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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

INTERNACIONALIZAR A AMAZÔNIA


Enquanto na Amazônia apareciam focos de incêndio, o presidente francês, Emmanuel Macron, sugeriu na cúpula do G7 conferir um status internacional à Floresta Amazônica, caso os líderes da região não tomassem medidas para protegê-la em uma clara jogada de marketing político, pois seu prestigio anda bastante abalado em seu país.
Em resposta, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, ser "uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade". E que “deve ser tratada em pleno respeito à soberania brasileira".
Especialistas em Direito Penal Internacional concordam que um processo de internacionalização da Amazônia que desrespeite a soberania brasileira e envolva intervenção externa é juridicamente inviável.
No entanto, outros mecanismos internacionais, tanto jurídicos quanto econômicos, permitem responsabilizar o governo brasileiro por omissões na proteção do meio ambiente que prejudiquem a população.
As responsabilidades internacionais do Brasil em relação à Amazônia estão no âmbito dos compromissos assumidos em tratados da ONU sobre o aquecimento global, como o Acordo de Paris.
Nenhum desses tratados prevê a possibilidade de qualquer tipo de intervenção na Amazônia ou de tomada desse território caso o Brasil não cumpra com as suas obrigações.
Longe de uma intervenção, conferir um status internacional a um território considerado bem comum da humanidade impõe obrigações aos demais Estados, que devem ajudar a proteger e conservar este patrimônio. "Não cabe a nenhum país e nem à comunidade internacional o direito de intervir na gestão desse bem, ou pior ainda, invadir esse território para a proteção desse bem" afirmou a juíza Sylvia Steiner.
Em suma, os países podem cooperar para a preservação da Amazônia, mas cooperação imposta não existe e seria uma quebra da soberania nacional.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

DINHEIRO PÚBLICO PARA CAMPANHAS ELEITORAIS.


Como eu já havia falado em comentários anteriores, tirar dinheiro público para campanhas eleitorais é o maior escândalo para um país que ainda está em desenvolvimento.  Serão 3,7 bilhões de reais destinados a campanhas eleitorais em 2020 e não me venham dizer que a culpa é do marketing político.
O que mais causa indignação é que esses valores serão retirados de ações na saúde, educação, habitação e carências de todo tipo que o povo brasileiro tanto necessita.
Enquanto vemos reportagens sobre hospitais que não tem estrutura para atendimento, escolas que não conseguem entregar o mínimo de dignidade pedagógica aos alunos e professores, além de suas estruturas não oferecerem condições mínimas de uso, o dinheiro público vai para financiar campanhas eleitorais.
Devemos urgentemente repensar essa situação, ou teremos cada dia mais a população contra os políticos, que, por esse tipo de postura, vem abastecendo a rejeição cada vez mais forte por essa função.
A politica que deveria ter uma visão positiva no Brasil, cada dia mais é vista como um câncer na sociedade.
Lembrando mais uma vez Margareth Tacher ex primeira ministra britânica: Não existe dinheiro público, existe dinheiro retirado das famílias.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O PACTO DOS TRÊS PODERES #marketingpolítico


Os presidentes dos três poderes resolveram assinar um pacto a favor das reformas em 10 de junho.

O pacto prevê união dos esforços entre os três poderes em torno de uma agenda com cinco pontos:
Reforma da Previdência, reforma tributária, pacto federativo, segurança pública e desburocratização.
O Brasil vive uma crise de empregabilidade e de dificuldades econômicas. A ideia é se consolidar formalizando um pacto "a favor da retomada do crescimento".
Os últimos acontecimentos envolvendo os três poderes revelaram, na verdade, um jogo de egos feridos e uma comunicação capenga entre os poderes.
Um emaranhado de fofocas e ataques grotescos permearam a internet e os noticiários nos últimos tempos.
Quem primeiro se ressentiu disso, foi o Congresso Nacional, que foi atacado na sua presidência e em vários membros da casa, além de não serem respondidas as questões sobre as reformas.
Agora chegou aos sustentáculos da democracia, ou seja, as pilastras de sustentação: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Esse pacto veio em uma tentativa de apagar o fogo que esta consumindo a democracia brasileira, que é formada pelos três poderes.
De nada adiantara esse pacto, se houver continuidade de ataques e fofocas, principalmente vindos da família do Presidente da República e de representantes do governo e seus aliados.
Torça para que esse pacto de frutos benéficos à população brasileira e que mais uma vez, não seja o povo quem vai pagar o pacto. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O SENADO BRASILEIRO E A ELEIÇÃO DE PRESIDENTE MARKETING POLÍTICO


O comportamento dos Senadores brasileiros, na eleição do presidente da casa. beira a loucura ou a constatação de quem ainda estamos elegendo.
Foi uma clara demonstração da luta pelo poder, sem medir qualquer consequência que dela poderia advir.
Berros, roubos de pastas, presidente de mesa que não era presidente, candidatos retirando suas candidaturas, voto a mais na urna, neguinho votando duas vezes, senador abandonando a presidência da mesa para fazer xixi na hora do voto, chingamentos, discussões e apelações.
Tudo isso nos leva a lembrar de Calígula e seu cavalo Incitatus.
Há quem diga que Calígula nomeou Incitatus Senador, para demonstrar seu desprezo pelos senadores da época, um bando de gente sem espinha que só queria os favores do trono. (ficou parecido com algum Senado que você conhece?).
A cavalgadura Incitatus tinha 18 assessores, dispunha de fortuna pessoal (colares de pedras preciosas, manjedoura de ouro) e usava mantas nas cores reservadas ao imperador (e ai? Parece com alguém que você conhece?).
Custava caro Incitatus; mas até que seu mandato saiu barato, porque besteiras pelo menos não fazia.
Bons tempos aquele. Incitatus se contentava com feno e alfafa, não dava muita importância às honras com que o presenteavam (uma estátua de mármore em tamanho natural, com base em marfim, por exemplo), e ao que se saiba jamais pleiteou cargos na administração para si ou para parentes, nem fraudou o orçamento (Será que temos algum Senador assim?).
O cavalo Incitatus jamais recebeu sequer os salários referentes ao cargo; ignorava solenemente os múltiplos auxílios, ajudas, verbas, passagens. Nepotismo então, nem pensar. Sua ficha era limpa, cândida — como cândida deveria ser a túnica de um candidato, sem mancha. (Ó Céus onde temos políticos assim?).
Triste espetáculo o que tivemos que assistir promovido pelos nossos senadores. Foram coices para todos os lados. Nem Incitatus se comportou assim no Senado.
Será que um dia eles pensarão mais em nós e menos neles?
Termino esse comentário com a frase de Charlenildo Martins Silva:
O extremismo contemporâneo político está nos levando ao ápice da loucura.
(Esse texto foi baseado em um artigo do meu amigo Carlinhos Brinckman).

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

PROPAGANDA OU COMUNICAÇÃO - MARKETING POLÍTICO


Há muito os profissionais em técnicas de propaganda e comunicação política tem insistido para que os governantes não usem tanto a propaganda durante seus mandatos e sim usem comunicação.

Parecem a mesma coisa, porem as diferenças são gritantes.

A propaganda política é usada para convencer as pessoas que uma coisa é muito boa para ela e que ela não pode ficar sem consumir isso ou aquilo.

Na comunicação política, informa-se o que se tem e deixa para que as pessoas tirem suas conclusões.

Vamos pegar dois exemplos:

Hoje estamos assistindo o governo federal insistir com propaganda tentando convencer a população de que a reforma da previdência é uma coisa boa.

A população está vacinada contra esse tipo de propaganda que abusou, e ainda abusa do poder de convencimento.

O Prefeito de São Paulo, João Dória, que usou e abusou, corretamente, da propaganda no período eleitoral, esqueceu que já está no governo e continua tentando usar as mesmas estratégias de convencimento durante seu mandato, o que está acarretando total descredito de sua comunicação.

Os políticos devem aprender de uma vez por todas que a população cresceu em seu discernimento e que sabe bem o que é propaganda e o que é comunicação.

Comuniquem o que estão fazendo e deixem que o povo julgue se está certo ou errado

Tentar convencer, durante o mandato, de que você é o melhor do mundo, é cair no ridículo e no descrédito.

A população aprendeu a separar o joio do trigo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

CIRO GOMES PRESIDENTE? MARKETING POLÍTICO


Ciro Gomes está em plena pré-campanha rumo às eleições presidenciais de 2018. Agora abrigado no PDT, o ex-ministro e ex-governador do Ceará preenche sua agenda com debates em universidades e visitas a meios de imprensa, tudo para criar, ele diz, uma "corrente de opinião" capaz de levá-lo ao posto de candidato preferencial do campo progressista de preferência sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no páreo. 

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, acredita que uma possível ausência de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2018 deixe o debate mais focado nas questões do país.

A pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República foi anunciada pelo PDT em dezembro de 2015. Desde então, o ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula viaja pelo país e investe em declarações controversas para ganhar terreno entre os eleitores de esquerda.  

Ciro Gomes já passou por diversos partidos e, agora, se estabelece como sendo de centro esquerda.

O grande problema para as eleições de 2.018 será a fragmentação dos candidatos de centro.

Se não houver uma coalizão dos candidatos de centro, dificilmente eles passarão para o segundo turno.

Ciro disputará ideologicamente com Geraldo Alckmin a posição de representante do centro, que deverá ter mais alguns candidatos nesta posição.

À esquerda e a direita estarão, até o presente momento, representadas por apenas um candidato de ponta, ou seja, Lula e Bolsonaro, o que os fortalece na possibilidade de ir a um segundo turno.

Apresenta-se um ambiente eleitoral muito parecido com o de 1989 que teve 11 candidatos a Presidência da República.

Com a apresentação de vários candidatos ao cargo, estima-se que um candidato que tenha de 30 a 35 por cento dos votos, no primeiro turno, estará apto a ir ao segundo turno das eleições presidenciais. E ai será outra eleição com outras demarcações ideológicas.

O grande desafio que tem Ciro Gomes será aglutinar em sua volta todas as forças de centro para se tornar um candidato viável e com condições de desbancar uma das pontas ideológicas, esquerda ou direita assumindo como único candidato de centro a se apresentar no primeiro turno.

Missão difícil, beirando o impossível.

Mas em política se diz que de cabeça de juiz, bumbum de criança e urna, qualquer coisa pode sair.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O CANDIDATO LULA - MARKETING POLÍTICO


Liderando as últimas pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é também, contraditoriamente, um dos que concentram a maior rejeição entre os eleitores.
Na pesquisa Ibope, publicada no dia 29 de outubro, o petista aparece com 35% da preferência dos brasileiros.

Mas o que isso quer dizer realmente?

Primeiro que as pessoas estão respondendo pelo grau de lembrança o que chamamos de reccal e não necessariamente pela expressão do seu voto.

O último levantamento do Ibope não apurou (ou não quiseram divulgar) os números de rejeição, mas, índices de outros institutos, como o Paraná Pesquisas, apontam para um percentual de 54% do eleitorado dizendo que não votaria de jeito nenhum no ex-presidente Lula.
Tal rejeição só deverá crescer na campanha.

Condenação, a esta altura, é o que menos importa.
Em 2018, o Lula nas urnas será o “Lula corrupto”, descrito por Doria, Alckmin, Bolsonaro, Ciro e tantos outros que irão pleitear o cargo.

Nenhuma propaganda eleitoral deixará de lembrar os fatos descobertos na Operação Lava Jato – dos pedalinhos de Atibaia aos recibos de Glauco Costa Marques, - dos vídeos de Marcelo Odebrecht e Joesley Batista ate a famosa carta de Palocci, seu fiel escudeiro.
Está claro e evidente que o grande problema do candidato Lula será a rejeição de 54% que a população brasileira tem a seu nome.

Para analistas, Lula está com o maior índice possível de intenção de votos para agora (35%) e só irá crescer sua intenção de votos, se conseguir diminuir a rejeição a seu nome.
Tarefa bastante difícil.

Lula tem um público muito fiel a seu favor, que o defende pelo acesso ao consumo e as políticas sociais que beneficiaram essas pessoas durante seus dois mandatos.
É o público que ele está abraçando na caravana que está fazendo pelo interior do País.

São esses os eleitores que vão dar força e mostrar o apoio que ele ainda possui.
Ao mesmo tempo, uma parte da classe que ascendeu a classe média, que viu seu poder de compra cair nos últimos anos, principalmente durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff  do PT, é responsável por este volume nos números de rejeição a Lula.

O melhor cenário para ele seria um grande numero de candidatos, dividindo essa rejeição, que, historicamente, é muito difícil de reverter.
Por enquanto, ele deve manter distancia das grandes cidades, onde o seu nível de rejeição é maior.

Assim como Lula, outros políticos, de uma maneira geral, que também estão sendo investigados pela Lava Jato, terão rejeição.
A população terá que escolher a partir dos candidatos que tem a disposição, mas, os nomes que apareceram até agora tem dificuldade de se desvencilhar dessa imagem da corrupção.

Acredito que Lula se beneficia pela sensação de estabilidade econômica que o país teve em seu governo.
Ele larga na frente dos concorrentes porque o eleitor avalia o voto com base no que o Brasil era quando ele foi presidente, e pela lembrança de seu nome, enquanto que os outros candidatos nunca foram presidentes, ou seja, não há o que comparar ou lembrar, pelo menos na cabeça do eleitorado.

O enigma da esfinge a ser decifrado por Lula será
Rejeição versus aceitação.

Decifre-o ou será devorado.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

MARKETING POLÍTICO - DENUNCIAS CONTRA TEMER


HOJE VAMOS FALAR SOBRE AS DENUNCIAS CONTRA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MICHEL TEMER.
A PRIMEIRA DENUNCIA FEITA PELA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA  - A FAMOSA PGU - DIZIA RESPEITO A CORRUPÇÃO PASSIVA E FOI ORIGINÁRIA DA FAMOSA GRAVAÇÃO DOS IRMÃOS BATISTA.
ESSA DENUNCIA FOI PARA A COMISSÃO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA E TEVE PARECER DESFAVORÁVEL A CONTINUAÇÃO DA DENUNCIA.
FOI PARA O PLENÁRIO DA CAMARA E FOI REJEITADA TAMBEM PELOS DEPUTADOS.
A SEGUNDA DENUNCIA: TEMER, PADILHA E MOREIRA FRANCO SÃO ACUSADOS DE INTEGRAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE TERIA RECEBIDO AO MENOS 587 MILHÕES DE REAIS EM PROPINA.
O PRESIDENTE TAMBÉM É ACUSADO DE OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA, A PARTIR DE UMA CONVERSA GRAVADA PELO EMPRESÁRIO E DELATOR JOESLEY BATISTA, SÓCIO DO GRUPO J&F.
A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, A CCJ, TEVE O PARECER DO RELATOR LIDO NESTA SEMANA E DEVE IR A PLENÁRIO PARA VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS NO PRÓXIMO DIA 17.
MAS ENTÃO ISSO QUER DIZER QUE O PRESIDENTE TEMER E SEUS DOIS MINISTROS NÃO SERÃO INVESTIGADOS POR ESSAS DENUNCIAS?
É ISSO QUE ESTÁ MAL EXPLICADO.
O QUE OS DEPUTADOS ESTÃO VOTANDO AGORA É PARA QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO SEJA INVESTIGADO ENQUANTO NO CARGO.
ISSO QUER DIZER QUE ASSIM QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ENCERRAR SEU MANDATO, ESSAS INVESTIGAÇÕES SERÃO EFETUADAS.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO AGORA É APENAS PRORROGAR AS INVESTIGAÇÕES, PARA QUE NÃO SE TENHA INTERRUPÇÃO DO MANDATO.
BOA PARTE DOS DEPUTADOS JUSTIFICOU SUA POSIÇÃO DIZENDO QUE, NO MOMENTO, O MAIS IMPORTANTE É RECUPERAR A ECONOMIA A PARTIR DAS REFORMAS ESTRUTURAIS TOCADAS POR TEMER.
SERÁ QUE ELES TÊM RAZÃO?
OS EMPREGOS COMEÇARAM A SER RECUPERADOS,
NESTA SEMANA FUNDOS INTERNACIONAIS EMITIRAM PARECER DIZENDO QUE O PIB BRASILEIRO SERÁ MAIOR DO QUE O PREVISTO.
A ECONOMIA COMEÇA A REAGIR.
MANTER A ESTABILIDADE POLITICA É MANTER A MESMA FILOSOFIA ECONOMICA.
CADA VEZ QUE MUDA UM GRUPO NO PODER, CRIA-SE A EXPECTATIVA DO QUE VAI MUDAR NA ECONOMIA E, NORMALMENTE, OS INVESTIDORES PARAM DE MOVIMENTAR AS FINANÇAS, AGUARDANDO O QUE SERÁ IMPLANTADO COM A NOVA ADMINISTRAÇÃO DO PAÍS.
ESTABILIDADE POLÍTICA DESAGUA SEMPRE EM ESTABILIDADE ECONOMICA.
 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

MARKETING POLÍTICO - FINANCIAMENTO ELEITORAL: A ENCRUZILHADA



VAMOS FALAR SOBRE O FINANCIAMENTO PARA CAMPANHAS ELEITORIAS, OU SEJA, DE ONDE VAI SAIR O DINHEIRO PARA FAZER A PROPAGANDA ELEITORAL.
USAR DINHEIRO PÚBLICO PARA FINANCIAR CAMPANHAS E PARTIDOS É UMA MEDIDA BASTANTE DISCUTÍVEL, MAIS AINDA NESTE MOMENTO EM QUE OS PARTIDOS EM GERAL ATINGEM O AUGE DA FALTA DE CREDIBILIDADE.

PELO MOMENTO E PELA MANEIRA COMO ESTÁ SENDO APROVADO NO CONGRESSO NACIONAL, O FUNDO PARA FINANCIAMENTO DE CAMPANHA, FICOU PARECENDO UM GRANDE REMENDO COSTURADO NA ÚLTIMA HORA PELOS CACIQUES PARTIDÁRIOS, PARA GARANTIR A IRRIGAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS, NAS PRÓPRIAS CAMPANHAS ELEITORAIS EM 2018.
AS POLÊMICAS EM TORNO DO “FUNDÃO” COMEÇAM PELAS FONTES DE ONDE SERÃO EXTRAÍDOS OS RECURSOS PARA CONSTITUÍ-LO.

PARTE DE SUA COMPOSIÇÃO VIRÁ DA NÃO EXECUÇÃO DAS EMENDAS PARLAMENTARES, OUTRA PARTE DO HORÁRIO PARTIDÁRIO EM RÁDIO E TV NOS ANOS NÃO ELEITORAIS.
O HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO CONTINUA.

MAS O QUE SÃO ESSAS EMENDAS PARLAMENTARES?
SÃO OS FAMOSOS RECURSOS QUE OS DEPUTADOS PASSAM DO ORÇAMENTO DA UNIÃO E DOS ESTADOS, PARA AS PREFEITURAS PODEREM COMPRAR EQUIPAMENTOS PARA SAÚDE, PARA CONSTRUIR CRECHES E ESCOLAS.

OS DEPUTADOS ALEGAM QUE ESSE DINHEIRO JÁ EXISTE,
REALMENTE ESSE DINHEIRO JÁ EXISTE E SERÁ DIMINUIDO EM 30%.

E QUAIS AS CONSEGUENCIAS DISSO?
VOCE QUE ESTA LENDO, TERÁ MENOS 30% DE SAUDE, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, TRANSPORTE, ASFALTO E OUTRAS NECESSIDADES DA SUA CIDADE, PORQUE ESSE DINHEIRO IRÁ PARA FINANCIAR AS CAMPANHAS ELEITORAIS.

OS DEPUTADOS ALEGAM QUE O DINHEIRO É PÚBLICO.

AQUI TEMOS QUE LEMBRAR MARGARETH TACHER QUE DIZIA: “NÃO EXISTE DINHEIRO PÚBLICO, O DINHEIRO E DAS FAMÍLIAS”, OU SEJA, É UM DINHEIRO QUE SAIU DE SEU BOLSO, ATRAVÉS DOS IMPOSTOS QUE VOCE PAGA E QUE TODOS NOS PAGAMOS EM TODAS AS COMPRAS E ATÉ NAS CONTAS DE ÁGUA E LUZ.
OU SEJA, AS EMPRESAS FICARAM PROIBIDAS DE FAZER DOAÇÃO E QUEM PAGA A CONTA DAS CAMPANHAS ELEITORAIS AGORA É VOCE.

BOA TROCA NÃO?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

UBER VERSUS TAXISTAS: OS INTERESSES (E MEDOS) DOS POLÍTICOS


Os deputados impuseram barreiras aos aplicativos de transporte de olho no voto dos taxistas. Mas a decisão, ao que tudo indica, não irá muito longe

Reza uma antiga lenda dos corredores do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas que o parlamentar que ousar contrariar os interesses de taxistas – categoria representada das capitais aos rincões do país – não se sustenta no cargo após uma eleição. Verdade ou não, fato é que o dito ainda assombra os políticos, conforme ficou bem claro durante a análise do projeto que regulamenta os aplicativos digitais de transporte, como Uber, 99 e Cabify.
A tramitação da matéria, criada em junho do ano passado, foi tão rápida quanto a formação de carreatas organizadas por taxistas na porta do Congresso. A categoria, unida e volumosa, via no texto a esperança de impor um entrave ao avanço explosivo de multinacionais em um setor historicamente dominado por ela.
O projeto inicial era a menina dos olhos dos taxistas. Desenhado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), secretário de Transportes de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy, o texto exigia que somente poderiam transportar passageiros individuais com fins remuneratórios aqueles que fossem fiscalizados e disciplinados pelo poder público, portassem um taxímetro físico e carregassem a tradicional placa luminosa com a palavra “táxi”. Sequer disfarçava o objetivo de enterrar a concorrência.
Sem seguir o rito tradicional dos projetos que passam pela Câmara dos Deputados, o texto aterrissou direto no plenário no fim do ano passado. Quase foi votado, mas prevaleceu a promessa que tentava equilibrar os interesses envolvidos: a proposta pegaria um atalho em uma comissão especial, onde todas as partes seriam ouvidas, antes de ir finalmente a voto. O rito acabou não sendo seguido. O projeto foi incluído na pauta do plenário na semana passada, às pressas.
O relator foi escolhido e anunciado momentos antes, após outros dois congressistas se recusarem a assumir a missão. Havia resistência em entrar em rota de colisão com algum dos lados – os taxistas, acompanhados da fama eleitoral, ou as novas plataformas, bem avaliadas pela opinião pública?
Nos bastidores, alardeou-se que as rodadas de negociação comandadas na Presidência da Câmara haviam resultado em um acordo entre representantes dos motoristas tradicionais e os dos que aderiram às novas tecnologias: o sistema de transporte por aplicativo ficaria autorizado, cabendo a cada município delimitar regras de funcionamento, como requisitos de acesso e o pagamento de tributos.
Se houve acordo, ele durou pouco. Na hora de votar, cada parlamentar mirou o próprio futuro político. Ligados aos sindicalistas, partidos de esquerda seguiram o apelo dos seus velhos cabos eleitorais, em número cada vez mais reduzido. À frente do projeto, o PT tenta se reconectar às categorias que o sustentaram em suas origens, mas que já não se sentiam mais representadas pelo partido. PSOL e PCdoB seguiram o mesmo caminho.
Pelas mesmas razões, outros congressistas voltaram-se às suas bases, a maioria delas localizada no interior, onde os serviços oferecidos pelos aplicativos ainda não chegaram. Há estados onde não há nem previsão para a chegada do Uber, por exemplo. Quase todos os parlamentares de Rondônia, por exemplo, optaram por dificultar um sistema que nem mesmo chegou à região.
Houve ainda os congressistas que, para não comprar briga com nenhum dos lados, nem apareceram para votar. Nada menos que 100 deputados fugiram do embate e não compareceram à sessão. Sabiam que a votação, conforme fora previamente acordado, aconteceria de forma nominal, de maneira que seus nomes e suas posições seriam amplamente divulgadas.
Como consequência da necessária regulamentação dos serviços como o Uber, o texto final resultou em um duro revés para os novos modelos digitais. Apesar da alta aceitação dessas ferramentas nas grandes capitais, a maioria dos deputados decidiu que, para circular, os veículos terão de incorporar ares de táxi, com placa diferenciada e concessão pública.
O resultado da votação foi festejado. Taxistas que lotavam as galerias do plenário e circulavam tranquilamente entre os parlamentares entoavam gritos como “Eu sou taxista, com muito orgulho, com muito amor” ao mesmo tempo em que abraçavam as excelências que os apoiaram – uma reverência cada vez mais rara no Parlamento, assolado por denúncias de corrupção.
Para o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, a decisão pró-taxistas era esperada. “Os deputados trabalham por região, e não no estado todo. Agora ele vai virar para o taxista e falar: ‘Está vendo? Eu votei a seu favor. Agora é hora de trabalhar para mim’”, afirmou. “Quem forma opinião mesmo é o vendedor de quitanda, é quem trabalha nas farmácias, é o taxista ou é o cabeleireiro. Eles têm contato direto com a população e uma credibilidade que pode influenciar no voto.” A mesma condição, diz Manhanelli, não pode ser conferida aos motoristas de Uber e dos demais aplicativos, já que eles não se organizam em sindicatos nem têm uma liderança popular consolidada.
“As regiões nas quais não há essa inovação tecnológica tiveram um lobby ainda mais forte dos taxistas. A esquerda, de forma geral, perdeu a opinião pública e dedica-se a trabalhar para nichos, e o Congresso, acuado, começa a votar na defensiva. Os deputados estão tentando garantir a sua reeleição. Todo mundo tem medo de enfrentar corporação aqui”, afirmou o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), o relator escolhido de última hora.
Após a esperada aprovação da matéria, deputados favoráveis aos taxistas – como Cabo Daciolo (PSOL-RJ), Laudívio Carvalho (SD-MG) e Carlos Zarattini (PT-SP) – desfrutam o estrelato nas páginas virtuais dos principais sindicatos do país. Dão entrevistas, são congratulados e também parabenizam a categoria pela “vitória”.
A festa dos taxistas, porém, pode não durar muito. Tudo indica que o texto aprovado pela Câmara não será mantido pelo Senado, por onde terá de passar antes de virar lei. O Palácio do Planalto, que tem poder de veto sobre o tema, também já sinalizou que não tem simpatia pelo modelo aprovado pelos deputados, e que gostaria de deixar a decisão de permitir ou não os serviços dos aplicativos a cargo de cada município. Enquanto isso, tudo continua como está – não há prazo nem para os senadores nem para o Planalto decidirem sobre a questão.
 
FONTE: http://veja.abril.com.br/politica/uber-versus-taxistas-os-interesses-e-medos-dos-politicos/
 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MARKETING POLÍTICO - No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.

Comparado a Jânio, prefeito de São Paulo investe em ações baratas e de resultado rápido
O GLOBO
POR 
SÃO PAULO - Eleito sob o mote de "João Trabalhador", criado para atenuar a imagem de empresário milionário e elitista, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), dedicou seu primeiro mês de mandato a cumprir uma agenda popular e performática. Em sua "estreia" à frente da administração, se vestiu de gari. Desde então, em compromissos diários, inclusive nos fins de semana, já foi pedreiro, ciclista e até cadeirante, para testar a acessibilidade das calçadas. - Dinheiro, a gente não tem, mas a gente tem criatividade. E com criatividade a gente consegue fazer obras - disse ele nesta terça-feira, emendando: - Vamos continuar no mesmo ritmo. Vamos continuar nesse ritmo pelos quatro anos. Tenho trabalhado 16, 17 horas por dia, inclusive nos domingos. Eu e muitos secretários estamos no mesmo ritmo. Com dinheiro curto, Doria apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos, como o programa de zeladoria urbana batizado de "Cidade linda". Principal foco de sua gestão até agora, as ações tiveram ampla repercussão, mas a busca por um noticiário positivo não o livrou de polêmicas. Na mais recente delas, declarou verdadeira guerra aos pichadores na cidade: mais de 40 pessoas já foram detidas. Ele também decidiu apagar os murais da Avenida Vinte e Três de Maio desenhados há dois anos, o que incomodou artistas e urbanistas. Autorizadas pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015, as pinturas eram chamadas de "maior mural de grafite a céu aberto da América Latina". Após a repercussão negativa, o prefeito anunciou a criação de uma espécie de museu a céu aberto para abrigar grafites em diferentes pontos da cidade. Uma de suas promessas de campanha, o aumento da velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê virou alvo de disputa judicial. A pedido de uma associação de ciclistas, a Justiça barrou a mudança, sob o argumento de que traria riscos ao trânsito. Doria recorreu da decisão e conseguiu revertê-la. Para não aumentar a tarifa dos ônibus, outro compromisso eleitoral, o prefeito e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, elevaram o valor da integração entre ônibus e transporte sobre trilhos para acima da inflação. O caso também foi parar na Justiça, que barrou a medida em sucessivas decisões. Em sua estreia à frente da administração de São Paulo, João Doria varreu a Av. Paulista vestido de gari. Agenda popular e performática dá o tom do início de sua gestão. Uma das apostas de Doria é o programa de zeladoria urbana batizado de “Cidade linda” Ao lado do governador Geraldo Alckmin, Doria toma café em um bar próximo à prefeitura, após a assinatura do termo de repasse do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS). O prefeito apostou em ações de visibilidade que dão resultados imediatos e exigem poucos investimentos. Doria se tornou alvo de protestos, após apagar grafites e pichações na Av. 23 de Maio, o que incomodou artistas e urbanistas. O governador Geraldo Alckmin, João Doria e Vice-Prefeito Bruno Covas participam da missa em celebração ao aniversário da cidade de São Paulo na Catedral da Sé. Ao lado do presidente Michel Temer, Doria vai ao ato Nacional em Memória às Vitimas do Holocausto. Doria ainda retirou um veto à apreensão de pertences de moradores de rua pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), decreto criado durante a gestão Haddad. À imprensa, disse que a determinação servia apenas para que a GCM pudesse acompanhar os trabalhos das secretarias de Direitos Humanos e Assistência Social, e que a retirada de objetos não iria acontecer. Formado em comunicação, Doria demonstrou que terá um cuidado especial com o marketing na sua gestão, seja para dar nomes curiosos aos programas - como o "Corujão da saúde" - ou na dedicação em alimentar as redes sociais. Em tempos de pouca verba para investir em publicidade, as plataformas digitais têm sido os principais canais de divulgação do prefeito. Na internet, ele conta como é comandar a maior cidade do país, e sua exposição tem rendido comentários positivos e sugestões. Especialista em marketing político, Carlos Manhanelli comparou a postura de Doria com a de Jânio Quadros, que também comandou a capital paulista na década de 1980: - Doria é a cópia fiel do Jânio, que também se fantasiava e foi um grande ícone da política brasileira. Como comunicador, ele sabe como chamar a atenção dos jornalistas e se apresentar. Durante a campanha, criou a imagem do herói, do grande empresário que viria para resolver os problemas, e essas ações (se vestir de gari, varrer a rua) humanizam o político. Para Carlos Melo, cientista político do Insper, Doria busca atrair a atenção para si e desviar o foco de promessas que não podem ser cumpridas ou que vão demorar a sair do papel: - Tem uma parte do eleitorado que é sensível ao espalhafato, ao prefeito vestido de pedreiro. Diante das primeiras dificuldades, ele vai criando fatos, tentando chamar a atenção para outras coisas. Isso é ruim do ponto de vista da maturidade política, institucional. O prefeito tem que administrar não limpar a praça. No primeiro mês de mandato, João Doria tenta desviar atenção de promessas.
 

 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MARKETING POLÍTICO - COMUNICAÇÃO: A ESTRATÉGIA DE DÓRIA QUE DEU CERTO


Quem não se comunica, se trumbica!" Essas palavras do Chacrinha foram levadas muito a sério pelo prefeito de São Paulo, João Doria, e, segundo especialistas, têm mostrado resultado. É possível ver que a propaganda do “João Trabalhador”, como quer ser chamado, tem dado certo pela avaliação de eleitores na página pessoal do prefeito no Facebook.
Em tempos de pouco dinheiro para publicidade, as redes sociais do prefeito têm sido o principal canal de interação entre ele e o eleitorado. A média de publicações na página dele são de 25 por semana e costumam contar o dia no comando da maior da cidade do País. A exposição tem rendido a ele comentários positivos sobre o desempenho e sugestões sobre o que fazer.
Logo no primeiro dia de prefeito, Doria deixou claro que a sua estratégia é estar presente. No início da manhã do dia 2, o prefeito apareceu vestido de gari para limpar a rua em um mutirão de limpeza. No mesmo dia, ele prometeu que estaria nas ruas uma vez por semana nos próximos quatro anos.
A foto dele com o tradicional traje verde de gari já virou um símbolo nestes 17 dias de gestão. Com foco na comunicação, o prefeito também ganhou a mídia espontânea.
Balanço divulgado pela prefeitura mostra que, nas duas primeiras semanas, Doria fez 12 ações e programas. Todos amplamente divulgados nas redes sociais do prefeito.
O principal é o “Corujão da Saúde”, que já iniciou os atendimentos e realiza exames e reavaliação de pacientes. Foram credenciados 20 hospitais particulares para atender a população, entre eles os hospitais do Coração (HCor), Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz.
Entre os outros pontos positivos ressaltados estão o contato da Secretaria Municipal de Saúde com pacientes para acelerar a fila da espera por exames, a ação para eliminar pernilongos na região do Rio Pinheiros e o programa Cidade Linda.
Comunicação
Ao site Exame.com, o cientista político e especialista em marketing eleitoral Carlos Manhanelli resumiu: “Doria é um homem de mídia e sabe como chamar os jornalistas e se apresentar”. O especialista afirmou ainda que em comunicação política não adianta fazer um mandato muito bonito e não falar o que está fazendo.
“O Haddad achou que fazendo uma cidade mais humana, com ciclovias e ruas abertas, e as pessoas iam reconhecer. Se nem ele divulgou e deu o devido valor, por que o cidadão daria?”, diz o cientista político.
O cientista político e professor no curso de Administração Pública e Governo na FGV/SP, Francisco Fonseca também atestou em 2014 que ex-prefeito Fernando Haddad não soube fazer um bom trabalho de comunicação em um artigo chamado Os grandes e pouco divulgados avanços do governo Haddad”. Depois de listar uma série de melhorias que o petista promoveu na capital, ele destacou a lacuna:
“Falta, contudo, ao Governo Haddad, melhorar significativamente sua comunicação com a população – por meios diversos, sobretudo os populares –, saindo do cerco elitista dos privilegiados que querem a priorização do automóvel individual, o baixo valor de seus IPTUs nos bairros de classe média alta e a cidade voltada aos negócios, ao capital e ao consumo. A batalha da comunicação é uma batalha política, tal como as analisadas aqui”.
Crítica
A estratégia de Doria, entretanto, esbarra em críticas. Em artigo publicado no HuffPost Brasil, a vereadora Sâmia Bonfim (PSol) afirma que o marketing do prefeito não se sustenta. "O povo tem anseios e necessidades urgentes, que não serão resolvidas enquanto a prioridade da prefeitura for posar para fotos. No malabarismo para aparentar ser trabalhador, Doria distancia de sua agenda qualquer compromisso real com o interesse social", argumenta.