quinta-feira, 15 de agosto de 2019

DIREÇÃO E ÁLCOOL = PRISÃO


Estatísticas de acidentes de trânsito no Brasil comprovam o crescimento do número de ocorrência em que pelo menos uma das partes envolvidas estava conduzindo o veículo sob efeito de álcool. A afirmação é da Polícia Rodoviária Federal, que acredita ser necessário alertar exaustivamente a sociedade como um todo sobre os perigos de beber e dirigir.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (14) um projeto para assegurar em lei a obrigatoriedade de prisão de motorista alcoolizado que causar acidente com morte.
A legislação atualmente em vigor prevê a prisão nesses casos, mas permite o cumprimento de penas alternativas, como prestação de serviços comunitários. Na prática, o motorista pode não passar nenhum dia preso.
Pelo novo texto, as penas alternativas só serão possíveis em casos de motoristas que não estiverem sob efeito de álcool.
São penas alternativas:
Multa em dinheiro
Perda de bens e valores
Limitação de fim de semana
Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas
Interdição temporária de direitos
O projeto, se aprovado, determinará um período mínimo de prisão aos que promoverem acidentes com veículos e estejam alcoolizados ou drogados.
Está na hora de se colocar penas mais severas a quem, deliberadamente, coloca em risco sua vida e a vida de outros.
Enfim, o senado enxerga uma sanção justa e realmente punitiva aos que assim procedem.
Álcool, drogas e direção não combinam.
Quem sabe, com a ameaça de prisão, os motoristas repensem antes de dirigir sem condições mínimas.
Termino com a frase de Lucas Magno B. Cardeal
Se beber não dirija, se for dirigir não beba, se bebeu e vai dirigir assim mesmo, tente dirigir quando ninguém possa morrer só o Imbecil ao volante.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

REPRESENTAÇÃO FEMININA NA POLÍTICA


Um levantamento mostra a participação de mulheres nos parlamentos dos 26 Estados e do Distrito Federal; apesar de a atual legislatura ter atingido a maior presença de deputadas nos legislativos estaduais, ela ainda é muito inferior à dos homens. Apenas 15% são mulheres.
A baixa representação feminina na política tem fatores sociais, culturais e econômicos e não está livre de freios. Passa pela divisão sexual do trabalho, que toma mais tempo e energia das mulheres, e chega à resistência de dirigentes partidários em abrir espaço para lideranças femininas, o que colabora para reproduzir o caráter masculino da política.
No Congresso Nacional, líderes de partidos trabalham com a possibilidade de reduzir de 30% para até 10% o porcentual mínimo de candidatas mulheres a cargos no Legislativo. Também discutem um abrandamento das punições para legendas que não seguirem as regras.
As fraudes na cota exigida por lei para que se tenha 30% de candidatas mulheres tem sido uma constante nos partidos brasileiros, pois colocam mulheres sem expressão política apenas para cumprir a cota legal as famosas “candidaturas laranja”.
O Congresso nacional já estuda a possibilidade de abaixar de 30% para 10% a exigência de candidatas mulheres.
Um fato que se observa é que muitas das mulheres eleitas são esposas de políticos e ex-políticos tradicionais, incentivadas a entrar na vida pública pelos próprios maridos.
Alguns fatores levam a essa baixa participação das mulheres na política.
Estamos saindo de uma cultura patriarcal, onde o homem representava o sustento e a política dentro de casa, isso ainda influencia em alguns rincões de nosso país.
“As futuras gerações vão ter que ter a mentalidade de que mulher não é propriedade. Temos que desconstruir esse pensamento machista e construir uma nova sociedade”, afirma a deputada Edna Alzier do Amapá.
A divisão do dinheiro para as candidaturas ainda não tem uma fiscalização rígida e os presidentes de partidos dão dinheiro de campanha para seus protegidos: “As punições precisam ser mais severas. Hoje o presidente do partido passa o recurso para quem quiser. Eu mesma não recebi recurso nenhum”, continua na sua afirmação a deputada.
Nós, mulheres, somos a maioria da população e do eleitorado, somos mais escolarizadas, mas ainda representamos 15% do número de eleitas. Se aumentar o número de mulheres, vamos ter ganhos em termos de qualidade legislativa afirma a deputada por Roraima Catarina Guerra.
O avanço das mulheres na política ainda é muito pequeno O Movimento Transparência Partidária detectou em um levantamento que, de 2008 a 2018, a taxa de sucesso de mulheres em eleições foi de apenas 6%, ante 18% dos homens. Também identificou que o número de mulheres filiadas avançou de 5,5 milhões em 2008 para 7,4 milhões em 2018 o que é uma constatação esperançosa.
As mulheres precisam ocupar seu merecido lugar no parlamento. É condição sine qua non para que o Brasil tenha uma visão mais realista da sua população.
Termino esse comentário de hoje com a frase de Sunamita Vieira de Carvalho:
Mulheres na política, independente da sigla partidária são exemplos também de ousadia, superação e de transformação; e devem servir de objeto, mas de inspiração e motivação, para os homens.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

RADARES FÁBRICA DE MULTAS


Dnit vai instalar mais de mil radares em estradas federais
O acordo foi fechado após uma ação do Ministério Público Federal contra a decisão do governo de suspender a instalação de novos radares em estradas federais. A suspensão foi uma ordem do presidente Jair Bolsonaro que disse:
“Por que nossa preocupação é acabar com isso? Primeiro que é a indústria da multa, é para meter a mão no teu bolso, nada mais, além disso,”.
A juíza disse que os radares são um dos principais instrumentos de controle de velocidade a salvar vidas, diante da grande imprudência de muitos motoristas no Brasil, e da falta de respeito às velocidades impostas.
Muito bem. Para quem viaja de carro por todo o Brasil, como eu faço, encontra estradas onde as velocidades baixam de 80 km por hora para 30 km por hora em poucos metros.
Se a colocação de radares em estradas abaixo de 60 quilômetros por hora for para a alegada segurança, então o correto seria colocar lombadas físicas e não radares para multar.
Para que os motoristas possam realmente abaixar a velocidade, a lombada física é, com certeza, muito mais eficiente, pois evita que os motoristas possam trafegar em alta velocidade, o que o radar não impede.
Esta mais do que evidente que a alegada segurança feita por radares, nada mais é do que uma grande fábrica de multas, com verdadeiras armadilhas colocadas nas estradas brasileiras, principalmente os radares móveis.
O que realmente falta é educação e mudança cultural para os motoristas.
Só como exemplos, na Alemanha não existem radares.
Por quê?
Porque lá o povo foi educado, desde criança, a respeitar as leis de transito, sem ser necessária a fábrica de multas.
Segurança real se faz com lombadas físicas e não com radares eletrônicos que não impossibilitam um veículo de andar em velocidades incompatíveis com a segurança e com motoristas que não se importam de pagar multas e arriscar a segurança e a vida dos outros. 

quinta-feira, 25 de julho de 2019

ELEIÇÕES 2.020 - MARKETING POLITICO


As eleições municipais serão no ano que vem.
A eleição mais importante que a população enfrenta é a municipal, pois, como dizia Ulisses Guimarães: O cidadão vive na cidade, e não no estado ou no país.
O comando da cidade tem influencia direta e imediata na vida dos munícipes, por isso a escolha deve ser bem feita.
Escolher prefeitos e vereadores e depois ficar se lamentando por quatro anos é o que realmente vem acontecendo. Poucas são as cidades que avaliam bem seus representantes políticos.
As cidades já começam a demonstrar movimentos sobre as campanhas eleitorais para prefeitos e vereadores.
Pré-candidatos procuram se juntar com forças politicas e sociais do município para pleitear o cargo.
É hora de a população começar a verificar quem procura quem e como será essa junção de forças.
Comecem a observar essas movimentações e a avaliar o que pode vir pela frente. Sua escolha na hora do voto pode e vai mudar sua vida.
Pode ser para melhor ou para pior.
Temos que ter consciência de que política não pode ser profissão. O bom político é aquele que, com espirito público, se candidata para servir o povo e não para se servir dele.
As eleições municipais vêm ai e a escolha é sua.
Depois não diga que foi enganado. Estude bem os candidatos e faça a escolha certa.
Política é a arte de fazer o bem, o resto é politicagem.


quinta-feira, 18 de julho de 2019

A SUSPENSÃO DOS DEPUTADOS


O PDT suspendeu das atividades partidárias Tabata Amaral e mais sete deputados federais que votaram favoráveis pela Previdência. A suspensão pode durar até 60 dias e é consequência da instauração de um processo disciplinar na Comissão de Ética contra os parlamentares que foram contra a decisão do partido.
Quando votamos nos deputados federais, votamos pelas suas propostas e porque acreditamos que serão os mesmos depois das eleições.
Mas isso não é verdade.
Os partidos têm donos que querem dizer aos parlamentares como devem votar, mesmo contra suas convicções pessoais e políticas.
Esse ranço na nossa democracia deve ser urgentemente retirado com uma reforma partidária, onde os deputados não fiquem sob o julgo de negociatas dos presidentes de partidos que determinam o pensamento e os votos dos parlamentares.
É inconcebível que em pleno ano de 2.020 ainda tenhamos que assistir esse tipo de ditadura partidária que esmaga a concepção de parlamento livre e democrático.
Não apenas o PDT, mas todos os partidos tem essa postura no Brasil.
Precisamos de deputados livres que possam realmente representar o pensamento de seus eleitores e votem a favor de suas convicções e não das convicções dos mandatários partidários.
É hora de nos livrar do obscurantismo e da subserviência dos donos de partidos e tornar nossos representantes autênticos em suas defesas e no que acreditam.
Termino esse comentário com a frase de Graça Amaral
É normal identificar-se com um partido político, ou até mesmo com um candidato político, mas, por favor, para isso não é preciso descartar o seu cérebro.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA


O Texto base da reforma da previdência foi aprovado pelos deputados.

Na prática a maior modificação é que ninguém mais vai se aposentar com menos de 62 anos mulheres e 65 anos os homens.
Vitória de Rodrigo Maia ou de Bolsonaro?
Em uma democracia, os projetos, como foi o caso da reforma da previdência, podem ter iniciativa do executivo ou do legislativo.
No caso da previdência, o executivo iniciou o processo e encaminhou para aprovação do legislativo.
Os deputados apreciaram na Comissão de constituição e justiça para saber se o projeto estava em conformidade com a constituição brasileira.
Após isso foi formada uma comissão especial para apreciar o texto e reformar o que e fazia necessário. (na opinião dessa comissão)
Na quarta feira os deputados, em plenário, aprovaram em primeiro turno o texto base da reforma.
Os destaques, modificações propostas pelos deputados, foram votados na quinta feira e hoje se espera que a segunda votação seja efetuada.
Após isso o projeto será encaminhado ao senado.  E depois para sanção presidencial.
Conclusão: a vitória não é nem dos deputados nem do Presidente da República.
A vitória é da democracia.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

O GÁS FATAL.


Sadi Paulo Castiel Gitz que era proprietário da Cerâmica Sergipe estava na plateia durante a abertura do "Simpósio de Oportunidades – um evento sobre Gás Natural em Sergipe”, em que participavam o governador de Sergipe e o ministro de Minas e Energia, se suicidou com um tiro na cabeça na frente de todos.
A empresa passava por dificuldades financeiras e estava em estado falimentar, o que levou a demissão em massa dos funcionários. 600 empregos diretos e indiretos foram afetados.
 Na nota em que anunciou a paralisação, a empresa acusou, justamente, o alto preço do gás cobrado pela concessionária estadual, a Sergipe Gás, como responsável pelo fechamento da fábrica.
Esse caso é preocupante e levanta um alerta vermelho com outras empresas brasileiras.
Não estão se dando conta de que várias empresas, de todos os tamanhos, estão passando por dificuldades, pois todas dependem de energia, água, combustíveis e insumos para sobreviver e, com as condições econômicas de nosso país, elas não conseguem acompanhar os aumentos nesses produtos, principalmente os aumentos de gás e gasolina, que afetam diretamente o preço de todos os produtos, enquanto o mercado não suporta aumentar os preços nos mesmos níveis, pois não teriam consumidores.
Falências, concordatas e demissões em massa são os cenários que hoje estão nos ameaçando.
Ou tomamos providencia urgentes, ou outros empreendedores poderão se desestabilizar e tomar medidas drásticas como essa.
É hora de ter um plano emergencial para o Brasil.
Os empreendedores já não aguentam mais.
Só para lembrar os mais incautos: Para ter emprego no Brasil, precisamos ter empresas funcionando e tendo condições de sobreviver.