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segunda-feira, 1 de junho de 2020

A MODERNA COMUNICAÇÃO POLÍTICA


Como fazer comunicação para mandatos e gabinetes
É impossível governar sem se comunicar. Uma administração silenciosa é tão impopular quanto uma que não gera obras ou ações.
Assim como um mandato parlamentar que não se comunica com seus eleitores está fadado ao malogro.
Comunicação para o Político é como o oxigênio que ele respira. Se parar de respirar morre.
Toda e qualquer ação política passa pela comunicação.
Historicamente, a comunicação governamental, é de natureza publicitária, ou seja, de divulgação de seus atos e ações utilizando-se da propaganda para veiculação na mídia.
A partir da conscientização dos profissionais de comunicação de que, apenas a propaganda já não impactava a população, observa-se o incremento das atividades de Jornalismo e Relações Públicas, para levar a mensagem até o cidadão com maior credibilidade.
O conceito de comunicação política vem sendo criado tendo como ponto comum a construção da cidadania.
A comunicação, no contexto político, vive uma verdadeira revolução na forma, conteúdo e veículos utilizados.
A comunicação no âmbito político, hoje é enxergada como estratégica e fundamental para qualquer cargo político e público.
Temos que considerar o quanto é relevante e o poder que a comunicação assume em uma democracia, e que ela precisa se pautar por políticas e técnicas de comunicação capazes de levar, efetivamente em conta os interesses da população.
A comunicação tem como premissa o interesse público. Os políticos tem como obrigação prestar contas a sociedade, pois essa é a razão de sua existência.
É preciso que os políticos tenham em mente que tem, como compromisso maior, a comunicação por eles gerado, diante dos altos gastos feitos com o dinheiro público.

Alias, lembrando Margareth Thatcher “Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos”.

A democracia pressupõe que se o serviço dos políticos são serviços públicos, a razão de sua existência são os cidadãos e a sociedade, por isso temos que avaliar se tem se dado a comunicação a importância que ela merece como meio de oxigenação e interlocução entres esses atores sociais e em defesa da cidadania.
O conceito de Comunicação Política e Pública nasce com o advento da Assessoria de Imprensa.
A Comunicação Política nasce da necessidade da interlocução entre população e políticos, de forma que se faça um intercambio de informações que possa levar a elucidação das ações políticas ao público e o grau de pressão e satisfação.
A ideia central é mostrar que o político hoje tem que conversar com a população. Apenas informar suas ações em formato de propaganda e publicidade, já não produz efeito. A abordagem única é a comunicação entre os entes políticos no mandato e a população de qualquer país que queira construir e solidificar sua democracia.
A comunicação política é ação, o imediatismo, o contato e interação que produz resultados reais em prazos delimitados. Nos ensina Ralph Murphine
Em qualquer partido político, organização governamental ou parlamentar, a comunicação pública e política é peça central. Não apenas para combater momentos de crise como para orientar públicos interno e externo, funcionários, assessorias e departamentos técnicos sobre objetivos, filosofia da instituição ou do político, estratégias etc.
Nesses períodos de transformação e profundas mudanças conjunturais e políticas, a comunicação é essencial. Não se pode esperar que apenas a grande mídia comunicasse para a população os assuntos políticos, principalmente nas pequenas e médias comunidades.
Numa sociedade fortemente mediatizada, os líderes são o elemento central da atividade política.
Infelizmente a maioria dos políticos e suas assessorias, colocam a comunicação política a serviço do político e não do cidadão. Isso se chama difusão do EGO. Fazem da comunicação ferramenta de propaganda e não de informar que seus atos beneficiam a população e onde está esse benefício.
A comunicação política deve ser vista como um meio pelo qual o político promove o bem-estar e o desenvolvimento da população.
A comunicação política deve se ater a difundir a ação e não promover o político.
Finalizando, a comunicação política, quando bem feita, cumpre papel importante ao contribuir com informação correta, plural e democrática para que o cidadão possa refletir sobre o mundo que o cerca e assim exercer a cidadania.
Como estamos vendo, a Comunicação Política pode e deve ser usada tanto pelo executivo como pelo legislativo e pelo Judiciário em qualquer das esferas (Municipal, Estadual ou Federal) resumindo, em todos os cargos eletivos tanto públicos como privados.
A comunicação política é a arte de falar aos cidadãos em seus termos e sua linguagem para envolvê-los nos processos do governo ou em um projeto político. Atualmente, os modelos mais eficientes de comunicação política têm tomado o cidadão como o centro da ação política e não a figura do político como era antes.
Provamos que o modelo de empoderamento dos cidadãos está ganhando força na maioria dos países democráticos. Por essa razão, a comunicação política como geradora de participação cidadã assume uma importância fundamental no avanço da democracia na região. Nos diz Israel Navarro.
Temos que dar uma guinada na comunicação política utilizada até hoje, onde a maioria destaca apenas as qualidades do seu assessorado político e as especificações de obras e serviços (quanto custou, o convenio, o esforço dos políticos, etc.).
As modernas técnicas de comunicação política nos mostram que as pessoas não compram especificação ou elogios, compram transformação. Não contou uma historia, não me mostrou o beneficio, não me colocou na cena usufruindo das benesses que o serviço ou obra vai me proporcionar, então não me interessa.
Ninguém que saber de especificação quer sim saber da solução e onde eles estão inseridos nessa solução.  O que vou receber com essa ação?
Contar uma historia, dizer qual benefício o cidadão recebe e onde ele esta inserido nessa historia é a condição de ter uma boa repercussão da notícia.
Hoje o ator principal é o cidadão, Político deve ser apenas o coadjuvante nas histórias.
Para ilustrar o quanto a comunicação é importante no mandato, vou contar o segredo do ovo da galinha.
Sabe por que você come ovo de galinha e não ovo de pata?
Para quem é do interior assim como eu, sabe que o ovo de pata é usado como remédio para anemia das crianças, pois eles contem muito mais ferro, e vitaminas que o ovo de galinha, é maior e se presta a fazer todas as receitas que se faz com o ovo de galinha.
Ora então porque comemos ovo de galinha e não de pata?
Simples: a Pata bota o seu ovo no meio de uma moita e não dá um pio sobre esse assunto,
Já a galinha bota o ovo no ninho e canta bem alto comunicando sua obra. (cocoricó vem ver minha obra!)
Então fica claro que, embora menor e com menos valor nutritivo, o ovo da galinha tem uma comunicação muito mais eficiente do que o ovo de pata e, com isso, se tornou o ovo mais vendido e consumido no mundo.
Quando o político não comunica suas ações, acaba deixando espaço para que a oposição divulgue a sua “Versão dos fatos” na maioria das vezes distorcida.
É preciso ocupar todos os espaços disponíveis.

Conclusão: “EM COMUNICAÇÃO VALE A VERSÃO, NÃO OS FATOS”. COMUNIQUE SEMPRE A SUA VERSÃO DOS FATOS.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

BRUMADINHO UM ANO DA TRAGÉDIA


Nesse sábado fará um ano da tragédia de Brumadinho.
O Rompimento de barragem da Vale deixou 270 vítimas.
Só agora o Ministério Público denunciou 16 pessoas por homicídio doloso e crime ambiental.
A denúncia conclui as investigações conduzidas pelo MP e pela Polícia Civil do estado. Cada uma das pessoas responde por 270 homicídios dolosos, número total de mortos contabilizados no episódio — 259 corpos encontrados e 11 desaparecidos.
Os denunciados tanto da Vale quanto da TÜV SÜD, apostaram muito alto ao fazerem vistas grossas à situação de risco daquela barragem.
O MP afirma que Vale e a TÜV SÜD emitiam declarações falsas de estabilidade desta barragem.
Ao longo desta semana, membros do Movimento dos Atingidos por Barragens realizam uma caminhada em protesto contra a morosidade das ações judiciais, dos reparos e a falta de responsabilidade da Vale. Partindo de Belo Horizonte, passaram por Pompéu nesta terça e planejam chegar a Brumadinho no sábado dia 25.
A minha questão é: Como repor as vidas ceifadas pela irresponsabilidade da Vale?
Pessoas que viviam em uma cidade tranquila e pacata, hoje vivem em depressão e ansiedade, pelo completo sentimento de inconformidade, incapacidade e impotência perante a tragédia e as ações até agora prestadas às vitimas e seus familiares.
Negócios que a sustentavam, atividades de renda, lazer e emprego foram do dia para a noite, completamente arrasados.
Crimes ambientais, atividades de reflorestamento, limpeza do rio Paraopeba, tudo isso pode ser recuperado, mas a dignidade e o orgulho dos moradores de Brumadinho, esses nunca mais.
Termino com  a famosa frase de Camões:
“Cesse tudo que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

BRASIL E IRÃ O QUE TEMOS A GANHAR E PERDER?


O Itamaraty divulgou uma nota na qual diz apoiar o que chama de "luta contra o flagelo do terrorismo" e condenou ataques recentes à Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Depois, o presidente Jair Bolsonaro reiterou essa posição.
Mas será que vale a pena para o Brasil mergulhar nesse conflito entre Estados Unidos e Irã?
O impacto pode ser sentido principalmente em duas áreas: comércio e segurança.
Só Brasil e Israel manifestaram até agora, apoio à ação militar do presidente americano.
O IMPACTO COMERCIAL
Será que esse posicionamento poderá afetar o comércio brasileiro com o país persa?
No ano passado, o Brasil exportou um volume total de 2,1 bilhões de dólares ao Irã. O saldo foi positivo pra balança comercial brasileira em pouco mais de 02 bilhões de dólares. Isso significa que o país vendeu muito mais aos iranianos do que comprou deles.
Mas ao analisar o impacto em setores agrícolas é que a relevância dessas trocas comerciais fica mais evidente. O Irã foi o segundo maior comprador de milho brasileiro, quinto maior importador da soja e sexto maior comprador de carne bovina brasileira em 2019, segundo dados do Ministério da Economia.
Fica claro que o Irã é um mercado importante e que seria interessante o Brasil manter. Não podemos nos dar ao luxo de dispensar tão importante parceiro.
A SEGURANÇA
Os diplomatas ouvidos pela BBC News Brasil disseram que estão receosos de que a decisão do Brasil de se posicionar no conflito entre EUA e Israel possa deixar cidadãos e diplomatas brasileiros que vivem no Oriente Médio em situação vulnerável.
Uma preocupação específica sobre segurança diz respeito a nações onde há forte atuação do Hezbollah, uma milícia xiita libanesa com fortes laços com o Irã.
"O efeito (na área de segurança) é nulo. O Brasil não é alvo, não é ameaça, não está no radar. Seria um grave erro se os governos daqueles países ou organizações daqueles países cometessem atos de violência contra representações brasileiras. Não creio que isso acontecerá." Argumenta o  professor de Relações Internacionais Carlos Gustavo Poggio, da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Nas redes Sociais, milhares de brasileiros foram ao Twitter  para postar memes e mensagens em que exaltam a amizade entre Brasil e Irã e se desculpam pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro de alinhamento ao governo americano, o que demonstra claramente que a população não quer briga com ninguém.
Como diz um ditado no mundo jurídico:
Antes um mau acordo do que uma boa briga

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

PESQUISA SOBRE DEMOCRACIA MARKETING POLÍTICO


Após o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, caiu o apoio à democracia como melhor forma de governo, aponta pesquisa Datafolha publicada no jornal Folha de S. Paulo.
Para 62% dos entrevistados, a democracia é sempre melhor que qualquer outra forma de governo. No levantamento anterior, realizado na semana do primeiro turno das eleições de outubro de 2018, esse índice era de 69%.
Cresceu de 13% para 22% a parcela da população para quem tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura. Permaneceu estável em 12% a fatia de entrevistados que diz ser preferível uma ditadura em certas circunstâncias.
Mas o que é democracia?
“A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo.”  – conceituava Abraham Lincoln.
Todos falam nela, mas será que sua definição é mesmo óbvia? Muitas pessoas explicariam que democracia é a presença de eleições. Mas também há eleições em ditaduras – como havia no Brasil durante o regime militar ou no Egito, em que o ditador ficou décadas sendo reeleito, ou na nossa vizinha Venezuela e até mesmo em regimes totalitários como a Coréia do Norte, um dos mais fechados que o mundo já viu. As eleições ajudam a dar uma máscara democrática e de legitimidade a um regime autoritário, mesmo que não sejam eleições livres e nem competitivas.
 A democracia é a pior forma de governo, mas não há nenhum sistema melhor que ela. – afirmava Winston Churchill.
A democracia é então a melhor forma de governo disponível?
Para muitas nações, a resposta provável é sim. Mas a democracia não acontece porque algo está escrito num pedaço de papel, mas está, acima de tudo, na cultura e no pensamento da sociedade.
A democracia brasileira está engatinhando. Somos nós que temos que construir a democracia que queremos e isso, está na expressão popular através do voto.
São as pessoas que nós colocamos no poder que dão forma a democracia, ou seja, somos nós os responsáveis pela democracia que se está apresentando no Brasil.
De nada adianta reclamar ou fazer pesquisas se nós, povo, não mudarmos quem está no poder e realmente dar a cara da democracia que estamos construindo e que queremos.
Ainda 62% da população brasileira afirma que a democracia é a melhor forma de governo, mas será que perguntaram de que democracia se está falando?
Termino com a frase de Leandro Karnal
"Democracia não é o paraíso, mas ela consegue garantir que a gente não chegue ao inferno".

Que 2020 traga novos ares à democracia brasileira.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

LULA LIVRE? Marketing Político


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi solto após 580 dias na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, como consequência da decisão do STF de mudar a interpretação sobre o cumprimento de pena após condenação em segunda instância. Mas o processo que o levou à cadeia segue correndo na Justiça, além de outros seis, em diferentes cortes.
A tendência é um acirramento no cenário do marketing político. Mas há muitos vencedores.
 Bolsonaro ganha com a saída de Lula, pois permite que o Presidente através de um discurso, reúna a direita em torno dele de novo contra o "inimigo vermelho". Muito melhor ter o lula como inimigo único do que ter vários adversários dentro da própria direita (Doria, Witzel, PSL, etc.).
A esquerda que estava desarticulada ganha uma voz, capaz de dar espaço midiático a um projeto alternativo ao do Presidente Bolsonaro. Mesmo com forte rejeição na sociedade, a capacidade de Lula se reconectar com o eleitor petista é grande.
O petista também continua inelegível, por conta da Lei da Ficha Limpa. Mas vamos entender o que está em jogo:
Lula foi inocentado do caso triplex?
Não, A decisão do STF sobre a prisão em segunda instância não tem qualquer reflexo nas decisões da Justiça comum sobre as acusações que o ex-presidente enfrenta, apenas que agora responde em liberdade.
Lula pode concorrer às eleições?
A lei da Ficha Limpa, como o próprio nome diz, determina que um candidato que tem a ficha suja (que foi condenado por um colegiado em segunda instância por crimes como corrupção e abuso de poder econômico) seja cassado e fique inelegível para cargos públicos por oito anos. O ex-presidente Lula é ficha suja desde que foi condenado em segunda instância, em 2018.
Ele pode voltar para a prisão pelo caso triplex? Ou por implicação em outros processos?
Mesmo antes da decisão em segunda instância, o próprio Ministério Público já havia pedido que o presidente progredisse para o regime semiaberto, caso cumprisse pagamento da multa de reparação. Por isso, é improvável que o caso do triplex o devolva à cadeia.
O que Lula fará após ficar livre?
Ao deixar a cadeia, Lula anunciou o desejo de fazer uma caravana pelo Brasil.
Quais são as demais questões judiciais do ex-presidente na Justiça?
1. Caso do triplex do Guarujá - Condenado em terceira instância
2. Sítio de Atibaia - condenado em primeira instância
3. Operação Janus - absolvido da acusação de dois crimes
4. Instituto Lula - propina da Odebrecht – virou réu acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
5.  Operação Zelotes - caças suecos e MP 471 – acusado de tráfico de influencia
6. Propina Odebrecht - empréstimo do BNDES indícios de recebimento de propina
7. “Quadrilhão do PT” - pedido de absolvição feito pelo MPF
8. Guiné Equatorial - tráfico de influência
9. Obstrução de justiça no caso Delcídio - absolvido
10. Mesada do Frei Chico - denúncia rejeitada, MPF recorreu.
 A imagem de Lula ficou muito abalada após a sua prisão. Ele tem contra si uma imagem pesada, ainda que seu processo seja objeto de questionamento na Justiça, com o recurso de suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que poderia anular seu processo.
Sergio Denicolli, diretor de big data da AP Exata acredita que: “Lula foi condenado e grande parte da população entende que ele é um criminoso. A maior parte do Brasil não comemorou sua saída e ele não tem mais o poder de levar tanta gente para a rua, apesar de sua oratória”.
Vamos esperar os próximos movimentos desse complicado xadrez.
ALEA JACTA ESTE – A SORTE ESTÁ LANÇADA.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O ÓLEO NAS PRAIAS BRASILEIRAS.


Praia de Tambaba, município de Conde, Paraíba.
Esse é o local da primeira aparição de manchas de óleo no Nordeste brasileiro, há dois meses.
Até agora não se sabe ao certo de onde veio nem o que teria provocado o derramamento, porém, centenas de praias foram afetadas e os nove estados da região registraram o aparecimento de manchas no litoral, ocasionando impactos ambientais e despertando a preocupação de todos os brasileiros.
Ainda não se sabe se o derramamento foi acidental ou proposital.
 Para a Polícia Federal, a origem do produto seria um navio grego, o Bouboulina, que passou próximo ao litoral brasileiro carregado de óleo venezuelano.
Até 23 de outubro, a contaminação havia atingido mais de 200 localidades de vários municípios dos nove estados da Região Nordeste.
 Um relatório da Marinha estimou que mais de mil toneladas de óleo haviam sido retiradas das praias nordestinas até o dia 21 de outubro.
O maior prejuízo está na matéria viva oceânica que pode sofrer danos, pois o óleo cru não é solúvel em água, portanto, poderá matar plantas, e animais marinhos.
O turismo é o principal setor que move a economia nordestina, com representação de 9,8% do PIB da região.
O cenário de baixo crescimento da atividade, devido ao aparecimento das manchas de óleo, somado com o desemprego, diminui a recuperação econômica do Nordeste.
Os dados de ocupação dos hotéis, pousadas e de faturamento dos restaurantes e bares já mostram forte queda, devido aos efeitos do derramamento. Esses efeitos, devem se intensificar durante o período da alta temporada.
Com certeza a imagem do Brasil está bastante negativa após consecutivas polêmicas e desastres envolvendo o meio-ambiente.
O turismo será reduzido, mesmo em outras regiões distantes, como Santa Catarina e Rio de Janeiro, por temor da possibilidade de contaminação.
A venda de pescados foi bruscamente afetada, trazendo prejuízos aos pescadores, restaurantes e comerciantes. Cinco estados suspenderam a atividade pesqueira.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deve decidir no início desta semana sobre a criação de uma comissão para investigar a origem do óleo.
E o maior prejudicado é o povo nordestino.
São necessárias medidas urgentes para diminuir o impacto econômico de mais uma tragédia brasileira.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

AS FERROVIAS E A VIAGEM DE BOLSONARO


      A recente visita do Presidente Bolsonaro a Arábia Saudita, nos trouxe noticias de que receberemos investimentos de mais de 10 bilhões para infraestrutura, comtemplando também investimentos em ferrovias.

Temos a certeza de que o crescimento do país passa pelo desenvolvimento das ferrovias de carga.

Fortalecimento desse tipo de transporte é fundamental para reduzir o custo-país, tornar a economia brasileira mais competitiva e contribuir para a proteção do meio ambiente, tão comentado atualmente.

Ao longo dos últimos 22 anos, as ferrovias brasileiras comprovaram que são exemplos bem-sucedidos de concessão de serviços à iniciativa privada:

 Ampliaram em mais de 195% a produção, de 137 bilhões para 407 bilhões de Tonelada por Quilômetro.

A movimentação de carga cresceu 125% desde 1997, de 253 milhões para 569 milhões de Toneladas em 2018.

A movimentação de contêineres experimentou um crescimento de mais de 140 vezes.

O número de empregos diretos e terceirizados no setor deu um salto de 127%: passou de 16.662, em 1997, para mais de 37 mil, em 2.018.

Essa evolução positiva também se deu em relação à frota, com aumentos de 183% no número de locomotivas e de 149%, no de vagões isso até dezembro de 2017.

Tivemos uma queda de mais de 86% no número de acidentes, levando as ferrovias brasileiras aos mais altos padrões internacionais de segurança.

Mesmo assim, hoje, o transporte de cargas por trilhos está longe de seu real potencial — especialmente para um país de dimensões continentais como o nosso.

Este é o momento de priorizar as ferrovias de carga brasileiras para:

Reduzir o Custo Brasil.

Elevar as exportações brasileiras e favorecer a balança comercial positiva.

Gerar novos postos de trabalho.

Reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Desenvolver uma cadeia logística integrada, mais racional, eficiente e produtiva.

O Governo Federal quer dobrar o transporte de carga por ferrovias, diz o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes, pois então que sejam bem vindos os investimentos externos na nossa malha ferroviária.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

BOLSONARO E O PSL SEGUNDO ROUND


Vamos entender o que está em jogo?
1 - controle do PSL – nessa guerra partidária interna, entre os bolsonaristas  e Bivaristas, começa porque a turma do Bolsonaro quer o controle total do partido, mas Bivar garante que " –  que  não irá entregar "de jeito nenhum" o comando da sigla;
2                                     - o controle da verba milionária do PSL – antes de Bolsonaro, o partido era nanico, mas, a reboque da popularidade do então candidato, elegeu a segunda maior bancada da Câmara e, graças a isso, tem direito a uma fatia considerável do  fundo partidário) e do fundo eleitoral;
3 – Quanto a saída ou não de Bolsonaro e de deputados do PSL – a cúpula do partido avalia a possibilidade de liberar Bolsonaro e cerca de 20 parlamentares considerados infiéis caso que eles abram mão do dinheiro do fundo partidário.
·                                          Esses deputados, no entanto, avaliam uma saída jurídica caso decidam deixar a sigla. Isso porque, nessa hipótese, correriam o risco de perder o cargo, já que o partido pode recorrer à Justiça Eleitoral se um parlamentar se desfilia sem justa causa                                                                  
·                                          O PSL se tornou o segundo maior partido da Câmara e a principal força governista no Congresso. A participação no fundo partidário saltou de R$ 9,7 milhões em 2018 para R$ 110 milhões em 2019 – e a expectativa é que, em 2020, o valor fique entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões.
·                     Já com relação ao fundo eleitoral, a previsão para o pleito do próximo ano é que a legenda receba quantia superior a R$ 200 milhões – graças aos mais de 10% de representação da Câmara dos Deputados.
·                     Esse dinheiro todo está sob administração dos dirigentes do partido – e eles respondem não a Bolsonaro, mas, sim, a Luciano Bivar, o presidente da sigla. É o mesmo Bivar que, na avaliação de Bolsonaro, está "queimado".
Como presidente do partido, Luciano Bivar tem influência direta sobre:
·                     distribuição dos fundos partidário e eleitoral;
·                     indicação de líderes do partido na Câmara e no Senado;
·                     distribuição de cargos no partido e nos diretórios e comissões provisórias dos estados e municípios.
Ou seja o que está em jogo é dinheiro e poder, como sempre.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

BOLSONARO E O PSL


Nessa semana o Presidente Bolsonaro deu sinais de que iria sair do PSL, partido pelo qual se elegeu.

Em várias votações, os membros do PSL votaram contra os interesses do Presidente da República, causando grandes desconfortos do executivo e seus ministros.
A pergunta que se fazia era: Como o partido do próprio Presidente vota contra os projetos que ele envia para a Câmara dos Deputados?
É realmente de se estranhar esses votos
Esse tipo de atitude não é entendida pela maioria da população.
Quais problemas Bolsonaro e seus seguidores políticos poderiam enfrentar caso levassem adiante o plano de sair do partido?
Congressistas e especialistas em direito eleitoral indicam três pontos:
1 – A relação do governo com o Congresso ficaria ainda mais tumultuada; pois o PSL é dono da segunda maior bancada e, obviamente, se a relação já não é boa tendo o Presidente da República no partido, imagine fora dele.
2 - Os deputados que saíssem do PSL poderiam perder seus mandatos na Justiça Eleitoral; e o PSL ficaria, a princípio, com os montantes dos fundos Partidário e Eleitoral, ou seja, os deputados sairiam do partido, mas não levariam com eles o direito ao fundo partidário, o dinheiro ao qual o partido tem direito por lei.
3 – Os deputados, mesmo se filiando a outros partidos, não levariam o direito ao tempo de televisão e rádio, que também o partido tem direito para as campanhas eleitorais.
Enfim a saída do Presidente Bolsonaro e dos deputados que o acompanhariam, só iria tumultuar mais ainda o que já está bastante tumultuado, ou seja, a relação do executivo nacional com os deputados federais, atrasando ou impondo novas condições nas aprovações dos projetos que possam beneficiar a população.
Mais uma vez, eles matam o pato, temperam o pato, assam o pato, degustam o pato, mas que paga o pato é o povo.