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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

MARKETING POLÍTICO - DENUNCIAS CONTRA TEMER


HOJE VAMOS FALAR SOBRE AS DENUNCIAS CONTRA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MICHEL TEMER.
A PRIMEIRA DENUNCIA FEITA PELA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA  - A FAMOSA PGU - DIZIA RESPEITO A CORRUPÇÃO PASSIVA E FOI ORIGINÁRIA DA FAMOSA GRAVAÇÃO DOS IRMÃOS BATISTA.
ESSA DENUNCIA FOI PARA A COMISSÃO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA E TEVE PARECER DESFAVORÁVEL A CONTINUAÇÃO DA DENUNCIA.
FOI PARA O PLENÁRIO DA CAMARA E FOI REJEITADA TAMBEM PELOS DEPUTADOS.
A SEGUNDA DENUNCIA: TEMER, PADILHA E MOREIRA FRANCO SÃO ACUSADOS DE INTEGRAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE TERIA RECEBIDO AO MENOS 587 MILHÕES DE REAIS EM PROPINA.
O PRESIDENTE TAMBÉM É ACUSADO DE OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA, A PARTIR DE UMA CONVERSA GRAVADA PELO EMPRESÁRIO E DELATOR JOESLEY BATISTA, SÓCIO DO GRUPO J&F.
A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, A CCJ, TEVE O PARECER DO RELATOR LIDO NESTA SEMANA E DEVE IR A PLENÁRIO PARA VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS NO PRÓXIMO DIA 17.
MAS ENTÃO ISSO QUER DIZER QUE O PRESIDENTE TEMER E SEUS DOIS MINISTROS NÃO SERÃO INVESTIGADOS POR ESSAS DENUNCIAS?
É ISSO QUE ESTÁ MAL EXPLICADO.
O QUE OS DEPUTADOS ESTÃO VOTANDO AGORA É PARA QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO SEJA INVESTIGADO ENQUANTO NO CARGO.
ISSO QUER DIZER QUE ASSIM QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ENCERRAR SEU MANDATO, ESSAS INVESTIGAÇÕES SERÃO EFETUADAS.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO AGORA É APENAS PRORROGAR AS INVESTIGAÇÕES, PARA QUE NÃO SE TENHA INTERRUPÇÃO DO MANDATO.
BOA PARTE DOS DEPUTADOS JUSTIFICOU SUA POSIÇÃO DIZENDO QUE, NO MOMENTO, O MAIS IMPORTANTE É RECUPERAR A ECONOMIA A PARTIR DAS REFORMAS ESTRUTURAIS TOCADAS POR TEMER.
SERÁ QUE ELES TÊM RAZÃO?
OS EMPREGOS COMEÇARAM A SER RECUPERADOS,
NESTA SEMANA FUNDOS INTERNACIONAIS EMITIRAM PARECER DIZENDO QUE O PIB BRASILEIRO SERÁ MAIOR DO QUE O PREVISTO.
A ECONOMIA COMEÇA A REAGIR.
MANTER A ESTABILIDADE POLITICA É MANTER A MESMA FILOSOFIA ECONOMICA.
CADA VEZ QUE MUDA UM GRUPO NO PODER, CRIA-SE A EXPECTATIVA DO QUE VAI MUDAR NA ECONOMIA E, NORMALMENTE, OS INVESTIDORES PARAM DE MOVIMENTAR AS FINANÇAS, AGUARDANDO O QUE SERÁ IMPLANTADO COM A NOVA ADMINISTRAÇÃO DO PAÍS.
ESTABILIDADE POLÍTICA DESAGUA SEMPRE EM ESTABILIDADE ECONOMICA.
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

MARKETING POLÍTICO - A Era Vargas e a Era PT

Cenários econômico e político acirrados se repetem mais de 50 anos depois

Jornal do Brasil

As recentes declarações do ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), sobre a campanha negativa pela qual passa a presidente Dilma Rousseff voltaram a suscitar comparações entre o contexto atual com o do presidente Getúlio Vargas, primeiro com a crise econômica decorrente da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e depois com a crise política.
No Congresso, em homenagem aos 61 anos da morte de Vargas, Dias relacionou a “campanha difamatória” do ex-presidente à sofrida por João Goulart, Leonel Brizola e a presidente Dilma, “uma campanha intensiva de tantos quantos querem impedir que o Brasil avance, se democratize”, discursou o ministro pedetista, acrescentando que “mudam os atores, mas o cenário é o mesmo”.
Especialista em marketing político que já participou de mais de 200 campanhas eleitorais, Carlos Manhanelli reitera que, mesmo na economia, o cenário é similar e que mudam apenas os atores sociais.  Segundo ele, troca-se os Estados Unidos de 1929, que deu fôlego à crise do café, pela China de agora, que preocupa o cenário mundial, tal como ocorreu com a quebra da Bolsa de Nova York.
“Agora, tal como ocorreu com a bolsa de Nova York arrebentando o Brasil, uma crise externa atinge o país. Tal como em 29, a crise prejudicou o mundo inteiro, e não só o Brasil. A China, agora, é a grande capitã da nau do mercado mundial e o timão está nas mãos dela. O mundo está alerta porque ele está escorregando”, analisa Manhanelli.
A única diferença, segundo o analista político, é a forma como o remédio para o problema é apresentado. “A doença da crise econômica é a mesma, com a diferença de que em Vargas havia a imposição do remédio, enquanto na democracia de Dilma Rousseff ela precisa provar para a população que esse remédio não fará mal”, compara.
Tal como no cenário getulista, em que a crise do café afetou, sobretudo, a elite paulista e o presidente fez oposição à política do café com leite (a alternância de poderes entre as oligarquias São Paulo e Minas Gerais), as dificuldades econômicas de agora deterioram a popularidade da petista, com mais força em São Paulo, reduto dos tucanos, e com sede em Minas Gerais, ninho do senador Aécio Neves (PSDB), algoz de Dilma nas eleições e um dos principais defensores da deposição da presidente.
Para o cientista político Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), a ideia de impeachment, levada como ameaça e chantagem, é o elemento de similitude entre as duas figuras políticas. Tanto no caso da petista quanto do trabalhista, a crise política se acirra no segundo governo – no segundo mandato de Dilma e no chamado segundo período varguista, quando o presidente é eleito por voto direto.
“Há semelhanças, sim. O que muda é o contexto histórico: Vargas estava numa luta ideológica para que se implantasse um governo sindicalista e a direita estava mais organizada. Há, hoje, um colapso das instituições – dos partidos, do Congresso – e não há perspectiva para a direita, porque ela sequer consegue apontar uma saída, no caso de um impeachment da Dilma”, analisa Fornazieri.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DISSIDENTES DO PMDB NÃO TERÃO FORÇA CONTRA GRUPO DE TEMER




Diário Comercio e Industria.
19/09/11 - 00:00; POLÍTICA


São Paulo - Ainda que tenham se rebelado contra a Comissão Provisória que dirige o PMDB paulista, peemedebistas ligados ao ex-governador Orestes Quércia dificilmente vão conseguir impor à legenda a realização imediata de eleições nos diretórios municipais que sofreram intervenção da Executiva estadual. Os consultores de marketing político Carlos Manhanelli (Manhanelli Associados) e Cristiano Noronha (Arko Advice) entendem que dois pontos fragilizam as reivindicações dos "rebeldes": a falta de uma liderança para reivindicar a realização das eleições e ainda a forte influência que o vice-presidente Michel Temer passou a ter na legenda desde a morte de Quércia em dezembro passado.

Para Manhanelli, o PMDB histórico ficou no passado.

"O PMDB histórico tinha Montoro, Covas, Quércia, Fleury e não houve renovação. Eu acho que esse grupo simpático ao Quércia tem o direito de 'espernear', mas não creio que vá mudar alguma coisa. O grupo do Temer chega para ficar", afirma.

Noronha entende que os dissidentes conseguirão, no máximo, dificultar, mas não impedir que Temer imponha seu domínio ao PMDB paulista.

"O grande problema que eu vejo é que não tem quem aglutine, não tem uma liderança. De outro lado, o Michel Temer é bem articulado. Toda a mobilização para a troca de comando em São Paulo se fez ao lado dos deputados estaduais", aponta.

O consultor da Arko Advice completa que não vê muita alternativa aos quercistas.

"Eles [aliados do ex-governador] podem se acomodar diante dessa nova realidade ou sair. Esses quadros precisam entender que o Brasil não é a Argentina, onde sobrevive o Peronismo, onde as pessoas se confundem com os partidos. Quando lideranças como um Leonel Brizola ou um Orestes Quércia morrem, os movimentos políticos que eles lideraram tendem a se enfraquecer porque é impossível você ter um substituto à altura", explica Cristiano Noronha.

Contexto nacional

Os dois estudiosos também avaliaram o desconforto vivido pelo PMDB nacional, seja por conta da proximidades do processo eleitoral ou pelas trapalhadas do líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que teve sua credibilidade abalada pela recente indicação de dois políticos com ficha suja para o Ministério do Turismo.

"O PMDB, com a proximidade da eleição, já tem acenado que a parceria com o governo vai continuar no plano institucional, mas que a legenda vai ter candidaturas próprias no ano que vem e em 2014", lembra Carlos Manhanelli.

Já Noronha sinaliza que, embora fragilizado, Henrique Alves tem tempo para reverter a desconfiança. "A eleição à mesa diretora da Câmara será em fevereiro de 2013. Então ele tem tempo para reverter o quadro", finaliza.