terça-feira, 22 de setembro de 2015

MARKETING POLITICO - COMO FAZER UM BRIEFING ELEITORAL?

                                                                                                                     Helder de Carvalho
Nesse texto vamos falar de Briefing. O que é, para que serve e se é mesmo tão importante assim.
Antes de pensarmos em qualquer estratégia é preciso realizar uma pesquisa interna para conhecer o candidato e sua equipe (acredite: o candidato vai descobrir coisas fantásticas sobre ele que, até então, nem imaginava) bem como o ambiente eleitoral que estamos ‘tateando’. Obviamente essas informações serão confrontadas e complementadas pela pesquisa externa e também com a observação local e levantamento de dados que realizaremos.  Nessas reuniões, o candidato, seus familiares, amigos ou funcionários próximos irão falar tudo!!! Tudo mesmo!!! Mais será que isso não é exagero???  Vamos ilustrar com essa história:
Durante um julgamento em uma cidade do interior nos EUA, uma senhora foi chamada pelo advogado de acusação para depor, mas, bastou uma simples pergunta do advogado, para a doce senhora dar um resposta que surpreendeu todas as pessoas.
 O advogado aproximou-se dela e perguntou: “Sra . Jones, você me conhece?”
Ela respondeu prontamente: “Claro que sim. Eu te conheço desde que era um garotinho, e, francamente, você foi uma grande decepção para mim. Você mente,  trai  a sua esposa, manipula as pessoas, e fala mal dos seus amigos pelas costas. Então, sim. Sim, eu sei quem você é “.
O advogado estava atordoado.  Não sabendo mais o que fazer, ele apontou outro lado da sala e perguntou: “Sra. Jones, você conhece o  advogado de defesa?”
Ela respondeu: “Claro que sim. Eu conheço o Sr. Bradley desde que ele era  jovem. Ele é preguiçoso, preconceituoso, e tem um problema com a bebida. Ele não pode construir um relacionamento normal com ninguém. Sua prática de direito é um dos piores no estado.  Sem mencionar que ele traiu a mulher com três mulheres diferentes e uma delas era sua esposa. Sim, eu o conheço “.
O advogado de defesa quase desmaiou.
O juiz pediu ambos os advogados que  aproximassem  e  se inclinou e com uma voz calma disse aos dois advogados: “Se qualquer um vocês perguntar a ela  se ela me conhece, eu mando prender os dois!”
Obviamente  não sabemos sobre a veracidade da história, porém, ilustra exatamente o que pode acontecer em uma campanha. Necessitamos de todas as informações possíveis para, não só utilizarmos na elaboração da estratégia mas também para prever possíveis ataques de adversários e criarmos ‘vacinas’ para nos proteger de informações que podem abalar a campanha.
Para finalizar, vale lembrar que em seu livro “Eleição é Guerra” o Professor Carlos Manhanelli, presidente da ABCOP,  realiza seis comparações entre conceitos de ação de guerra (recorrendo ao livro “Da Guerra” de Carl Von Clausewitz) com os conceitos do Marketing Político Eleitoral. Vamos citar a terceira comparação:
Da Guerra: Se a guerra é um ato de violência, também a sensibilidade fará parte dela. Ainda que a guerra não provenha desta, todavia, incide mais ou menos sobre ela, e este mais ou menos não depende do grau de civilização mas, sim, da importância e persistência dos interesses inimigos.
Campanhas eleitorais: Se as campanhas eleitorais descem a níveis tão baixos que atacam o moral e os segredos mais íntimos dos candidatos, também a sensibilidade necessariamente fará parte delas. Ainda que as campanhas eleitorais não provenham desta, todavia, incide mais ou menos sobre ela, e este mais ou menos não depende do grau de civilização mas, sim, da importância e persistência dos interesse do adversário.
Vamos ao Briefing?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

MARKETING POLITICO - Perfis fictícios trazem humor a eleição à Prefeitura de SP


Agência Estado
São Paulo, 19 - Diante de um ambiente político conflagrado que chega a exibir demonstrações de ódio, o humor torna-se arma para conquistar corações de eleitores antes mesmo do início das campanhas propriamente ditas. A fim de ajudar políticos com os quais têm ligação ou simpatia, internautas criam personagens fictícios para parodiar e dar uma forcinha a seus futuros candidatos.

Esse tipo de abordagem virou uma tendência, segundo especialistas, após o surgimento de Dilma Bolada - perfil criado em 2010 por um publicitário carioca para satirizar a presidente Dilma Rousseff e que possui atualmente 1,6 milhão de seguidores. Em 2016, com as eleições municipais, o eleitor paulistano será capaz de sentir mais de perto o efeito Dilma Bolada na internet.

A disputa municipal ainda não começou, mas já há personagens dentro e fora do campo político. O prefeito Fernando Haddad (PT) e o deputado Celso Russomanno (PRB) são dois nomes já "homenageados" com perfis fakes no Facebook. Tratam-se de Haddad Tranquilão, com mais de 120 mil seguidores, e Russo - O Mano, com mais de 7 mil curtidas.

"Essa estratégia existe desde a Dilma Bolada. Ela serve tanto para fazer campanha para determinado candidato, quanto para uma eventual defesa que ele precise fazer. E isso tudo de uma forma bem humorada, diferente de como seria se fosse só um militante ou um simpatizante", diz o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), Carlos Manhanelli. "Haddad Tranquilão e Russo - o Mano estão fazendo campanha subliminarmente. É um trabalho subliminar."

O perfil Haddad Tranquilão no Facebook é administrado por jovens ligados ao PT. O publicitário Léo Casalinho, 26, e o turismólogo Pedro Barciela, 25, criaram o personagem durante as eleições de 2012 e alimentam até hoje a página com conteúdo sobre a gestão do petista fornecido pela Prefeitura.

"A gente tem postado sobre a gestão e com isso conseguimos mais 40 mil seguidores. Do fim da eleição de 2014 até agora, ganhamos mais 50 mil. A gente faz o que a Prefeitura não faz. Pessoas de lá procuram a gente e pedem para divulgar as ações do prefeito", diz Casalinho. Ele afirma nunca ter sido pago por isso.

A página de Russo - O Mano também é controlada por publicitários. Marcio Mattos tem 37 anos e decidiu criar o personagem no início deste ano, em parceria com um amigo que se identifica por "vovô". Mattos é simpatizante de Russomanno e diz ter votado nele em 2012, quando o deputado disputou a Prefeitura. O publicitário afirma também que faz o trabalho de graça. "A gente é independente, a gente quer ser independente. E se um dia o Russomanno pisar na bola a gente vai fazer piada dele também, como a gente já fez algumas vezes", diz Mattos.

"Eu sou um cara que gosta de terceira via. As pessoas de terceira via têm alguma coisa a ver comigo." Mattos afirmou ao Estado ter trabalhado na campanha do ex-governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência no ano passado. Após a morte de Campos, em agosto, o publicitário integrou a equipe de campanha de Paulo Skaf (PMDB) ao governo paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

MARKETING POLÍTICO - A Era Vargas e a Era PT

Cenários econômico e político acirrados se repetem mais de 50 anos depois

Jornal do Brasil

As recentes declarações do ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), sobre a campanha negativa pela qual passa a presidente Dilma Rousseff voltaram a suscitar comparações entre o contexto atual com o do presidente Getúlio Vargas, primeiro com a crise econômica decorrente da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e depois com a crise política.
No Congresso, em homenagem aos 61 anos da morte de Vargas, Dias relacionou a “campanha difamatória” do ex-presidente à sofrida por João Goulart, Leonel Brizola e a presidente Dilma, “uma campanha intensiva de tantos quantos querem impedir que o Brasil avance, se democratize”, discursou o ministro pedetista, acrescentando que “mudam os atores, mas o cenário é o mesmo”.
Especialista em marketing político que já participou de mais de 200 campanhas eleitorais, Carlos Manhanelli reitera que, mesmo na economia, o cenário é similar e que mudam apenas os atores sociais.  Segundo ele, troca-se os Estados Unidos de 1929, que deu fôlego à crise do café, pela China de agora, que preocupa o cenário mundial, tal como ocorreu com a quebra da Bolsa de Nova York.
“Agora, tal como ocorreu com a bolsa de Nova York arrebentando o Brasil, uma crise externa atinge o país. Tal como em 29, a crise prejudicou o mundo inteiro, e não só o Brasil. A China, agora, é a grande capitã da nau do mercado mundial e o timão está nas mãos dela. O mundo está alerta porque ele está escorregando”, analisa Manhanelli.
A única diferença, segundo o analista político, é a forma como o remédio para o problema é apresentado. “A doença da crise econômica é a mesma, com a diferença de que em Vargas havia a imposição do remédio, enquanto na democracia de Dilma Rousseff ela precisa provar para a população que esse remédio não fará mal”, compara.
Tal como no cenário getulista, em que a crise do café afetou, sobretudo, a elite paulista e o presidente fez oposição à política do café com leite (a alternância de poderes entre as oligarquias São Paulo e Minas Gerais), as dificuldades econômicas de agora deterioram a popularidade da petista, com mais força em São Paulo, reduto dos tucanos, e com sede em Minas Gerais, ninho do senador Aécio Neves (PSDB), algoz de Dilma nas eleições e um dos principais defensores da deposição da presidente.
Para o cientista político Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), a ideia de impeachment, levada como ameaça e chantagem, é o elemento de similitude entre as duas figuras políticas. Tanto no caso da petista quanto do trabalhista, a crise política se acirra no segundo governo – no segundo mandato de Dilma e no chamado segundo período varguista, quando o presidente é eleito por voto direto.
“Há semelhanças, sim. O que muda é o contexto histórico: Vargas estava numa luta ideológica para que se implantasse um governo sindicalista e a direita estava mais organizada. Há, hoje, um colapso das instituições – dos partidos, do Congresso – e não há perspectiva para a direita, porque ela sequer consegue apontar uma saída, no caso de um impeachment da Dilma”, analisa Fornazieri.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

MARKETING POLÍTICO - O QUE FAZ UM CONSULTOR POLÍTICO?

Blog de Amazonia - Carlos Manhanelli

Aos políticos que querem contratar um consultor para as próximas eleições, quero recordar que nós estaremos juntos para aconselhar e não para venerar, para polir e não para apenas aplaudir, para confrontar e não para endossar.
 
Claro que se você é um daqueles políticos que amam ser idolatrado, terá ao seu lado um comitê de aplausos (claque), que apenas complementam um erro e dizem palavras bonitas aos seus ouvidos. Então o melhor é ter uma namorada ou namorado, ou continuar com seus cortesões e não chamar um consultor político.
 
Os dois primeiros caminham pelas ruas te glorificando e empurrando para o abismo, os consultores irão ajuda-lo a corrigir e construir um grande futuro político. Você decide.

Andres Lizarralde Henao


A los políticos que quieran contar con un consultor en estas elecciones, les quiero recordar que nosotros estamos para asesorar y no para venerar, para pulir y no para aplaudir, para confrontar y no para endiosar.

Claro que si usted es de esos políticos a los que les encanta que les soben chaqueta, le sirvan de comité de aplausos, lo feliciten cada que se equivoca y le digan palabras bonitas; lo mejor es que se consiga una novia, o siga con sus áulicos, pero no llame a un consultor.

Los dos primeros le hacen calle de honor aunque vaya directo al abismo, los consultores le ayudamos a corregir y construir su gran futuro político. Usted decide

Andres Lizarralde Henao
* Carlos Manhanelli é presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

MARKETING POLÍTICO - Em tempos de crise de credibilidade, governantes cortam salários



Em cidades do Brasil e da Espanha, prefeitos reduziram os próprios vencimentos
Jornal do Brasil Eduardo Miranda
 
Visto da perspectiva do déficit do Orçamento de 2016 da União, que será de R$ 30,5 bilhões, o anunciado corte de ministérios pode ter efeito maior para a imagem do governo da presidente Dilma Rousseff e menos impacto financeiro. A economia estimada com a extinção de pastas ficará em aproximadamente R$ 100 milhões ao ano.
Mas, em tempos de descrédito das instituições políticas em todo o mundo, o gesto tem a intenção de ser nobre. Na Espanha, logo após as eleições municipais, seis governantes anunciaram rebaixamento de seus próprios salários. Levantamento do jornal “El País” mostra que os prefeitos de Barcelona, Zaragoza e Valência já cortaram cerca de 25% de seus salários. Em Madri, as mudanças foram anunciadas para este mês.
A pressão do orçamento, aliada a deslegitimação da política, chegou ao Brasil. Na semana passada, o prefeito de Florianópolis anunciou corte de 30% no próprio salário e de 10% no de seus secretários. Em Campina Grande, na Paraíba, o prefeito reduzirá o próprio vencimento em 40%.
Para o pesquisador da Casa de Rui Barbosa, o cientista social Julio Aurélio Vianna Lopes, as ações vindas do próprio poder respondem, de certa maneira, às manifestações que se iniciaram em 2013 e tornaram os cidadãos “ativos pela ética”, defende. “A democracia é um regime de persuasão e a eficiência funcional depende da ética. Até mesmo em falsas democracias, sem a ética, o poder corre riscos, como na queda do presidente Mubarak, no Egito”.
Vianna Lopes chama a atenção para o efeito simbólico de governantes que reduzem os próprios salários, apesar da pouca eficácia nas contas públicas que o ato pode ter. Ele afirma, porém, que o senso de percepção do político em adequar seu salário à conjuntura política e econômica não se estende a questões de impacto maior para a sociedade. “Só discutimos o ajuste fiscal economicamente. Ele não foi debatido como pacto ou acordo fiscal”, lamenta.
Para o professor de marketing político Carlos Manhanelli, a redução de salários, no contexto brasileiro, já vem com sinal negativo. “No Brasil, tudo o que vier para prejudicar um político é muito bem visto pela população, enquanto nos Estados Unidos, as pessoas doam dinheiro para seus candidatos. A situação da Espanha não é muito diferente da do Brasil, mas não é tão extremada”, analisa ele, que leciona gerenciamento de campanhas eleitorais em duas faculdades de Madri.
Manhanelli lembra que os fatos negativos sobre políticos ganham mais repercussão, inclusive na mídia, e acabam prevalecendo. "Fala-se pouco dos prefeitos que baixaram salários por conta própria. Lembramos mais da cidade do Paraná em que a população fez pressão e os vereadores tiveram que obrigatoriamente reduzir seus próprios vencimentos", diz ele, em referência ao município de Jacarezinho, onde o presidente da Câmara de Vereadores chamou os manifestantes de "gatos pingados" e acabou tendo que ceder quando os protestos ganharam adesão da população local, em agosto.

MARKETING POLÍTICO - Cenário eleitoral de São Paulo para 2016 é “esdrúxulo”.

Jornal do BrasilEduardo Miranda

O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) é o mais novo pré-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2016. O parlamentar anunciou a decisão nesta segunda-feira (31) e, com isso, se soma aos pretendentes ao comando da maior capital do país. Estão na disputa José Luiz Datena (ainda sem partido), Celso Russomano (PRB), Marta Suplicy (PMDB), João Dória Jr. (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT).
Para o professor e analista em marketing político Carlos Manhanelli, que já participou de quase 300 campanhas políticas, o cenário é “esdrúxulo” e denota total personalismo da política. Ele afirma que, além da falta de projetos políticos, a ideologia partidária é algo que não está mais em questão na escolha dos candidatos pelo eleitor.
“São personalidades, e não partidos e programas de governo. São Paulo precisa de bons administradores, bons gerentes, mas não é o que temos. O cenário político é esdrúxulo. Politicamente, o Brasil é um país sem partidos. De modo geral, o eleitor não está se importando se a Marta (Suplicy) saiu do PT para o PMDB”, exemplificou ele.
Apesar da forte rejeição à presidente Dilma Rousseff na capital paulista, Manhanelli argumenta que, estrategicamente, a entrada de Feliciano na disputa acaba favorecendo o candidato da situação, no caso o atual prefeito petista.
“Não há dúvidas de que a rejeição a Dilma bate diretamente em Haddad. Mas com a entrada de mais candidatos, a oposição a ele se dilui e isso o torna mais forte. Para quem está na situação, esse cenário de vários candidatos é altamente compensador”, analisa o professor, acrescentando, porém, que o prefeito terá que vencer o antipetismo.
Manhanelli enumerou os pontos positivos e negativos de cada candidato:
Fernando Haddad (PT): tem a confortável situação de eleição plebiscitária, em que o eleitor vota sim ou não pela sua manutenção no cargo. Além do antipetismo, o atual prefeito precisa enfrentar o apelido de “Radarde” (em alusão ao radares de trânsito da cidade).
Marta Suplicy (PMDB): tem o passado político, vai relembrar tudo o que fez pela cidade e tem o apoio de um partido grande, mas ganhou ficou marcada pelo apelido “Martaxa” por conta do aumento de taxas de iluminação além de outras tributações em sua gestão.
Celso Russomano (PRB): Tem recall de 1,5 milhão de votos para a Câmara dos Deputados, tem o comando de seu partido e é midiático (para o bem e para o mal). Falta a ele mostrar programa de governo sólido e capacidade de gerir uma cidade do porte de São Paulo.
Marco Feliciano (PSC): Vem lastreado pelos evangélicos, que representam aproximadamente 25% do eleitorado paulistano, inclusive pelas polêmicas em rede nacional como deputado federal. Mas, além de enfrentar protestos de setores progressistas, dividirá o voto evangélico com Russomano.
José Luiz Datena (ainda sem partido): É midiático e vai tentar convencer pelo discurso da segurança pública, um dos grandes problemas de São Paulo. Vai aproveitar seu passado no comando de programas policialescos para se apresentar como o grande arauto da segurança pública. Pesa contra ele a inexperiência política e o fato de ser o candidato de um tema só.
Jorge Dória Jr. (PSDB):  A favor dele pesa o fato se já ser conhecido da população paulistana. Mas a falta de experiência na política e a postura elitista será alvo de militantes e dos demais candidatos e partidos.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Marketing Político - Para FHC , emoción decide la votación; Ph.D en la evaluación de las posibilidades de elección

Vale la pena leer de nuevo la entrevista que di en 2010 en el portal Terra , junto con el presidente Fernando Henrique Cardoso , en el efecto de la emoción en las campañas electorales
Hermano Freitas
Directo desde Sao Paulo
Aunque lejos de la Presidencia de la República desde hace 7 años , Fernando Henrique Cardoso sigue siendo una autoridad y opina sobre la escena política con aplomo. Justo al lado de la candidatura del gobernador José Serra , considera la posibilidad de ganar el principal oponente del tucán , Dilma Rousseff. " Los dos ( Rousseff y Serra) tendrá que tener la emoción. Sin emoción no gana las elecciones", dijo el sociólogo en una entrevista la noche del miércoles , en São Paulo.
El mismo día, la despedida de los dos precandidatos de sus funciones públicas , Cardoso dijo que los candidatos que probablemente polarizan la disputa tendrán que desarrollar la capacidad de comunicarse con el electorado . " ( La elección ) dependerá de su capacidad para comunicarse con el supuesto que también depende del país de la militancia , de apoyo, pero sobre todo la capacidad de transmitir un mensaje que toca el país", dice el ex presidente. Él dice que Serra ha demostrado ser capaz de emocionar a ser elegido gobernador de São Paulo, pero no ve la misma capacidad para Dilma . " Dilma es una persona razonable , pero no veo mucha emoción en ella. "
La evaluación de FHC es ratificado por la publicidad , profesor y especialista en marketing político Carlos Manhanelli . "Todo aquel que es capaz de alcanzar a la gente emocionales brasileños ganan", dijo. Autor de más de 11 libros sobre marketing electoral , Manhanelli está de acuerdo con la tesis y refuerza . " Dilma realmente no muestra emoción, pero la Sierra es también un tipo muy bueno", dice. "Cuando los dos quieren transmitir una emoción , suena falso, no es natural en ellos", dice .
Traslado o no transferir
Cuando se trata de la posibilidad del presidente Luiz Inácio Lula da Silva a su sucesor, el sociólogo y las opiniones del anunciante divergir . Para Manhanelli , el carisma del presidente Luiz Inácio Lula da Silva no quiere decir que sus votos serán transferidos automáticamente a Dilma .
" El mensaje que la gente quiere es que el candidato que participe en la votación es lo que va a darle esperanza . No hay votos de agradecimiento , el voto por el votante ya tiene ", dice . Manhanelli dice apostar por una identificación con Dilma Lula es su única oportunidad , pero no es una tarea fácil. " Dilma tiene que ser la falda de Lula , pero esto es muy difícil porque es muy duro. "
Ha Fernando Henrique dice Dilma tiene una ventaja al ser elegida por Lula. " Si ella no tenía ninguna ventaja no tendría los votos. Votos no son de ella , son su ( Lula ) . Entonces ella ya está tomando ventaja . El problema está en otra parte , es en qué medida ( esto ocurre. ) No se puede saber de antemano , con base en el rendimiento " , dijo el ex presidente. Manhanelli hace hincapié en que la discapacidad Rousseff - no tener el " apoyo popular " de Lula , que se levantó de la pobreza a la clase obrera y el sindicalismo a la presidencia - podría compensarse con una imagen dolorosa inherente a la condición de la madre. " Dilma nunca tendrá el mismo atractivo Lula han pasado hambre es y siempre ha sido la clase media . "
Posterior Peso
Siete años de FHC poder retiraron la apelación que Lula tiene en relación con el candidato. También el tucán reconoce esto. " No sirve de nada (yo estaba en el podio junto a la Sierra ) . No estoy en el poder , no estoy en los medios. Ya Lula se esfuerza más allá del límite , más allá del razonable para aquellos en el poder ", dijo el ex presidente. Sin embargo , destaca que , en el momento de la votación, es la capacidad del candidato que se revela . " En el momento de agua potable de Oz, que tiene el voto es la misma persona", dijo.
" Una cosa que no se puede dudar : el próximo presidente depende de Lula para ser elegido ", dijo Manhanelli . Sierra espectáculos ser conscientes de ello y están buscando para pegar la imagen de Lula con acciones que expresan la cooperación entre São Paulo y el gobierno federal. Manhanelli afirma que , en la esfera emocional , los tucanes deben esforzarse para pulir una imagen de patriarca. " Él no tiene la imagen del hombre simple. Tendrás que venir con un padre que abraza a todo el país. "
Escribir Tierra