizendo que não votaria de jeito nenhum no ex-presidente Lula.
Tal rejeição só deverá crescer na campanha.

Condenação, a esta altura, é o que menos importa.
Em 2018, o Lula nas urnas será o “Lula corrupto”, descrito por Doria, Alckmin, Bolsonaro, Ciro e tantos outros que irão pleitear o cargo.

Nenhuma propaganda eleitoral deixará de lembrar os fatos descobertos na Operação Lava Jato – dos pedalinhos de Atibaia aos recibos de Glauco Costa Marques, - dos vídeos de Marcelo Odebrecht e Joesley Batista ate a famosa carta de Palocci, seu fiel escudeiro.
Está claro e evidente que o grande problema do candidato Lula será a rejeição de 54% que a população brasileira tem a seu nome.

Para analistas, Lula está com o maior índice possível de intenção de votos para agora (35%) e só irá crescer sua intenção de votos, se conseguir diminuir a rejeição a seu nome.
Tarefa bastante difícil.

Lula tem um público muito fiel a seu favor, que o defende pelo acesso ao consumo e as políticas sociais que beneficiaram essas pessoas durante seus dois mandatos.
É o público que ele está abraçando na caravana que está fazendo pelo interior do País.

São esses os eleitores que vão dar força e mostrar o apoio que ele ainda possui.
Ao mesmo tempo, uma parte da classe que ascendeu a classe média, que viu seu poder de compra cair nos últimos anos, principalmente durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff  do PT, é responsável por este volume nos números de rejeição a Lula.

O melhor cenário para ele seria um grande numero de candidatos, dividindo essa rejeição, que, historicamente, é muito difícil de reverter.
Por enquanto, ele deve manter distancia das grandes cidades, onde o seu nível de rejeição é maior.

Assim como Lula, outros políticos, de uma maneira geral, que também estão sendo investigados pela Lava Jato, terão rejeição.
A população terá que escolher a partir dos candidatos que tem a disposição, mas, os nomes que apareceram até agora tem dificuldade de se desvencilhar dessa imagem da corrupção.

Acredito que Lula se beneficia pela sensação de estabilidade econômica que o país teve em seu governo.
Ele larga na frente dos concorrentes porque o eleitor avalia o voto com base no que o Brasil era quando ele foi presidente, e pela lembrança de seu nome, enquanto que os outros candidatos nunca foram presidentes, ou seja, não há o que comparar ou lembrar, pelo menos na cabeça do eleitorado.

O enigma da esfinge a ser decifrado por Lula será
Rejeição versus aceitação.

Decifre-o ou será devorado.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

MARKETING POLÍTICO - DENUNCIAS CONTRA TEMER


HOJE VAMOS FALAR SOBRE AS DENUNCIAS CONTRA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MICHEL TEMER.
A PRIMEIRA DENUNCIA FEITA PELA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA  - A FAMOSA PGU - DIZIA RESPEITO A CORRUPÇÃO PASSIVA E FOI ORIGINÁRIA DA FAMOSA GRAVAÇÃO DOS IRMÃOS BATISTA.
ESSA DENUNCIA FOI PARA A COMISSÃO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA E TEVE PARECER DESFAVORÁVEL A CONTINUAÇÃO DA DENUNCIA.
FOI PARA O PLENÁRIO DA CAMARA E FOI REJEITADA TAMBEM PELOS DEPUTADOS.
A SEGUNDA DENUNCIA: TEMER, PADILHA E MOREIRA FRANCO SÃO ACUSADOS DE INTEGRAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE TERIA RECEBIDO AO MENOS 587 MILHÕES DE REAIS EM PROPINA.
O PRESIDENTE TAMBÉM É ACUSADO DE OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA, A PARTIR DE UMA CONVERSA GRAVADA PELO EMPRESÁRIO E DELATOR JOESLEY BATISTA, SÓCIO DO GRUPO J&F.
A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, A CCJ, TEVE O PARECER DO RELATOR LIDO NESTA SEMANA E DEVE IR A PLENÁRIO PARA VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS NO PRÓXIMO DIA 17.
MAS ENTÃO ISSO QUER DIZER QUE O PRESIDENTE TEMER E SEUS DOIS MINISTROS NÃO SERÃO INVESTIGADOS POR ESSAS DENUNCIAS?
É ISSO QUE ESTÁ MAL EXPLICADO.
O QUE OS DEPUTADOS ESTÃO VOTANDO AGORA É PARA QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO SEJA INVESTIGADO ENQUANTO NO CARGO.
ISSO QUER DIZER QUE ASSIM QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ENCERRAR SEU MANDATO, ESSAS INVESTIGAÇÕES SERÃO EFETUADAS.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO AGORA É APENAS PRORROGAR AS INVESTIGAÇÕES, PARA QUE NÃO SE TENHA INTERRUPÇÃO DO MANDATO.
BOA PARTE DOS DEPUTADOS JUSTIFICOU SUA POSIÇÃO DIZENDO QUE, NO MOMENTO, O MAIS IMPORTANTE É RECUPERAR A ECONOMIA A PARTIR DAS REFORMAS ESTRUTURAIS TOCADAS POR TEMER.
SERÁ QUE ELES TÊM RAZÃO?
OS EMPREGOS COMEÇARAM A SER RECUPERADOS,
NESTA SEMANA FUNDOS INTERNACIONAIS EMITIRAM PARECER DIZENDO QUE O PIB BRASILEIRO SERÁ MAIOR DO QUE O PREVISTO.
A ECONOMIA COMEÇA A REAGIR.
MANTER A ESTABILIDADE POLITICA É MANTER A MESMA FILOSOFIA ECONOMICA.
CADA VEZ QUE MUDA UM GRUPO NO PODER, CRIA-SE A EXPECTATIVA DO QUE VAI MUDAR NA ECONOMIA E, NORMALMENTE, OS INVESTIDORES PARAM DE MOVIMENTAR AS FINANÇAS, AGUARDANDO O QUE SERÁ IMPLANTADO COM A NOVA ADMINISTRAÇÃO DO PAÍS.
ESTABILIDADE POLÍTICA DESAGUA SEMPRE EM ESTABILIDADE ECONOMICA.
 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

MARKETING POLÍTICO - FINANCIAMENTO ELEITORAL: A ENCRUZILHADA



VAMOS FALAR SOBRE O FINANCIAMENTO PARA CAMPANHAS ELEITORIAS, OU SEJA, DE ONDE VAI SAIR O DINHEIRO PARA FAZER A PROPAGANDA ELEITORAL.
USAR DINHEIRO PÚBLICO PARA FINANCIAR CAMPANHAS E PARTIDOS É UMA MEDIDA BASTANTE DISCUTÍVEL, MAIS AINDA NESTE MOMENTO EM QUE OS PARTIDOS EM GERAL ATINGEM O AUGE DA FALTA DE CREDIBILIDADE.

PELO MOMENTO E PELA MANEIRA COMO ESTÁ SENDO APROVADO NO CONGRESSO NACIONAL, O FUNDO PARA FINANCIAMENTO DE CAMPANHA, FICOU PARECENDO UM GRANDE REMENDO COSTURADO NA ÚLTIMA HORA PELOS CACIQUES PARTIDÁRIOS, PARA GARANTIR A IRRIGAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS, NAS PRÓPRIAS CAMPANHAS ELEITORAIS EM 2018.
AS POLÊMICAS EM TORNO DO “FUNDÃO” COMEÇAM PELAS FONTES DE ONDE SERÃO EXTRAÍDOS OS RECURSOS PARA CONSTITUÍ-LO.

PARTE DE SUA COMPOSIÇÃO VIRÁ DA NÃO EXECUÇÃO DAS EMENDAS PARLAMENTARES, OUTRA PARTE DO HORÁRIO PARTIDÁRIO EM RÁDIO E TV NOS ANOS NÃO ELEITORAIS.
O HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO CONTINUA.

MAS O QUE SÃO ESSAS EMENDAS PARLAMENTARES?
SÃO OS FAMOSOS RECURSOS QUE OS DEPUTADOS PASSAM DO ORÇAMENTO DA UNIÃO E DOS ESTADOS, PARA AS PREFEITURAS PODEREM COMPRAR EQUIPAMENTOS PARA SAÚDE, PARA CONSTRUIR CRECHES E ESCOLAS.

OS DEPUTADOS ALEGAM QUE ESSE DINHEIRO JÁ EXISTE,
REALMENTE ESSE DINHEIRO JÁ EXISTE E SERÁ DIMINUIDO EM 30%.

E QUAIS AS CONSEGUENCIAS DISSO?
VOCE QUE ESTA LENDO, TERÁ MENOS 30% DE SAUDE, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, TRANSPORTE, ASFALTO E OUTRAS NECESSIDADES DA SUA CIDADE, PORQUE ESSE DINHEIRO IRÁ PARA FINANCIAR AS CAMPANHAS ELEITORAIS.

OS DEPUTADOS ALEGAM QUE O DINHEIRO É PÚBLICO.

AQUI TEMOS QUE LEMBRAR MARGARETH TACHER QUE DIZIA: “NÃO EXISTE DINHEIRO PÚBLICO, O DINHEIRO E DAS FAMÍLIAS”, OU SEJA, É UM DINHEIRO QUE SAIU DE SEU BOLSO, ATRAVÉS DOS IMPOSTOS QUE VOCE PAGA E QUE TODOS NOS PAGAMOS EM TODAS AS COMPRAS E ATÉ NAS CONTAS DE ÁGUA E LUZ.
OU SEJA, AS EMPRESAS FICARAM PROIBIDAS DE FAZER DOAÇÃO E QUEM PAGA A CONTA DAS CAMPANHAS ELEITORAIS AGORA É VOCE.

BOA TROCA NÃO?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

UBER VERSUS TAXISTAS: OS INTERESSES (E MEDOS) DOS POLÍTICOS


Os deputados impuseram barreiras aos aplicativos de transporte de olho no voto dos taxistas. Mas a decisão, ao que tudo indica, não irá muito longe

Reza uma antiga lenda dos corredores do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas que o parlamentar que ousar contrariar os interesses de taxistas – categoria representada das capitais aos rincões do país – não se sustenta no cargo após uma eleição. Verdade ou não, fato é que o dito ainda assombra os políticos, conforme ficou bem claro durante a análise do projeto que regulamenta os aplicativos digitais de transporte, como Uber, 99 e Cabify.
A tramitação da matéria, criada em junho do ano passado, foi tão rápida quanto a formação de carreatas organizadas por taxistas na porta do Congresso. A categoria, unida e volumosa, via no texto a esperança de impor um entrave ao avanço explosivo de multinacionais em um setor historicamente dominado por ela.
O projeto inicial era a menina dos olhos dos taxistas. Desenhado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), secretário de Transportes de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy, o texto exigia que somente poderiam transportar passageiros individuais com fins remuneratórios aqueles que fossem fiscalizados e disciplinados pelo poder público, portassem um taxímetro físico e carregassem a tradicional placa luminosa com a palavra “táxi”. Sequer disfarçava o objetivo de enterrar a concorrência.
Sem seguir o rito tradicional dos projetos que passam pela Câmara dos Deputados, o texto aterrissou direto no plenário no fim do ano passado. Quase foi votado, mas prevaleceu a promessa que tentava equilibrar os interesses envolvidos: a proposta pegaria um atalho em uma comissão especial, onde todas as partes seriam ouvidas, antes de ir finalmente a voto. O rito acabou não sendo seguido. O projeto foi incluído na pauta do plenário na semana passada, às pressas.
O relator foi escolhido e anunciado momentos antes, após outros dois congressistas se recusarem a assumir a missão. Havia resistência em entrar em rota de colisão com algum dos lados – os taxistas, acompanhados da fama eleitoral, ou as novas plataformas, bem avaliadas pela opinião pública?
Nos bastidores, alardeou-se que as rodadas de negociação comandadas na Presidência da Câmara haviam resultado em um acordo entre representantes dos motoristas tradicionais e os dos que aderiram às novas tecnologias: o sistema de transporte por aplicativo ficaria autorizado, cabendo a cada município delimitar regras de funcionamento, como requisitos de acesso e o pagamento de tributos.
Se houve acordo, ele durou pouco. Na hora de votar, cada parlamentar mirou o próprio futuro político. Ligados aos sindicalistas, partidos de esquerda seguiram o apelo dos seus velhos cabos eleitorais, em número cada vez mais reduzido. À frente do projeto, o PT tenta se reconectar às categorias que o sustentaram em suas origens, mas que já não se sentiam mais representadas pelo partido. PSOL e PCdoB seguiram o mesmo caminho.
Pelas mesmas razões, outros congressistas voltaram-se às suas bases, a maioria delas localizada no interior, onde os serviços oferecidos pelos aplicativos ainda não chegaram. Há estados onde não há nem previsão para a chegada do Uber, por exemplo. Quase todos os parlamentares de Rondônia, por exemplo, optaram por dificultar um sistema que nem mesmo chegou à região.
Houve ainda os congressistas que, para não comprar briga com nenhum dos lados, nem apareceram para votar. Nada menos que 100 deputados fugiram do embate e não compareceram à sessão. Sabiam que a votação, conforme fora previamente acordado, aconteceria de forma nominal, de maneira que seus nomes e suas posições seriam amplamente divulgadas.
Como consequência da necessária regulamentação dos serviços como o Uber, o texto final resultou em um duro revés para os novos modelos digitais. Apesar da alta aceitação dessas ferramentas nas grandes capitais, a maioria dos deputados decidiu que, para circular, os veículos terão de incorporar ares de táxi, com placa diferenciada e concessão pública.
O resultado da votação foi festejado. Taxistas que lotavam as galerias do plenário e circulavam tranquilamente entre os parlamentares entoavam gritos como “Eu sou taxista, com muito orgulho, com muito amor” ao mesmo tempo em que abraçavam as excelências que os apoiaram – uma reverência cada vez mais rara no Parlamento, assolado por denúncias de corrupção.
Para o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, a decisão pró-taxistas era esperada. “Os deputados trabalham por região, e não no estado todo. Agora ele vai virar para o taxista e falar: ‘Está vendo? Eu votei a seu favor. Agora é hora de trabalhar para mim’”, afirmou. “Quem forma opinião mesmo é o vendedor de quitanda, é quem trabalha nas farmácias, é o taxista ou é o cabeleireiro. Eles têm contato direto com a população e uma credibilidade que pode influenciar no voto.” A mesma condição, diz Manhanelli, não pode ser conferida aos motoristas de Uber e dos demais aplicativos, já que eles não se organizam em sindicatos nem têm uma liderança popular consolidada.
“As regiões nas quais não há essa inovação tecnológica tiveram um lobby ainda mais forte dos taxistas. A esquerda, de forma geral, perdeu a opinião pública e dedica-se a trabalhar para nichos, e o Congresso, acuado, começa a votar na defensiva. Os deputados estão tentando garantir a sua reeleição. Todo mundo tem medo de enfrentar corporação aqui”, afirmou o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), o relator escolhido de última hora.
Após a esperada aprovação da matéria, deputados favoráveis aos taxistas – como Cabo Daciolo (PSOL-RJ), Laudívio Carvalho (SD-MG) e Carlos Zarattini (PT-SP) – desfrutam o estrelato nas páginas virtuais dos principais sindicatos do país. Dão entrevistas, são congratulados e também parabenizam a categoria pela “vitória”.
A festa dos taxistas, porém, pode não durar muito. Tudo indica que o texto aprovado pela Câmara não será mantido pelo Senado, por onde terá de passar antes de virar lei. O Palácio do Planalto, que tem poder de veto sobre o tema, também já sinalizou que não tem simpatia pelo modelo aprovado pelos deputados, e que gostaria de deixar a decisão de permitir ou não os serviços dos aplicativos a cargo de cada município. Enquanto isso, tudo continua como está – não há prazo nem para os senadores nem para o Planalto decidirem sobre a questão.
 
FONTE: http://veja.abril.com.br/politica/uber-versus-taxistas-os-interesses-e-medos-dos-politicos/
 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MARKETING POLÍTICO - No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.

Comparado a Jânio, prefeito de São Paulo investe em ações baratas e de resultado rápido
O GLOBO
POR 
SÃO PAULO - Eleito sob o mote de "João Trabalhador", criado para atenuar a imagem de empresário milionário e elitista, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), dedicou seu primeiro mês de mandato a cumprir uma agenda popular e performática. Em sua "estreia" à frente da administração, se vestiu de gari. Desde então, em compromissos diários, inclusive nos fins de semana, já foi pedreiro, ciclista e até cadeirante, para testar a acessibilidade das calçadas. - Dinheiro, a gente não tem, mas a gente tem criatividade. E com criatividade a gente consegue fazer obras - disse ele nesta terça-feira, emendando: - Vamos continuar no mesmo ritmo. Vamos continuar nesse ritmo pelos quatro anos. Tenho trabalhado 16, 17 horas por dia, inclusive nos domingos. Eu e muitos secretários estamos no mesmo ritmo. Com dinheiro curto, Doria apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos, como o programa de zeladoria urbana batizado de "Cidade linda". Principal foco de sua gestão até agora, as ações tiveram ampla repercussão, mas a busca por um noticiário positivo não o livrou de polêmicas. Na mais recente delas, declarou verdadeira guerra aos pichadores na cidade: mais de 40 pessoas já foram detidas. Ele também decidiu apagar os murais da Avenida Vinte e Três de Maio desenhados há dois anos, o que incomodou artistas e urbanistas. Autorizadas pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015, as pinturas eram chamadas de "maior mural de grafite a céu aberto da América Latina". Após a repercussão negativa, o prefeito anunciou a criação de uma espécie de museu a céu aberto para abrigar grafites em diferentes pontos da cidade. Uma de suas promessas de campanha, o aumento da velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê virou alvo de disputa judicial. A pedido de uma associação de ciclistas, a Justiça barrou a mudança, sob o argumento de que traria riscos ao trânsito. Doria recorreu da decisão e conseguiu revertê-la. Para não aumentar a tarifa dos ônibus, outro compromisso eleitoral, o prefeito e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, elevaram o valor da integração entre ônibus e transporte sobre trilhos para acima da inflação. O caso também foi parar na Justiça, que barrou a medida em sucessivas decisões. Em sua estreia à frente da administração de São Paulo, João Doria varreu a Av. Paulista vestido de gari. Agenda popular e performática dá o tom do início de sua gestão. Uma das apostas de Doria é o programa de zeladoria urbana batizado de “Cidade linda” Ao lado do governador Geraldo Alckmin, Doria toma café em um bar próximo à prefeitura, após a assinatura do termo de repasse do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS). O prefeito apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos. Doria se tornou alvo de protestos, após apagar grafites e pichações na Av. 23 de Maio, o que incomodou artistas e urbanistas. O governador Geraldo Alckmin, João Doria e Vice-Prefeito Bruno Covas participam da missa em celebração ao aniversário da cidade de São Paulo na Catedral da Sé. Ao lado do presidente Michel Temer, Doria vai ao ato Nacional em Memória às Vitimas do Holocausto. Doria ainda retirou um veto à apreensão de pertences de moradores de rua pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), decreto criado durante a gestão Haddad. À imprensa, disse que a determinação servia apenas para que a GCM pudesse acompanhar os trabalhos das secretarias de Direitos Humanos e Assistência Social, e que a retirada de objetos não iria acontecer. Formado em comunicação, Doria demonstrou que terá um cuidado especial com o marketing na sua gestão, seja para dar nomes curiosos aos programas - como o "Corujão da saúde" - ou na dedicação em alimentar as redes sociais. Em tempos de pouca verba para investir em publicidade, as plataformas digitais têm sido os principais canais de divulgação do prefeito. Na internet, ele conta como é comandar a maior cidade do país, e sua exposição tem rendido comentários positivos e sugestões. Especialista em marketing político, Carlos Manhanelli comparou a postura de Doria com a de Jânio Quadros, que também comandou a capital paulista na década de 1980: - Doria é a cópia fiel do Jânio, que também se fantasiava e foi um grande ícone da política brasileira. Como comunicador, ele sabe como chamar a atenção dos jornalistas e se apresentar. Durante a campanha, criou a imagem do herói, do grande empresário que viria para resolver os problemas, e essas ações (se vestir de gari, varrer a rua) humanizam o político. Para Carlos Melo, cientista político do Insper, Doria busca atrair a atenção para si e desviar o foco de promessas que não podem ser cumpridas ou que vão demorar a sair do papel: - Tem uma parte do eleitorado que é sensível ao espalhafato, ao prefeito vestido de pedreiro. Diante das primeiras dificuldades, ele vai criando fatos, tentando chamar a atenção para outras coisas. Isso é ruim do ponto de vista da maturidade política, institucional. O prefeito tem que administrar não limpar a praça. No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.