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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

FAKE NEWS


Começou essa semana uma comissão parlamentar na Câmara Federal para discutir as fake news. 
O primeiro problema é conceituar o que é esse fenômeno que ganhou as páginas dos noticiários de todo o país.
Fake News são noticias falsas ou deturpação de um fato, que é colocado como verdade.
Foram muito usadas nas guerras e nas campanhas eleitorais de todas as formas.
Panfletos eram jogados de avião no território inimigo para que se espalhassem noticias falsa ou deturpada para a população, levando a ter informações e conceitos errôneos.
Da mesma forma, impressos foram utilizados em campanhas eleitorais para disseminar falsos fatos sobre políticos e candidatos.
O que assistimos hoje, através da internet, é uma explosão do uso dessas mensagens pela facilidade de produção e difusão por qualquer pessoa.
Nesse universo estão vídeos e áudios adulterados, em que uma imagem de um indivíduo ou personalidade pode pronunciar um discurso ou um texto de forma fabricada.
Fabricam-se fatos e versões completamente deturpadas e, com tal consistência de parecer verídico, que muitas pessoas passam a acreditar piamente neles.  
O mais importante para que uma fake news se torne altamente prejudicial, é a versão de um fato verdadeiro, onde, através desta versão deturpada, se envereda para o caminho da inverdade sobre um fato verdadeiro.
Isso coloca uma pseuda credibilidade a versão, levando incautos a até compartilharem e aumentarem a abrangência da fake news.
Concluindo: Chama-se fake porque são noticias e informações forjadas, falsificadas, alteradas, fabricadas e inventadas sobre fatos. Pode-se pegar um fato verdadeiro e distorcê-lo, tornado o fato meio verdadeiro meio falso. Pode- se inventar um fato. O problema não está somente em ser fake, mas no caráter maligno, para destruir reputações.
Usada nas campanhas eleitorais, as fake news pode ter tanto um sentido negativo, para prejudicar um candidato, quanto positivo, para fortalecer a imagem de um dos concorrentes usada como alternativa destrutiva ao verdadeiro marketing político eleitoral.
O mais importante é que devemos ficar atentos e não acreditar em tudo o que é veiculado, principalmente sobre políticos e candidatos.
Checar em sites oficiais te dará a certeza de que a noticia é ou não verdadeira.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

GANHAR A ELEIÇÃO É UMA COISA, GOVERNAR É OUTRA BEM DIFERENTE.


Em 1º de janeiro de 2019 iniciou-se o governo de Jair Bolsonaro.

Foi candidato vitorioso e hoje é Presidente do Brasil.

Bolsonaro terá dois desafios de curto prazo. Na economia, com vertente e filosofia de direita, terá que impor uma agenda rígida, com corte de gastos e controle da inflação.
Se conseguir enxugar os gastos públicos, vai sobrar dinheiro para investir em saúde, educação e conter a inflação.
No Congresso Nacional, o presidente que foi deputado federal por 28 anos, terá que consolidar uma base aliada densa e fiel para aprovar projetos do seu Governo, entre eles a Reforma da Previdência.
Bolsonaro conhece os meandros do parlamento e já começa com aliados fortes: bancada da bala, ruralistas, evangélicos e o PSL seu partido que elegeu a segunda maior bancada da Câmara.
Na dimensão pessoal e governamental terá outros desafios.
O primeiro é alterar sua postura de candidato, para uma condição de líder. Deve, portanto, modificar seu discurso que foi eficiente para uma eleição assentada em ódio, medo e rejeição, para uma comunicação dentro dos limites da liturgia do cargo e, por isso, ser capaz de dialogar com as várias forças políticas, inclusive a oposição, e com a sociedade brasileira.
Bolsonaro apresenta personalidade forte e carismática e, mesmo assim, criou superministérios, descentralizando o poder.
Na dimensão governamental, transformar em ações o que foi prometido em campanha, serão muitos os desafios.
Urgente é a pauta da segurança pública: o combate à corrupção e à criminalidade, ambos os males que matam, direta e indiretamente, milhões de brasileiros.
Outro ponto é como desburocratizar o Estado e, com isso, ser capaz de dar maior agilidade e respaldo ao ímpeto dos empreendedores, gerando emprego e renda e, não menos importante, melhorar a infraestrutura e diminuir o “custo Brasil”.
Veremos, em breve, se Bolsonaro será realmente a tão aguardada virada de página, ou apenas novos capítulos, de uma história já bem conhecida.
“Ortega y Gasset sentenciou: ‘O homem é o homem e sua circunstância”
Então esperemos que o futuro presidente, esteja à altura das responsabilidades que lhe serão impostas, nos âmbitos político, econômico e social.
Como diria Cesar antes de suas batalhas no Império Romano: Álea Jacta Est, ou seja: A sorte está lançada. 

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Estratégia de adversários é ignorar Lula nas eleições 2018 - Marketing Político

Um consenso entre as campanhas é que, quanto menos o ex-presidente for lembrado, citado ou até atacado diretamente, menor será sua capacidade de transferir votos em um futuro próximo.

Os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto nas eleições 2018 vão tratar da figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, com cuidado nos debates entre presidenciáveis, nos programas eleitorais ou nos discursos de campanha, evitando transformá-lo em um alvo ou uma figura recorrente. No debate da RedeTV, que será realizado na sexta-feira, 17, o púlpito reservado ao candidato petista permanecerá vazio.

 

Um consenso entre as campanhas dos adversários do petista é que, quanto menos ele for lembrado, citado ou até atacado diretamente, menor será sua capacidade de transferir votos em um futuro próximo (provavelmente para o vice, Lava Jato). Parte dessa estratégia foi explicitada nesta quinta-feira, 9, durante o debate na TV Bandeirantes, ocasião em que Lula foi mencionado raríssimas vezes. O mesmo irá acontecer no debate da RedeTV!.

“Para mim, Lula é carta fora do baralho”, afirmou Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. Na verdade, a estratégia do deputado é a de continuar se apresentando como o principal antagonista do PT e das esquerdas de um modo geral – mas as críticas não serão dirigidas à figura do ex-presidente.

A campanha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve seguir um caminho parecido. O foco de Alckmin em discursos e nas redes sociais será buscar o eleitorado que está “bolsonarista”. Isso implica explorar o antipetismo – mas sem mencionar a figura do ex-presidente.

Considerada como uma das principais herdeiras de votos do ex-presidente, caso ele não possa concorrer, Marina Silva (Rede) só fala de Lula quando provocada. Segundo a coordenadora de campanha, Andrea Gouvea, não há uma estratégia clara sobre não falar de Lula, mas “quando o Haddad virar candidato, o assunto certamente fará parte do debate”. 

A postura menos clara é a de Ciro Gomes (PDT). Embora o candidato também tenha como estratégia não atacar ou dar um excessivo “cartaz” ao ex-presidente, ele não tem conseguido se desviar do tema com facilidade. Nesta terça-feira, 14, em debate promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), em Brasília, Ciro questionou: “Quem é o candidato à Presidência do PT? Lula. Então por que Haddad vai para os debates?”. E continuou: “O PT é meu adversário. Acho que Haddad não tem de participar dos debates. Somos bastante amigos. O problema não é ele, é o PT”.

Haddad não poderá participar do debate da RedeTV. De acordo com as normas aprovadas pelos partidos, o púlpito do candidato que não comparecer ao programa ficará vazio. “Tal candidato será excluído dos ciclos de perguntas e respostas.”

A estratégia do presidenciável Alvaro Dias (Podemos) é a de não tratar Lula como candidato. Segundo interlocutores, Lula será lembrado na campanha do Podemos pelos escândalos de corrupção que envolveram o PT. Dias vai continuar atacando a gestão petista, atribuindo a eles e ao presidente Michel Temer a crise do País. A preocupação da campanha é a de não legitimar o ex-presidente como concorrente ao Planalto.

O nome de Lula estará na fala de pelos menos dois candidatos: Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). Meirelles irá ressaltar sua participação como ministro nos governos do ex-presidente e tentará mostrar seu protagonismo na ocasião. Em alguns momentos, poderá até se colocar como “parceiro” do petista. As críticas ao PT serão dirigidas ao período da presidente cassada Dilma Rousseff.

Já Boulos seguirá legitimando o nome de Lula como concorrente à Presidência. Uma das raras “aparições” do ex-presidente durante o primeiro debate entre os presidenciáveis foi na fala do candidato do PSOL, que deu "boa noite" ao petista,  disse que ele também deveria estar no debate e criticou sua prisão. A expectativa é de que ele continue sendo lembrado nos discursos políticos do presidenciável. Reservadamente, um interlocutor da campanha admitiu que, para o eleitorado mais à esquerda, que disputa com os petistas, a crítica à prisão do ex-presidente tem uma importante função eleitoral.

Para analistas, estratégia de rivais de Lula é correta


A estratégia dos adversários de ignorar Lula na disputa está correta, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Carlos Manhanelli. “Falar no Lula desperta uma emoção no eleitorado que não é boa para os concorrentes. Se fizerem isso, vão acabar fortalecendo a estratégia petista de leva-lo até o último segundo para depois substituí-lo”, afirmou, lembrando que na reeleição do petista, em 2006, o slogan era parecido com o de agora: “Lula de novo, com a força do povo”. O eleitorado do ex-presidente não é petista, mas lulista, disse Manhanelli. Isso faz com que qualquer lembrança dele, por seus adversários, só acabe por fortalecê-lo”.

Para o analista político Ibsen Costa Manso, da ICM Consultoria, o mito de Lula se alimenta das notícias, fatos e até críticas ao redor dele. “Isolá-lo dos fatos políticos seria a melhor estratégia. O material de campanha do ex-presidente apela à memória do eleitorado. Então, as outras campanhas precisam trabalhar no sentido de deixá-lo fora do processo”, disse. Na avaliação do cientista político Roberto Gondo (Mackenzie), o único candidato que pode trazer Lula com mais força para o debate ou o horário eleitoral é Ciro Gomes. “Ele tem essa coisa teatral. Pode trazer essa história da traição petista em relação à sua campanha, pode fazer com que a figura do Lula tenha destaque”,
fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,estrategia-de-adversarios-e-ignorar-lula-nas-eleicoes-2018,70002452232

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O QUE É UMA CAMPANHA ELEITORAL? - MARKETING POLÍTICO

Campanha eleitoral. Basta ouvir isso que já nos arrepiamos.

Diferentemente de países como os Estados Unidos da América, onde a visão da politica é positiva, aqui em nosso país, a visão é altamente negativa.

A campanha eleitoral tem como base a participação popular na escolha de seus representantes, e isso é levado muito a sério lá nas Américas.

Mas, vamos conceituar o que vem a ser uma campanha eleitoral.

Campanha eleitoral são as datas permitidas para que os partidos e seus candidatos se apresentem para a população em busca de votos.

É a propaganda política dos candidatos a cargos executivos e legislativos, em época de eleição, de acordo com prazo e normas estipulados por lei.

 É nesse período que cada candidato tem a chance de se promover, fazer-se conhecer pelos eleitores, angariar votos dentro das regras e dos limites de seu território eleitoral.

A divulgação de uma campanha eleitoral normalmente se faz pela mídia - jornais, televisão, rádio, revistas, internet, folhetos, etc.

Aqui no Brasil temos agora a figura da pré-campanha que pode ser efetuada a qualquer tempo, dentro das regras e leis estabelecidas.

Como estamos vendo, uma campanha eleitoral é uma campanha de propaganda e publicidade, ou seja, propagar e publicitar algo, em nosso caso as candidaturas.

Como toda boa campanha de propaganda e publicidade, não se consegue faze-las sem custo.

Tem que ter um bom consultor de marketing, uma boa agencia de propaganda e publicidade, jornalistas, produtoras de TV e Rádio, designs, gráfica, gerenciamento de internet, etc.

Tudo isso tem um custo, assim como qualquer campanha que pretenda propagar algo.

Você já imaginou o quanto a coca-cola gasta em propaganda e publicidade para que você saiba que ela existe?

Pois bem, a campanha eleitoral, e tem o nome de campanha por isso, é uma campanha de propaganda e publicidade.

Todos os gastos que a coca cola têm para chegar até você, uma campanha eleitoral também tem, menos as inserções em rádio e TV que aqui no Brasil são gratuitas.

Em todos os demais, os custos são idênticos.

Tem que se contratar empresas especializadas e profissionais que vivem do que fazem.

Não tem como trabalhar de graça para nenhuma campanha.

Esses profissionais vivem disso.

Enquanto o eleitor brasileiro não atingir a maturidade suficiente para entender que os políticos são os que vão fazer a diferença na sua vida e que devem ter uma visão positiva da política, viveremos querendo tirar alguma coisa dos candidatos.

Alias os candidatos foram quem acostumaram mal os eleitores, dando bolas de futebol, chaveirinhos, canetas, caixas de cerveja, e todo tipo de brinde em troca do voto.

Temos que os escolher como nossos representantes, com o critério de que farão algo melhor e positivo depois de eleitos para melhorar a vida dos eleitores.

Política não pode ser profissão. Política tem que ser missão.

Termino esse comentário de hoje com uma frase adaptada por mim:

QUEM NÃO NASCE NA POLITICA PARA SERVIR, NÃO SERVE PARA VIVER NA POLÍTICA.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A VISÃO POLÍTICA NO BRASIL E NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


Há muito tempo o jargão utilizado por brasileiros era: O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil.
Alguns brasileiros ainda têm isso como pura verdade.
Mas, até onde isso realmente pode ser verdade?
Na politica, e nas campanhas eleitorais, muito se tem copiado o que os americanos fazem para fazer também aqui no Brasil.
Há pouco tempo tivemos o caso da Cambridge Analytica, onde se revelou o escândalo da captura de informações do Facebook para fins eleitorais na campanha de Trump.
Uma empresa nacional chegou a fechar acordo para trazer isso para as campanhas eleitorais aqui do Brasil, mas com o escândalo e sua repercussão, teve que cancelar esse acordo.
Nas campanhas do Presidente Obama, chegou aos nossos ouvidos de que a Internet foi o grande eleitor da campanha presidencial americana.
Eu estive nos Estados Unidos acompanhando as três ultimas campanhas presidenciais americanas dentro da George Washington University’, juntamente com 15 consultores políticos brasileiros, aonde os estrategistas das duas principais campanhas vieram nos mostrar as estratégias e os últimos spots usados na TV e rádio para convencer os eleitores.
Em uma das palestras destes estrategistas, um deles chamou a atenção dos consultores brasileiros presentes e nos alertou no seguinte sentido (isso na reeleição do Presidente Obama):
Vocês no Brasil compraram a ideia de que a campanha do Presidente Obama teve a internet como grande ferramenta de cooptação de votos e persuasão de eleitores. Devo dizer que vocês estão enganados. A internet ajudou sim, e muito a campanha, mas atentem-se para duas diferenças fundamentais entre a politica nos Estados Unidos e a política no Brasil: Aqui nos Estados Unidos a politica tem uma visão positiva, ou seja, as pessoas torcem e apostam em seus candidatos buscando-os na internet.
No Brasil a visão de politica é negativa.
Aqui nos Estados Unidos a TV e o Rádio são pagos, ou seja, cada segundo de propaganda eleitoral é pago pelo candidato e não tem horário eleitoral gratuito.
Isso posto, pela política americana ter uma visão positiva, os eleitores entram na internet para doar dinheiro a seus candidatos.
Um americano entra no site do candidato e autoriza o debito em seu cartão de crédito, da parcela de 10 dólares por mês até chegar em 100 dólares, para que seu candidato o represente.
Esse dinheiro é usado para pagar todas as contas da campanha, inclusive TV e Rádio.
No Brasil, por ter uma visão negativa de política, é cultural no eleitor querer tirar alguma coisa do candidato. Mas isso não é culpa apenas do eleitor.
Até pouco tempo, candidatos davam bola de futebol, camisa para time, chaveiros, canetas, rodada e grades de cerveja e todo tipo de brinde. Ou seja, o eleitor acostumou a receber e tirar alguma coisa do candidato e nunca a dar alguma coisa para ele ou para sua campanha.
Isso se tornou cultural e ainda vai demorar um pouco para tirar esse vício dos eleitores. (ou síndrome de Gerson: levar vantagem em tudo)
Falei tudo isso para chegar à vaquinha virtual, que foi autorizada pela nova legislação a ser feita para arrecadar fundos para campanhas eleitorais, e que pode começar a arrecadação agora em 15 de Maio.
A vaquinha virtual vem substituir a doação de empresas para candidatos.
A contribuição a candidatos, pelos eleitores, é uma atitude altamente democrática e louvável em campanhas eleitoras. O que nos resta é torcer por uma mudança de cultura do eleitor que, em muitos casos. ainda vê o candidato como fonte de recursos materiais e não como seu legitimo representante na esfera política.
Que venha a vaquinha, mas que venha em formato transparente e legalizado, para ser uma ferramenta democrática e não mais uma forma de esconder recursos de campanha.
Estamos aqui torcendo para que a vaca não vá para o brejo.
Carlos Manhanelli, Jornalista, Mestre em Comunicação, Consultor Político e Presidente da ABCOP Associação Brasileira dos Consultores Políticos.
 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

POLÍTICO NÃO É DEUS


O grande erro do homem comum é transformar em seita o que deveria ser apenas um partido político e coloca no patamar divino qualquer cidadão que seja bom de conversa.

O que faz tanta gente acreditar por anos e anos, que alguém nasceu para salvar um país?

O que passou na cabeça de milhões de alemães que aceitaram com tanto entusiasmo o caminho proposto por alguém como Adolf Hitler?

E o que uma multidão de italianos enxergaram no sonhador Benito Mussolini que queria restaurar o império romano?

A crença do homem comum em que pode se ter na figura de qualquer politico um salvador da pátria, é o que transforma partidos políticos em seitas e mistura empatia com devoção.

Políticos tornam-se Deuses, e Deuses não erram, não enganam, jamais geram dúvidas.

Com esse pensamento, os brasileiros podem, nas próximas eleições, fazer surgir um novo Messias, o que pode levar o Brasil a um buraco muito grande.

Como diz o Professor Kleber Carrilho: Tenho a sensação de que ainda não conseguimos entender que precisamos de um projeto para o Brasil, e não de mais um pai ou mãe.

Está ficando claro a frase da revolução dos bichos: Todos são iguais, porém alguns são mais iguais que os outros.

domingo, 4 de março de 2018

COMUNICAÇÃO ENTRE OS POLÍTICOS E A POPULAÇÃO. MARKETING POLÍTICO


A comunicação entre políticos e a população, vem mudando muito rapidamente.

Nas décadas de 50 e 60 e até recentemente nos anos 2.000 tivemos grandes ícones políticos, que a maioria da população acreditava e idolatrava.

Figuras como Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek e Jânio Quadros que criou a famosa febre janista, contagiavam multidões que saiam as ruas para defendê-los e reverencia-los.

Tudo o que diziam tinham apenas uma mão de direção: eles falavam e a população na sua maioria concordava.

Após o período militar, e apresentação dos últimos candidatos que se lançaram como salvadores da pátria, a comunicação toma outros rumos.

Já não se tem a grande maioria simplesmente concordando com o que falam os políticos.

Concomitantemente com isso, cresce o acesso a informação através da TV e rádio, que chegam aos mais remotos rincões desse país.

Soma-se a isso o advento da internet que multiplica esse acesso.

A população em sua quase totalidade começa a receber informações e a ser informada dos bastidores mais sórdidos das gestões políticas, tanto governamentais quanto parlamentares.

O judiciário começa a expor as fissuras das condutas dos políticos.

A cada dia que passa, os políticos perdem mais e mais sua credibilidade.

A única solução e o que deve prevalecer é a comunicação entre os políticos e a população, mas a comunicação da verdade.

O que fortalece a democracia é justamente essa interação entre as partes que compõem o principio democrático.

A comunicação política é o oxigênio da democracia, título de meu ultimo livro.

A hora que o diálogo entre políticos e população cessar, teremos então estabelecida uma ditadura.

Como dizia Antônio Ermírio de Morais “há uma nítida diferença entre estadista e politico. O estadista é alguém que pertence a nação; o político é alguém que pensa que a nação lhe pertence.”

Senhoras e senhores vêm ai o XIII Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Politico que irá discutir justamente o momento em que vive essa comunicação política.