Fila para entrar como visitante no Senado
Federal, corredores cheios e faixas da Esplanada dos Ministérios mais próximas
ao Congresso Nacional com filas de táxis estacionados. Se nas redes sociais, a
pressão é para liberar o uso de aplicativos de transporte, em Brasília, o lobby
que predomina é o oposto. Nas últimas semanas, taxistas têm organizado
manifestações e pressionado senadores a votarem um projeto de lei que restringe
o funcionamento de aplicativos como Uber e Cabify. A expectativa é que o texto
seja votado nesta terça-feira (31). De acordo com o projeto da Câmara dos
Deputados (PLC 28/2017), aprovado em abril, os serviços só serão legalizados se
receberem uma autorização das prefeituras, como acontece com os táxis. Eles
passariam a circular com uma placa vermelha. Representantes da Uber sustentam
que, se a proposta for aprovada dessa maneira, o serviço será extinto. Ednaldo
Monteiro, de uma cooperativa de taxistas do Distrito Federal, afirma que o
serviço de táxi não pode ser desregulamentado, nem haver retrocesso para
categoria. “Estamos visando que todos estejam nos termos da lei e já estamos no
mercado há um bom tempo, Somos uma profissão regulamentada e não estamos pedindo
pra bloquear ou acabar com os aplicativos. Só queremos que regulamente”,
afirma. De acordo com ele, a categoria tem visitado os gabinetes dos senadores
para pressionar pela aprovação do projeto da Câmara. Nesta terça (31), taxistas
e motoristas da Uber se organizam para um novo protesto na Esplanada dos
Ministérios. Há duas semanas, representantes da Uber entregaram 815 mil
assinaturas contra o projeto. No fim de semana, a empresa lançou uma campanha
com a hashtag “#LeiDoRetrocesso”. De acordo com a companhia, há 17 milhões de
usuários e 500 mil motoristas no Brasil.
De acordo com enquete no site do Senado, 42.906 votos foram favoráveis à
proposta que restringe o uso dos aplicativos e 203.751 contra. Para o
especialista em marketing político Carlos
Manhanelli, a histórica ligação entre taxistas e políticos deve pesar na decisão.
“É uma classe considerada formadora de opinião, então os parlamentares estão
tentando protegê-los dos aplicativos”, afirma. De acordo com ele, a categoria
continua tendo uma influência grande na população, mesmo com o avanço do
aplicativos. “Vai permanecer por muito tempo assim, principalmente em uma
eleição proporcional”, afirma o especialista. Ele destaca que no caso da
disputa para deputado federal, o grande número de candidatos e o
desconhecimento sobre a função aumentam o poder das informações ditas no boca a
boca. Em algumas bases eleitorais, como no interior, os aplicativos não
chegaram. E por outro lado, alguns sindicatos são aliados de peso de partidos
como PT e PCdoB. Após a votação na Câmara, podia-se ouvir das galerias do
plenário “Eu sou taxista, com muito orgulho, com muito amor”. De acordo com o
projeto de lei aprovado na Câmara, os municípios ficariam responsáveis pela
fiscalização, cobrança dos tributos e a emissão de Certificado de Registro e
Licenciamento do Veículo (CRLV) de prestação do serviço. Será exercida
contratação de seguro de acidentes pessoais de passageiros e do DPVAT para o
veículo. O texto prevê que o motorista tenha Carteira Nacional de Habilitação
(CNH) com a observação de exercício de atividade remunerada e que ele esteja
inscrito no INSS como contribuinte individual. igualmente é exigido que os
motoristas sejam cadastrados nas empresas de aplicativos ou na plataforma de
comunicação. Apresentado na Câmara em junho de 2016, o texto é de autoria do
deputado Carlos Zarattini (PT-SP), secretário de Transportes de São Paulo na
gestão de Marta Suplicy. O texto não seguiu o rito tradicional e no dia da
votação foi incluído na pauta do plenário às pressas. No Senado, há
dificuldades de chegar a um entendimento. Alguns senadores se comprometeram a
apresentar emendas para retirar a necessidade da placa vermelha e liberar o uso
de carros de terceiros por motoristas credenciados. Na semana passada, o
senador Pedro Chaves (PSC-MS), relator de uma proposta alternativa, não conseguiu
voltar o texto na Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa. No mesmo dia, o
plenário do Senado aprovou a urgência do projeto de lei, isto é, ficou decidido
que o texto seria votado em plenário e não passaria por outras comissões. A
decisão foi comemorada pelos quase 600 taxistas que estavam em Brasília. De
acordo com a proposta de Chaves, os aplicativos seriam classificados como
“transporte privado individual remunerado” e não público. O texto prevê que
todos veículos estejam com impostos e multas quitados e tenha seguro para
acidentes pessoais a passageiros. Não será obrigatório que o motorista seja o
dono do veículo, mas que informe ao provedor do serviço a lista de todos os
veículos que usará. Não poderão ser contratados motoristas com antecedentes criminais
relativos a: crimes de trânsito, crimes contra a dignidade sexual, homicídio,
lesão corporal grave ou seguida de morte, sequestro e cárcere privado, tráfico
de pessoas, roubo e extorsão mediante sequestro e outros crimes “praticados
mediante violência contra a pessoa ou grave ameaça”. O substitutivo igualmente
obriga os provedores dos aplicativos de internet a manter cadastro atualizado
de todos os motoristas e prevê a criação de diversas obrigações aos donos ou
responsáveis pelos aplicativos, como manter sede, filial ou representação no
Brasil. Hoje, motoristas da Uber arcam com o custo total do veículo, não tem
isenção de impostos e pagma ISS como MEI (Microempreendedor individual) ou
Simples a cada nota fiscal emitida. Taxistas têm isenção de IOF e IPI na compra
do carro. Em São Paulo, um taxista paga cerca de R$ 255 em taxas anuais, e, no
Rio, R$ 429 à prefeitura e precisa ter a licença para circular. Em São Paulo,
igualmente é exigido o Condutax, um cadastro que vale por cinco anos e custa R$
415. Motoristas de aplicativos não pagam essas taxas e circulam sem autorização
das prefeituras. Em São Paulo, é exigido além disso curso específico para se
tornar taxista, que custa R$ 127,54. Os aplicativos dispensam tal exigência.
Quanto aos ganhos, o taxista autônomo fica com o valor integral da corrida,
enquanto na UberBlack, 20% do valor da corrida fica para o aplicativo, e na
UberX, 25%.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
terça-feira, 31 de outubro de 2017
PARTIDOS POLITICOS NO BRASIL - MARKETING POLÍTICO
O NÚMERO DE PARTIDOS NO BRASIL NÃO É MUITO DIFERENTE DE OUTROS PAÍSES,
PORÉM, UMA DIFERENÇA É FUNDAMENTAL: A IDEOLOGIA PARTIDÁRIA.
LÁ FORA CADA PARTIDO TEM SUA IDEOLOGIA E NO BRASIL NÃO TEM ISSO, O ÚNICO
GRANDE PARTIDO QUE TINHA IDEOLOGIA ERA O PT, MAS SE PERDEU.
HOJE, OS PARTIDOS EXISTEM PARA TER FUNDO PARTIDÁRIO OU TEMPO DE TELEVISÃO
PARA NEGOCIAR.
INFELIZMENTE ESSA É A VERDADE.
QUEREM MESMO É TER BONS RESULTADOS NAS ELEIÇÕES PARA DEPUTADO FEDERAL,
PORQUE, É COM BASE NO NUMERO DE DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS QUE SÃO DEFINIDOS OS
VALORES DOS FUNDOS PARTIDÁRIOS E OS TEMPOS DE TELEVISÃO PARA CADA LEGENDA.
ACABOU A IDEOLOGIA.
OS POLÍTICOS PRECISAM DOS PARTIDOS PARA ALUGAR, NEGOCIAR TEMPO OU
RECEBER O VALOR DO FUNDO.
VOCE QUE É ELEITOR TEM QUE SABER QUE, CADA VEZ QUE VOCE VOTA EM UM
DEPUTADO FEDERAL, VOCE ESTÁ DANDO MAIS DINHEIRO PARA OS PARTIDOS E MAIS TEMPO
DE TV E RÁDIO, PARA QUE ELES POSSAM NEGOCIAR.
ISSO É MUITO TRISTE.
UMA MUDANÇA APROVADA RECENTEMENTE PELA CÂMARA FEDERAL E NO SENADO
SERÁ RESPONSÁVEL PELA DIMINUIÇÃO DE PARTIDOS NO BRASIL.
TRATA-SE DA CLÁUSULA DE DESEMPENHO, (OU CLAUSULA DE BARREIRA) QUE
DEFINE REGRAS PARA QUE OS PARTIDOS TENHAM ACESSO AO FUNDO PARTIDÁRIO, BASEADA
NO DESEMPENHO DAS LEGENDAS NAS URNAS.
A MEDIDA JÁ VALE PARA AS
ELEIÇÕES DE 2018, E PREVÊ UM NÚMERO MÍNIMO DE DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS OU
VOTOS VÁLIDOS PARA QUE OS PARTIDOS TENHAM ACESSO AO FUNDO PARTIDÁRIO E AO TEMPO
DE RÁDIO E TV.
DOS 35 PARTIDOS, ATUALMENTE, SE A REGRA JÁ ESTIVESSE EM VIGOR, 14
PARTIDOS FICARIAM SEM O FUNDO E, CONSEQUENTEMENTE, DEIXARIAM DE EXISTIR.
NA FILA
PARA SEREM CRIADOS OU VETADOS ESTÃO PARTIDOS COM NOMES NADA ORTODOXOS:
PARTIDO SOCIAL DA FAMÍLIA (PSF), PARTIDO
REPUBLICANO CRISTÃO BRASILEIRO (PRCB), PARTIDO NACIONAL INDÍGENA (PNI), PARTIDO
DO ESPORTE (PE), NOVA ORDEM SOCIAL (NOS), PARTIDO NACIONAL DA SAÚDE (PNS), PARTIDO
UNIVERSAL DO MEIO AMBIENTE (PUMA), PARTIDO MILITAR BRASILEIRO (PMVR), ALIANÇA
RENOVADORA NACIONAL (ARENA), PARTIDO DA FRENTE FAVELA BRASIL (FRENTE), PARTIDO
NACIONAL CORINTHIANO (PNC), DENTRE OUTROS.
E ASSIM
CAMINHA A POLÍTICA BRASILEIRA.
O CANDIDATO LULA - MARKETING POLÍTICO
Liderando
as últimas pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais 2018,
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é também, contraditoriamente, um
dos que concentram a maior rejeição entre os eleitores.
Na
pesquisa Ibope, publicada no dia 29 de outubro, o petista aparece com 35% da
preferência dos brasileiros.Mas o que isso quer dizer realmente?
Primeiro que as pessoas estão respondendo pelo grau de lembrança o que chamamos de reccal e não necessariamente pela expressão do seu voto.
O último levantamento do Ibope não apurou (ou não quiseram divulgar) os
números de rejeição, mas, índices de outros institutos, como o Paraná Pesquisas,
apontam para um percentual de 54% do eleitorado dizendo que não votaria de
jeito nenhum no ex-presidente Lula.
Tal rejeição só deverá crescer na campanha.
Condenação, a esta altura, é o que menos importa.
Em 2018, o Lula nas urnas será o “Lula corrupto”,
descrito por Doria, Alckmin, Bolsonaro, Ciro e tantos outros que irão pleitear
o cargo.
Nenhuma propaganda eleitoral deixará de lembrar os fatos
descobertos na Operação Lava Jato – dos pedalinhos de Atibaia aos recibos de
Glauco Costa Marques, - dos vídeos de Marcelo Odebrecht e Joesley Batista ate a
famosa carta de Palocci, seu fiel escudeiro.
Está claro e evidente que o grande problema do
candidato Lula será a rejeição de 54% que a população brasileira tem a seu nome.
Para analistas, Lula está com o maior índice
possível de intenção de votos para agora (35%) e só irá crescer sua intenção de
votos, se conseguir diminuir a rejeição a seu nome.
Tarefa bastante difícil.
Lula tem
um público muito fiel a seu favor, que o defende pelo acesso ao consumo e as
políticas sociais que beneficiaram essas pessoas durante seus dois mandatos.
É o público
que ele está abraçando na caravana que está fazendo pelo interior do País.
São esses
os eleitores que vão dar força e mostrar o apoio que ele ainda possui.
Ao mesmo
tempo, uma parte da classe que ascendeu a classe média, que viu seu poder de
compra cair nos últimos anos, principalmente durante o governo da ex-presidente
Dilma Rousseff do PT, é responsável por
este volume nos números de rejeição a Lula.
O melhor
cenário para ele seria um grande numero de candidatos, dividindo essa rejeição,
que, historicamente, é muito difícil de reverter.
Por
enquanto, ele deve manter distancia das grandes cidades, onde o seu nível de
rejeição é maior.
Assim
como Lula, outros políticos, de uma maneira geral, que também estão sendo
investigados pela Lava Jato, terão rejeição.
A
população terá que escolher a partir dos candidatos que tem a disposição, mas,
os nomes que apareceram até agora tem dificuldade de se desvencilhar dessa
imagem da corrupção.
Acredito
que Lula se beneficia pela sensação de estabilidade econômica que o país teve
em seu governo.
Ele larga
na frente dos concorrentes porque o eleitor avalia o voto com base no que o
Brasil era quando ele foi presidente, e pela lembrança de seu nome, enquanto
que os outros candidatos nunca foram presidentes, ou seja, não há o que
comparar ou lembrar, pelo menos na cabeça do eleitorado.
O enigma
da esfinge a ser decifrado por Lula será
Rejeição
versus aceitação.
Decifre-o
ou será devorado.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
MARKETING POLÍTICO - DENUNCIAS CONTRA TEMER
HOJE VAMOS FALAR SOBRE AS DENUNCIAS CONTRA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MICHEL TEMER.
A
PRIMEIRA DENUNCIA FEITA PELA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA - A FAMOSA PGU - DIZIA RESPEITO A CORRUPÇÃO
PASSIVA E FOI ORIGINÁRIA DA FAMOSA GRAVAÇÃO DOS IRMÃOS BATISTA.
ESSA
DENUNCIA FOI PARA A COMISSÃO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA E TEVE PARECER
DESFAVORÁVEL A CONTINUAÇÃO DA DENUNCIA.
FOI
PARA O PLENÁRIO DA CAMARA E FOI REJEITADA TAMBEM PELOS DEPUTADOS.
A
SEGUNDA DENUNCIA: TEMER, PADILHA E MOREIRA FRANCO
SÃO ACUSADOS DE INTEGRAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE
TERIA RECEBIDO AO MENOS 587 MILHÕES DE REAIS EM PROPINA.
O PRESIDENTE TAMBÉM É ACUSADO DE OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA, A PARTIR DE UMA
CONVERSA GRAVADA PELO EMPRESÁRIO E DELATOR JOESLEY
BATISTA, SÓCIO DO GRUPO J&F.
A
COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, A CCJ, TEVE O PARECER DO RELATOR LIDO NESTA
SEMANA E DEVE IR A PLENÁRIO PARA VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS NO PRÓXIMO DIA 17.
MAS
ENTÃO ISSO QUER DIZER QUE O PRESIDENTE TEMER E SEUS DOIS MINISTROS NÃO SERÃO
INVESTIGADOS POR ESSAS DENUNCIAS?
É
ISSO QUE ESTÁ MAL EXPLICADO.
O
QUE OS DEPUTADOS ESTÃO VOTANDO AGORA É PARA QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO
SEJA INVESTIGADO ENQUANTO NO CARGO.
ISSO
QUER DIZER QUE ASSIM QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ENCERRAR SEU MANDATO, ESSAS
INVESTIGAÇÕES SERÃO EFETUADAS.
O
QUE ESTÁ SENDO FEITO AGORA É APENAS PRORROGAR AS INVESTIGAÇÕES, PARA QUE NÃO SE
TENHA INTERRUPÇÃO DO MANDATO.
BOA PARTE DOS DEPUTADOS JUSTIFICOU SUA POSIÇÃO
DIZENDO QUE, NO MOMENTO, O MAIS IMPORTANTE É RECUPERAR A ECONOMIA A PARTIR DAS
REFORMAS ESTRUTURAIS TOCADAS POR TEMER.
SERÁ QUE ELES TÊM RAZÃO?
OS EMPREGOS COMEÇARAM A SER RECUPERADOS,
NESTA SEMANA FUNDOS INTERNACIONAIS EMITIRAM
PARECER DIZENDO QUE O PIB BRASILEIRO SERÁ MAIOR DO QUE O PREVISTO.
A ECONOMIA COMEÇA A REAGIR.
MANTER A ESTABILIDADE POLITICA É MANTER A MESMA
FILOSOFIA ECONOMICA.
CADA VEZ QUE MUDA UM GRUPO NO PODER, CRIA-SE A EXPECTATIVA
DO QUE VAI MUDAR NA ECONOMIA E, NORMALMENTE, OS INVESTIDORES PARAM DE
MOVIMENTAR AS FINANÇAS, AGUARDANDO O QUE SERÁ IMPLANTADO COM A NOVA
ADMINISTRAÇÃO DO PAÍS.
ESTABILIDADE POLÍTICA DESAGUA SEMPRE EM
ESTABILIDADE ECONOMICA.
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CAMPANHAS ELEITORAIS,
CONGRESSO,
Gestão Pública.,
MANHANELLI,
MARKETING POLÍTICO,
Marketing Político - Eleitoral,
PMDB,
PRESIDENTE
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
MARKETING POLÍTICO - FINANCIAMENTO ELEITORAL: A ENCRUZILHADA
VAMOS
FALAR SOBRE O FINANCIAMENTO PARA CAMPANHAS ELEITORIAS, OU SEJA, DE ONDE VAI
SAIR O DINHEIRO PARA FAZER A PROPAGANDA ELEITORAL.
USAR DINHEIRO PÚBLICO PARA
FINANCIAR CAMPANHAS E PARTIDOS É UMA MEDIDA BASTANTE DISCUTÍVEL, MAIS AINDA
NESTE MOMENTO EM QUE OS PARTIDOS EM GERAL ATINGEM O AUGE DA FALTA DE
CREDIBILIDADE.
PELO MOMENTO E PELA
MANEIRA COMO ESTÁ SENDO APROVADO NO CONGRESSO NACIONAL, O FUNDO PARA
FINANCIAMENTO DE CAMPANHA, FICOU PARECENDO UM GRANDE REMENDO COSTURADO NA
ÚLTIMA HORA PELOS CACIQUES PARTIDÁRIOS, PARA GARANTIR A IRRIGAÇÃO DE RECURSOS
PÚBLICOS, NAS PRÓPRIAS CAMPANHAS ELEITORAIS EM 2018.
AS POLÊMICAS EM TORNO DO
“FUNDÃO” COMEÇAM PELAS FONTES DE ONDE SERÃO EXTRAÍDOS OS RECURSOS PARA
CONSTITUÍ-LO.
PARTE DE SUA COMPOSIÇÃO
VIRÁ DA NÃO EXECUÇÃO DAS EMENDAS PARLAMENTARES, OUTRA PARTE DO HORÁRIO
PARTIDÁRIO EM RÁDIO E TV NOS ANOS NÃO ELEITORAIS.
O HORÁRIO ELEITORAL
GRATUITO CONTINUA.
MAS O QUE SÃO ESSAS EMENDAS
PARLAMENTARES?
SÃO OS FAMOSOS RECURSOS
QUE OS DEPUTADOS PASSAM DO ORÇAMENTO DA UNIÃO E DOS ESTADOS, PARA AS
PREFEITURAS PODEREM COMPRAR EQUIPAMENTOS PARA SAÚDE, PARA CONSTRUIR CRECHES E
ESCOLAS.
OS DEPUTADOS ALEGAM QUE
ESSE DINHEIRO JÁ EXISTE,
REALMENTE ESSE DINHEIRO JÁ
EXISTE E SERÁ DIMINUIDO EM 30%.
E QUAIS AS CONSEGUENCIAS
DISSO?
VOCE QUE ESTA LENDO,
TERÁ MENOS 30% DE SAUDE, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, TRANSPORTE, ASFALTO E OUTRAS
NECESSIDADES DA SUA CIDADE, PORQUE ESSE DINHEIRO IRÁ PARA FINANCIAR AS CAMPANHAS
ELEITORAIS.
OS DEPUTADOS ALEGAM QUE O
DINHEIRO É PÚBLICO.
AQUI TEMOS QUE LEMBRAR MARGARETH
TACHER QUE DIZIA: “NÃO EXISTE DINHEIRO PÚBLICO, O DINHEIRO E DAS FAMÍLIAS”, OU
SEJA, É UM DINHEIRO QUE SAIU DE SEU BOLSO, ATRAVÉS DOS IMPOSTOS QUE VOCE PAGA E
QUE TODOS NOS PAGAMOS EM TODAS AS COMPRAS E ATÉ NAS CONTAS DE ÁGUA E LUZ.
OU SEJA, AS EMPRESAS
FICARAM PROIBIDAS DE FAZER DOAÇÃO E QUEM PAGA A CONTA DAS CAMPANHAS ELEITORAIS
AGORA É VOCE.
BOA TROCA NÃO?
quarta-feira, 19 de abril de 2017
UBER VERSUS TAXISTAS: OS INTERESSES (E MEDOS) DOS POLÍTICOS
Os deputados impuseram barreiras aos aplicativos de transporte de olho no voto dos taxistas. Mas a decisão, ao que tudo indica, não irá muito longe
Reza uma antiga lenda dos corredores do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas que o parlamentar que ousar contrariar os interesses de taxistas – categoria representada das capitais aos rincões do país – não se sustenta no cargo após uma eleição. Verdade ou não, fato é que o dito ainda assombra os políticos, conforme ficou bem claro durante a análise do projeto que regulamenta os aplicativos digitais de transporte, como Uber, 99 e Cabify.
A tramitação da matéria, criada em junho do ano passado, foi tão rápida quanto a formação de carreatas organizadas por taxistas na porta do Congresso. A categoria, unida e volumosa, via no texto a esperança de impor um entrave ao avanço explosivo de multinacionais em um setor historicamente dominado por ela.
O projeto inicial era a menina dos olhos dos taxistas. Desenhado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), secretário de Transportes de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy, o texto exigia que somente poderiam transportar passageiros individuais com fins remuneratórios aqueles que fossem fiscalizados e disciplinados pelo poder público, portassem um taxímetro físico e carregassem a tradicional placa luminosa com a palavra “táxi”. Sequer disfarçava o objetivo de enterrar a concorrência.
Sem seguir o rito tradicional dos projetos que passam pela Câmara dos Deputados, o texto aterrissou direto no plenário no fim do ano passado. Quase foi votado, mas prevaleceu a promessa que tentava equilibrar os interesses envolvidos: a proposta pegaria um atalho em uma comissão especial, onde todas as partes seriam ouvidas, antes de ir finalmente a voto. O rito acabou não sendo seguido. O projeto foi incluído na pauta do plenário na semana passada, às pressas.
O relator foi escolhido e anunciado momentos antes, após outros dois congressistas se recusarem a assumir a missão. Havia resistência em entrar em rota de colisão com algum dos lados – os taxistas, acompanhados da fama eleitoral, ou as novas plataformas, bem avaliadas pela opinião pública?
Nos bastidores, alardeou-se que as rodadas de negociação comandadas na Presidência da Câmara haviam resultado em um acordo entre representantes dos motoristas tradicionais e os dos que aderiram às novas tecnologias: o sistema de transporte por aplicativo ficaria autorizado, cabendo a cada município delimitar regras de funcionamento, como requisitos de acesso e o pagamento de tributos.
Se houve acordo, ele durou pouco. Na hora de votar, cada parlamentar mirou o próprio futuro político. Ligados aos sindicalistas, partidos de esquerda seguiram o apelo dos seus velhos cabos eleitorais, em número cada vez mais reduzido. À frente do projeto, o PT tenta se reconectar às categorias que o sustentaram em suas origens, mas que já não se sentiam mais representadas pelo partido. PSOL e PCdoB seguiram o mesmo caminho.
Pelas mesmas razões, outros congressistas voltaram-se às suas bases, a maioria delas localizada no interior, onde os serviços oferecidos pelos aplicativos ainda não chegaram. Há estados onde não há nem previsão para a chegada do Uber, por exemplo. Quase todos os parlamentares de Rondônia, por exemplo, optaram por dificultar um sistema que nem mesmo chegou à região.
Houve ainda os congressistas que, para não comprar briga com nenhum dos lados, nem apareceram para votar. Nada menos que 100 deputados fugiram do embate e não compareceram à sessão. Sabiam que a votação, conforme fora previamente acordado, aconteceria de forma nominal, de maneira que seus nomes e suas posições seriam amplamente divulgadas.
Como consequência da necessária regulamentação dos serviços como o Uber, o texto final resultou em um duro revés para os novos modelos digitais. Apesar da alta aceitação dessas ferramentas nas grandes capitais, a maioria dos deputados decidiu que, para circular, os veículos terão de incorporar ares de táxi, com placa diferenciada e concessão pública.
O resultado da votação foi festejado. Taxistas que lotavam as galerias do plenário e circulavam tranquilamente entre os parlamentares entoavam gritos como “Eu sou taxista, com muito orgulho, com muito amor” ao mesmo tempo em que abraçavam as excelências que os apoiaram – uma reverência cada vez mais rara no Parlamento, assolado por denúncias de corrupção.
Para o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, a decisão pró-taxistas era esperada. “Os deputados trabalham por região, e não no estado todo. Agora ele vai virar para o taxista e falar: ‘Está vendo? Eu votei a seu favor. Agora é hora de trabalhar para mim’”, afirmou. “Quem forma opinião mesmo é o vendedor de quitanda, é quem trabalha nas farmácias, é o taxista ou é o cabeleireiro. Eles têm contato direto com a população e uma credibilidade que pode influenciar no voto.” A mesma condição, diz Manhanelli, não pode ser conferida aos motoristas de Uber e dos demais aplicativos, já que eles não se organizam em sindicatos nem têm uma liderança popular consolidada.
“As regiões nas quais não há essa inovação tecnológica tiveram um lobby ainda mais forte dos taxistas. A esquerda, de forma geral, perdeu a opinião pública e dedica-se a trabalhar para nichos, e o Congresso, acuado, começa a votar na defensiva. Os deputados estão tentando garantir a sua reeleição. Todo mundo tem medo de enfrentar corporação aqui”, afirmou o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), o relator escolhido de última hora.
Após a esperada aprovação da matéria, deputados favoráveis aos taxistas – como Cabo Daciolo (PSOL-RJ), Laudívio Carvalho (SD-MG) e Carlos Zarattini (PT-SP) – desfrutam o estrelato nas páginas virtuais dos principais sindicatos do país. Dão entrevistas, são congratulados e também parabenizam a categoria pela “vitória”.
A festa dos taxistas, porém, pode não durar muito. Tudo indica que o texto aprovado pela Câmara não será mantido pelo Senado, por onde terá de passar antes de virar lei. O Palácio do Planalto, que tem poder de veto sobre o tema, também já sinalizou que não tem simpatia pelo modelo aprovado pelos deputados, e que gostaria de deixar a decisão de permitir ou não os serviços dos aplicativos a cargo de cada município. Enquanto isso, tudo continua como está – não há prazo nem para os senadores nem para o Planalto decidirem sobre a questão.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
MARKETING POLÍTICO - No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.
Comparado a Jânio, prefeito de São Paulo investe em ações baratas e de resultado rápido
O GLOBO
POR STELLA BORGES / DIMITRIUS DANTAS
SÃO PAULO - Eleito sob o mote de "João Trabalhador", criado para atenuar a imagem de empresário milionário e elitista, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), dedicou seu primeiro mês de mandato a cumprir uma agenda popular e performática. Em sua "estreia" à frente da administração, se vestiu de gari. Desde então, em compromissos diários, inclusive nos fins de semana, já foi pedreiro, ciclista e até cadeirante, para testar a acessibilidade das calçadas. - Dinheiro, a gente não tem, mas a gente tem criatividade. E com criatividade a gente consegue fazer obras - disse ele nesta terça-feira, emendando: - Vamos continuar no mesmo ritmo. Vamos continuar nesse ritmo pelos quatro anos. Tenho trabalhado 16, 17 horas por dia, inclusive nos domingos. Eu e muitos secretários estamos no mesmo ritmo. Com dinheiro curto, Doria apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos, como o programa de zeladoria urbana batizado de "Cidade linda". Principal foco de sua gestão até agora, as ações tiveram ampla repercussão, mas a busca por um noticiário positivo não o livrou de polêmicas. Na mais recente delas, declarou verdadeira guerra aos pichadores na cidade: mais de 40 pessoas já foram detidas. Ele também decidiu apagar os murais da Avenida Vinte e Três de Maio desenhados há dois anos, o que incomodou artistas e urbanistas. Autorizadas pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015, as pinturas eram chamadas de "maior mural de grafite a céu aberto da América Latina". Após a repercussão negativa, o prefeito anunciou a criação de uma espécie de museu a céu aberto para abrigar grafites em diferentes pontos da cidade. Uma de suas promessas de campanha, o aumento da velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê virou alvo de disputa judicial. A pedido de uma associação de ciclistas, a Justiça barrou a mudança, sob o argumento de que traria riscos ao trânsito. Doria recorreu da decisão e conseguiu revertê-la. Para não aumentar a tarifa dos ônibus, outro compromisso eleitoral, o prefeito e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, elevaram o valor da integração entre ônibus e transporte sobre trilhos para acima da inflação. O caso também foi parar na Justiça, que barrou a medida em sucessivas decisões. Em sua estreia à frente da administração de São Paulo, João Doria varreu a Av. Paulista vestido de gari. Agenda popular e performática dá o tom do início de sua gestão. Uma das apostas de Doria é o programa de zeladoria urbana batizado de “Cidade linda” Ao lado do governador Geraldo Alckmin, Doria toma café em um bar próximo à prefeitura, após a assinatura do termo de repasse do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS). O prefeito apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos. Doria se tornou alvo de protestos, após apagar grafites e pichações na Av. 23 de Maio, o que incomodou artistas e urbanistas. O governador Geraldo Alckmin, João Doria e Vice-Prefeito Bruno Covas participam da missa em celebração ao aniversário da cidade de São Paulo na Catedral da Sé. Ao lado do presidente Michel Temer, Doria vai ao ato Nacional em Memória às Vitimas do Holocausto. Doria ainda retirou um veto à apreensão de pertences de moradores de rua pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), decreto criado durante a gestão Haddad. À imprensa, disse que a determinação servia apenas para que a GCM pudesse acompanhar os trabalhos das secretarias de Direitos Humanos e Assistência Social, e que a retirada de objetos não iria acontecer. Formado em comunicação, Doria demonstrou que terá um cuidado especial com o marketing na sua gestão, seja para dar nomes curiosos aos programas - como o "Corujão da saúde" - ou na dedicação em alimentar as redes sociais. Em tempos de pouca verba para investir em publicidade, as plataformas digitais têm sido os principais canais de divulgação do prefeito. Na internet, ele conta como é comandar a maior cidade do país, e sua exposição tem rendido comentários positivos e sugestões. Especialista em marketing político, Carlos Manhanelli comparou a postura de Doria com a de Jânio Quadros, que também comandou a capital paulista na década de 1980: - Doria é a cópia fiel do Jânio, que também se fantasiava e foi um grande ícone da política brasileira. Como comunicador, ele sabe como chamar a atenção dos jornalistas e se apresentar. Durante a campanha, criou a imagem do herói, do grande empresário que viria para resolver os problemas, e essas ações (se vestir de gari, varrer a rua) humanizam o político. Para Carlos Melo, cientista político do Insper, Doria busca atrair a atenção para si e desviar o foco de promessas que não podem ser cumpridas ou que vão demorar a sair do papel: - Tem uma parte do eleitorado que é sensível ao espalhafato, ao prefeito vestido de pedreiro. Diante das primeiras dificuldades, ele vai criando fatos, tentando chamar a atenção para outras coisas. Isso é ruim do ponto de vista da maturidade política, institucional. O prefeito tem que administrar não limpar a praça. No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.
O GLOBO
POR STELLA BORGES / DIMITRIUS DANTAS
SÃO PAULO - Eleito sob o mote de "João Trabalhador", criado para atenuar a imagem de empresário milionário e elitista, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), dedicou seu primeiro mês de mandato a cumprir uma agenda popular e performática. Em sua "estreia" à frente da administração, se vestiu de gari. Desde então, em compromissos diários, inclusive nos fins de semana, já foi pedreiro, ciclista e até cadeirante, para testar a acessibilidade das calçadas. - Dinheiro, a gente não tem, mas a gente tem criatividade. E com criatividade a gente consegue fazer obras - disse ele nesta terça-feira, emendando: - Vamos continuar no mesmo ritmo. Vamos continuar nesse ritmo pelos quatro anos. Tenho trabalhado 16, 17 horas por dia, inclusive nos domingos. Eu e muitos secretários estamos no mesmo ritmo. Com dinheiro curto, Doria apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos, como o programa de zeladoria urbana batizado de "Cidade linda". Principal foco de sua gestão até agora, as ações tiveram ampla repercussão, mas a busca por um noticiário positivo não o livrou de polêmicas. Na mais recente delas, declarou verdadeira guerra aos pichadores na cidade: mais de 40 pessoas já foram detidas. Ele também decidiu apagar os murais da Avenida Vinte e Três de Maio desenhados há dois anos, o que incomodou artistas e urbanistas. Autorizadas pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015, as pinturas eram chamadas de "maior mural de grafite a céu aberto da América Latina". Após a repercussão negativa, o prefeito anunciou a criação de uma espécie de museu a céu aberto para abrigar grafites em diferentes pontos da cidade. Uma de suas promessas de campanha, o aumento da velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê virou alvo de disputa judicial. A pedido de uma associação de ciclistas, a Justiça barrou a mudança, sob o argumento de que traria riscos ao trânsito. Doria recorreu da decisão e conseguiu revertê-la. Para não aumentar a tarifa dos ônibus, outro compromisso eleitoral, o prefeito e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, elevaram o valor da integração entre ônibus e transporte sobre trilhos para acima da inflação. O caso também foi parar na Justiça, que barrou a medida em sucessivas decisões. Em sua estreia à frente da administração de São Paulo, João Doria varreu a Av. Paulista vestido de gari. Agenda popular e performática dá o tom do início de sua gestão. Uma das apostas de Doria é o programa de zeladoria urbana batizado de “Cidade linda” Ao lado do governador Geraldo Alckmin, Doria toma café em um bar próximo à prefeitura, após a assinatura do termo de repasse do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS). O prefeito apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos. Doria se tornou alvo de protestos, após apagar grafites e pichações na Av. 23 de Maio, o que incomodou artistas e urbanistas. O governador Geraldo Alckmin, João Doria e Vice-Prefeito Bruno Covas participam da missa em celebração ao aniversário da cidade de São Paulo na Catedral da Sé. Ao lado do presidente Michel Temer, Doria vai ao ato Nacional em Memória às Vitimas do Holocausto. Doria ainda retirou um veto à apreensão de pertences de moradores de rua pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), decreto criado durante a gestão Haddad. À imprensa, disse que a determinação servia apenas para que a GCM pudesse acompanhar os trabalhos das secretarias de Direitos Humanos e Assistência Social, e que a retirada de objetos não iria acontecer. Formado em comunicação, Doria demonstrou que terá um cuidado especial com o marketing na sua gestão, seja para dar nomes curiosos aos programas - como o "Corujão da saúde" - ou na dedicação em alimentar as redes sociais. Em tempos de pouca verba para investir em publicidade, as plataformas digitais têm sido os principais canais de divulgação do prefeito. Na internet, ele conta como é comandar a maior cidade do país, e sua exposição tem rendido comentários positivos e sugestões. Especialista em marketing político, Carlos Manhanelli comparou a postura de Doria com a de Jânio Quadros, que também comandou a capital paulista na década de 1980: - Doria é a cópia fiel do Jânio, que também se fantasiava e foi um grande ícone da política brasileira. Como comunicador, ele sabe como chamar a atenção dos jornalistas e se apresentar. Durante a campanha, criou a imagem do herói, do grande empresário que viria para resolver os problemas, e essas ações (se vestir de gari, varrer a rua) humanizam o político. Para Carlos Melo, cientista político do Insper, Doria busca atrair a atenção para si e desviar o foco de promessas que não podem ser cumpridas ou que vão demorar a sair do papel: - Tem uma parte do eleitorado que é sensível ao espalhafato, ao prefeito vestido de pedreiro. Diante das primeiras dificuldades, ele vai criando fatos, tentando chamar a atenção para outras coisas. Isso é ruim do ponto de vista da maturidade política, institucional. O prefeito tem que administrar não limpar a praça. No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.
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