quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasil exporta marketing político para presidenciais de Angola

Entrevista ao Jornal Alemão WD a voz da Alemanha.

O especialista em marketing político Carlos Manhanelli tem 38 anos de experiência no setor, fala sobre o funcionamento dessa ferramenta eleitoral e conta detalhes de como o recurso pode mudar um candidato.



Angola se prepara para eleições diretas marcadas, inicialmente, para o mês de setembro. A população poderá eleger seus deputados diretamente e o presidente, de forma indireta. A partir de uma reforma na constituição, aprovada em 2010, o primeiro nome da lista partidária mais votada nas eleições parlamentares se torna o presidente do país, sem a necessidade de uma eleição presidencial direta.


O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), partido da situação, já anunciou José Eduardo dos Santos, que preside Angola desde 1979, como cabeça de chapa. A Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola), principal partido da oposição, ainda não oficializou um nome.


Os partidos devem apostar em estratégias profissionais de marketing político para vencer a corrida das urnas e, nesse campo, haverá uma participação brasileira.


A repetir o que já havia feito em 2008, o presidente José Eduardo dos Santos chamou marqueteiros experientes para reforçar sua campanha. Na primeira vez, veio Duda Mendonça e, agora, João Santana e Wagner de Morais.


Os profissionais que têm no currículo campanhas do ex-presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva e da atual presidente, Dilma Roussef, vão integrar a equipe de trabalho do MPLA.


A figura de Lula e o medo


Especialista em marketing político com 16 livros publicados sobre o tema, Carlos Manhanelli é presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, acompanhou as mudanças que os profissionais de marketing podem fazer nos rumos de uma campanha e cita o exemplo do ex-presidente brasileiro Lula.


De acordo com Manhanelli, o grande problema de Lula era o medo que as pessoas tinham de votar nele. “Por que a figura do Lula era um arquétipo da figura Che Guevara”.


O especialista explica que, quando Duda Mendonça, profissional de marketing conhecido no Brasil, entrou em cena, ele percebeu que o medo era derivado da figura de Lula e não da história do político. “A história do Lula é o que todo mundo queria do presidente da República, mas a figura do Lula ultrapassava”, acrescenta.


Diante da mudança, a avaliação é de que o eleitor entendeu que quem estava pedindo a oportunidade, então, era um novo Lula: “O Lula conciliador, capaz de conciliar os interesses nacionais com uma visão social e aí ele se elege  presidente da República”.


"Marquetologia"


Carlos Manhanelli chama os marqueiteiros de marquetólogos, pois entende que é preciso conhecimento para colocar em prática ações determinantes para o sucesso eleitoral.


Ele explica que o eleitor percebe praticamente quatro tipos de imagens, ou arquétipos dos candidatos durante uma campanha e ela precisa ser adequada a necessidade do momento para aumentar as chances de sucesso. “O político tem que ser ou o herói, ou o líder charme, ou o pai de todos ou o homem simples”.


Por isso, durante a campanha da atual presidente do Brasil, Dilma Roussef, a própria candidata passou por uma reestruturação da imagem, mudando cabelo, óculos, suavizando as expressões com cirurgia plástica, mudando a forma de gesticular e a entonação da voz.


Como ministra da Casa Civil (o equivalente ao cargo de primeiro-ministro em vários países, como Portugal), cargo que ocupou durante o governo Lula, Dilma Roussef desempenhava, na avalizão do especialista, o papel da heroína.


No entanto, quando partiu para a corrida eleitoral, essa não era a figura pela qual o povo ansiava. “A Dilma era a grande gerente, aquela resolvia todos os problemas”.


No entanto, para dar continuidade ao trabalho de Lula, que contava com uma grande aprovação nas pesquisas, era preciso oferecer a figura da grande mãe e não da gerente. “Transformam a Dilma, tudo é transformado para colaborar com essa imagem de mãe, aquela que vai dar sequência à visão social implantada pelo homem simples, que era Lula”.


Marketing brasileiro é produto de exportação


Na avaliação do especialista, os profissionais contratados pelo presidente angolano são tarimbados e experientes. “O João Santana, principalmente, é um profissional que está há muito tempo no mercado, fez várias campanhas, tem uma experiência, uma bagagem de prática que é muito grande em campanhas eleitorais e aplica verdadeiramente o marketing político eleitoral”, comenta. Ele diz ainda que a técnica das quatro imagens é perceptível na no trabalho de João Santana.


O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos conta ainda que não é de hoje que profissionais brasileiros têm sido chamados para campanhas no exterior e desde a década de 80 têm atuado na Argentina, México, Colômbia e outros países da America Latina. “O marketing político no Brasil se tornou um produto de exportação”.


Em 38 anos de experiência no setor, Carlos Manhanelli, que também é professor de assessoramento de imagem e consultoria política na Universidade de Salamanca, na Espanha, explica que o marketing político é uma ferramenta moderna que veio para substituir as antigas práticas de coronelismo, quando o voto era imposto por uma determinada liderança local.


“O marketing eleitoral, como arma democrática, substitui esses coronéis que, através da imposição, faziam a política antigamente. Então, na realidade, o marketing eleitoral se torna uma arma democrática para levar a comunicação entre o candidato e os seus eleitores”.


Quem vota decide os rumos do país


E em Angola, os profissionais brasileiros vão encontrar um terreno fértil. O presidente José Eduardo dos Santos tem a maior margem de rejeição em uma pesquisa feita pelo instituto Gallup em 34 países da África Subsaariana. São 78% de eleitores descontentes contra 16% que aprovam o seu governo. Ferramentas eleitorais à parte, Carlos Manhanelli deixa claro, porém, que quem vota é quem decide os rumos do país.


Manhanelli já esteve na África como observador eleitoral e entende o cenário africano, como um todo, como muito parecido com o Brasil no período logo depois da ditadura. Isso quer dizer um panorama que reflete a recuperação da liberdade a ser exercida por meio do voto. “A grande abertura e a conscientização de um povo que ele tem direito e não só obrigações que é o que a ditadura impõe”.


Em sua avaliação, países como Angola e Moçambique estão aumentando sua percepção de democracia e o povo, com mais consciência de seu papel no processo, pode mudar os rumos da política. “Eu acredito que, através desse processo democrático, dessa abertura que Angola está dando para essa eleição que, vamos chamar de direta, embora seja indireta porque são eleitos os deputados, o povo possa perceber que ele tem algum poder para colocar as pessoas que ele quer colocar ou lá, no caso, os partidos que ele quer colocar no poder”.


Para Manhanelli, o mais importante, porém, é ter em mente que “quem constrói a democracia de um país é o seu povo”.

OUÇA ENTREVISTA NO SITEhttp://www.dw.de/dw/article/0,,15949509,00.html



terça-feira, 1 de maio de 2012

Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político é realizado em Fortaleza

Domingo, Abril 29, 2012 Raimundo Soares Filho


Promovido pela Associação Brasileira de Consultores Políticos – ABCOP o Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político se destaca como um dos eventos mais importante sobre campanhas eleitorais no Brasil. O evento acontece a cada dois anos e este ano foi realizado em Fortaleza nos dias 27 e 28 de abril de 2012, no Hotel Oásis Atlântico localizado à beira-mar da Terra da Luz.
Quase 500 profissionais de todo o Brasil estiveram presentes, debatendo e socializando experiências com profissionais de consultoria política e ao público em geral demonstrando as técnicas modernas relacionadas à eleição.
O evento foi aberto na noite do dia 27 com a Palestra: “O espetáculo das campanhas eleitorais no Brasil”, ministrada pelo Professor Carlos Augusto Manhanelli, diretor Presidente da ABCOP que fez um relato minuncioso das últimas campanhas presidenciais apontando os erros e acerto de estratégias de cada uma.
A segunda Palestra com o título “Os Jingles eleitorais e seu efeito mnemônico” foi conduzida pelo poeta Lázaro do Piauí autor do jingle “Deixe o homem trabalhar” produzido para a campanha de reeleição do Presidente Lula.
O primeiro dia de evento foi encerrado com Coquetel com lançamento dos livros "Calendário Eleitoral 2.012: O que aprendi em 40 anos de política " de Tadeu Comerlatto e "Internet e Eleições: Bicho de sete cabeças? Usando a internet para ganhar eleições" de Carlos Manhanelli e Gil Castillo.
O segundo dia foi aberto com a Palestra “Fundamentos e estratégias de comunicação eleitoral" ministrada por Aurizio Freitas, seguido por Neyza Furgler que falou sobre “Pesquisas de opinião nas eleições municipais - Aplicação".
“O uso da internet nas campanhas municipais” foi o tema da Palestra de Gil Castillo que transcreveu a experiência vitoriosa da campanha do Presidente Barack Obama na campanha presidencial americana e mostrou como se deve fazer para vencer com o uso correto das ferramentas disponíveis na rede.
Após o Almoço o evento foi retomado Palestra “Rádio, ferramenta comunicacional nas campanhas municipais” ministrada pelo comunicador Luiz Henrique Romagnolli um dos produtores do Programa de rádio da campanha de Dilma.
O Dr. Paulo Taques ministrou excelente Palestra “O direito eleitoral e a propaganda – o que pode?” esclarecendo alguns pontos sobre a legislação em especial prestação de contas e ficha limpa.
O Congresso foi encerrado na noite de ontem (28) com a Palestra “Estratégias Eleitorais” ministrada pelo Consultor em Marketing Político e Estratégia Eleitoral Chico Santa Rita que já realizou mais de 120 trabalhos em 33 anos dedicados ao marketing político.
Chico Santa Rita mostrou na sua palestra as estratégias vitoriosas de suas campanhas e alguns erros históricos de outras campanhas de destaque nacional, citando especificamente os casos de Serra e do ex-senador Tasso Jereissati.
Na opinião do Professor Carlos Manhanelli Foi com Chico Santa Rita, em 1986, que surgiu o marketing político moderno no Brasil.
Paralelamente ao Congresso aconteceu a 9ª. Exposição de Produtos e Serviços para Campanhas Eleitorais, aonde empresas de diversos segmentos fizeram exposição de seus serviços e as novidades que trarão ao mercado político nas eleições municipais de 2012.

http://www.blogdealtaneira.com.br/2012/04/congresso-b

Cada voto vai custar no mínimo R$ 13,16 em Americana

Na somatória final, se eleger prefeito de Americana deve custar, ao menos, R$ 410 mil aos concorrentes


Ser eleito prefeito de Americana nas eleições do dia 7 de outubro deve custar, no mínimo, R$ 12,74 por voto. Especialista em marketing político ouvido pelo LIBERAL coloca a quantia - equivalente a US$ 7 por voto conquistado - como piso para os gastos de campanha na cidade.
Com a confirmação das quatro pré-candidaturas já anunciadas, seriam precisos pelo menos 32 mil votos (leia o texto abaixo), e cerca de R$ 410 mil, para garantir um mandato a partir de janeiro de 2013.
E não se trata de um chute, mas de constatação feita pelo presidente da Abcop (Associação Brasileira de Consultores Políticos), Carlos Augusto Manhanelli, após décadas de campanhas vitoriosas em todo o País.
"Sete dólares por voto conquistado é a média nacional para cidades sem uma geradora importante de TV", explica.
Para ele, o setor gráfico será, mais uma vez, o principal foco dos investimentos dos candidatos.
"Na realidade a legislação não mudou tanto assim para que você possa criar novos meios de comunicação que possam onerar mais a campanha. Se não tem TV aberta com boa audiência, o gasto maior da campanha é nas gráficas, não tem jeito", completa.
A previsão de Manhanelli "bate" com a do publicitário Alexandre Costa, diretor da agência Berimbau Propaganda de Santa Catarina, e que foi contratado para assessorar a campanha do advogado Hugo Cenedese (pré-candidato a prefeito pelo PTB) e o único marqueteiro já contratado a dar entrevista para o LIBERAL.
Sem falar em valores, ele confirma a preferência pelo material impresso.
"Estou compilando dados de uma pesquisa qualitativa sobre os meios de Comunicação e temos visto que jornal é fortíssimo", afirma.

Internet

Os dois divergem, no entanto, quando o assunto é Internet. O consultor acredita que rede mundial ainda não terá peso suficiente para decidir uma eleição.
"Acabei de publicar um livro sobre isso. Infelizmente a Internet ainda não atingiu a difusão necessária. As últimas pesquisas feitas sobre ela nas campanhas eleitorais apontam que ela não ultrapassa 9% do seguimento entre 16 e 25 anos. É um veículo segmentado, e não de massa", opina Manhanelli.
Costa, por outro lado, garante que Internet vai receber muita atenção do seu candidato durante a disputa eleitoral.
"Vamos fazer um trabalho muito forte nas mídias sociais como complemento a todo o material tradicional de campanha", completou.
Além do petebista, o empresário e pré-candidato pelo PMDB, Omar Najar, foi o único que já confirmou seu marqueteiro.
Trata-se do badalado Chico Santa Rita, que tem no currículo a eleição de diversos governadores e senadores em todo o País e chega a Americana após eleger seis prefeitos em 2008.
O LIBERAL tentou contato com o publicitário, que não pôde conceder entrevista por estar em um evento no Pará.
Ainda indefinido
A assessoria do deputado estadual Antonio Mentor, pré-candidato pelo PT, informou que ele ainda não definiu essa área da campanha. Nos bastidores, o nome mais cotado é o de Luís Favre.
O mesmo discurso foi adotado pelo presidente do PSDB - partido do atual prefeito Diego De Nadai, que deve concorrer à reeleição - Mário Antonucci.
"Não fechamos com ninguém e ainda não estamos negociando", disse.
No ninho tucano, o publicitário João Miras, que já presta serviço à agência que administra a conta de publicidade da Prefeitura, é dado como nome certo para coordenar o marketing.

http://www.oliberalnet.com.br/noticia/627F64086EB-cada_voto_vai_custar_no_minimo_r$_1316_em_americana

domingo, 8 de abril de 2012

POLITICA: ATUANDO COM MARKETING




Diário do Nordeste
08/04/2.012
Ano de eleições, dezenas de setores são beneficiados. Congresso traz novidades no ramo do marketing político

Nos dias 27 e 28 de abril, Fortaleza vai sediar novamente o 10º Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político. O evento visa trazer discussões sobre campanhas eleitorais ao público local, com a presença de especialistas no assunto. Promovido pela Marketing Político e Companhia-MP&Cia, com apoio da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), o congresso vem confirmar a importância da Capital e do Estado nas estratégias que envolvem o cenário eleitoral brasileiro.

De acordo com o coordenador do evento, Aurizio Freitas, "a realização de mais esta edição em Fortaleza é uma prova da consolidação do marketing político no nordeste brasileiro e a tendência irreversível de modernização das campanhas eleitorais".

Segundo o membro fundador e presidente da ABCOP, Carlos Augusto Manhanelli, o evento é uma oportunidade para quem atua nessa área de conversar com consultores de todo o Brasil e uma forma de tomar conhecimento das práticas das campanhas realizadas por todo o país. Nesse período, ele lembra que gráficas, produtoras de TV e vídeo, institutos de pesquisas, entre outros setores, são diretamente beneficiados. "É um mercado que vem se mostrando crescente a cada eleição", garante.

Faturamento cresce

Há seis anos atuando na área de comunicação visual, o diretor da DPI Sign, Raul Victor, concorda com Manhanelli. Segundo o diretor, esse período faz com que sua empresa aumente a demanda em até 60%. Ele relata quais são os serviços mais procurados. "Sem dúvida, o envelopamento de veículos - adesivagem personalizada dos candidatos em carros -, e adesivos perfurados; que não atrapalham a visão do motorista, para vidros de carro".

Ainda segundo Raul Victor, uma das dificuldades nesse período é conseguir gente capacitada. "Falta cursos que ensinem as pessoas a trabalhar nesse ramo ou mesmo cursos de aperfeiçoamento. A maioria dos profissionais que temos no mercado aprendeu com outras pessoas ou já tinha uma certa experiência no ramo", lamenta o empresário.

Discussões válidas

Ainda durante o 10º Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político, serão discutidos temas como jingles eleitorais, técnicas de comunicação com o eleitorado, planejamento de campanhas, uso do rádio, televisão e internet nas campanhas eleitorais.

Nos EUA, a campanha via redes sociais e internet foi crucial para a eleição de Barack Obama. Carlos Augusto Manhanelli enxerga o cenário brasileiro de outra forma. Para ele, os principais recursos e estratégias utilizados ainda são rádio e televisão. "Esses são os recursos mais contundentes", acredita o presidente da ABCOP. Para o diretor da DPI Sign, a web veio dar mais força. "A internet funciona como um meio de comunicação de muita voz, mas não sentimos que ela nos ´rouba´ clientes. Pelo contrário! Enxergamos (a internet) como uma grande aliada em nosso meio, como forma de divulgação dos serviços aos clientes", explica Raul Victor.

"Experts" na área

Com o tema "ABCOP 20 anos: consolidando o marketing político no Brasil", o congresso de 2012 será também um marco comemorativo da associação, iniciada há 20 anos por Carlos Augusto Manhanelli. A associação reúne profissionais de todo o Brasil e busca - além de difundir o marketing político - coibir a ação de profissionais que surgem no mercado em época de campanhas, dizendo-se "experts" na área.

"O mercado não é para tirar proveito, o mercado é para quem é profissional. Quem pode ser beneficiado nessa ocasião é a mão de obra não especializada que vai servir de cabo eleitoral, porta bandeira, coisas que não exigem expertise. Agora, aproveitar ninguém vai aproveitar, o mercado está altamente especializado", salienta Carlos Manhanelli.

A programação

Se você ficou interessado em atuar na área ou aprimorar-se, o congresso vai contar com várias palestras. Entre elas "O espetáculo das campanhas eleitorais no Brasil", "Os jingles eleitorais e seu efeito mnemônico", "Fundamentos e estratégias de comunicação eleitoral", entre outras.

Horários

27 de abril:

- 18h - Abertura para credenciamento

- 18h30 - Abertura oficial

- 19h - Palestra: "O espetáculo das campanhas eleitorais no Brasil" / Palestrante - Carlos Augusto Manhanelli

- 20h - Palestra - "Os Jingles eleitorais e seu efeito mnemônico"

Palestrante - Lázaro do Piauí

- 21h - Coquetel com lançamento dos livros de Chico Santa Rita e Gil Castillo

28 de Abril:

- 9h - Palestra "Fundamentos e estratégias de comunicação eleitoral" / Palestrante - Aurizio Freitas

- 10h - Palestra "As pesquisas eleitorais nas campanhas municipais"

Palestrante - Francisco Toledo

- 11h15 - Palestra "O uso da internet nas campanhas municipais"

**Para mais detalhes da programação, acesse o site do Congresso

10º Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político
Inscrições: (85)3246-2399




sexta-feira, 6 de abril de 2012

MARKETING POLÍTICO PARA EXPORTAÇÃO

Eleitordigital.net


01/04/2.012




Marketing político brasileiro vira item de exportação A lista de países onde especialistas brasileiros em marketing político atuam vem aumentando. Argentina, Peru, Paraguai, El Salvador, México e República Dominicana são algumas das nações que contrataram serviços desses profissionais.
A consultoria em marketing político de brasileiros já contribuiu para a eleição de três presidentes latino-americanos que, atualmente, exercem o cargo: o peruano Ollanta Humala, o salvadorenho Mauricio Funes e o paraguaio Fernando Lugo. Para especialistas, a nossa atual democracia competitiva e a qualidade dos profissionais fizeram com que o Brasil começasse a exportar marketing político. “As campanhas brasileiras estão fortemente profissionalizadas.
Inicialmente, começamos analisando as campanhas norte-americanas e, depois, formos expandindo. Somos uma democracia muito competitiva. Quem aprende a lidar no Brasil pode lidar em qualquer local. É uma escola. São muitos profissionais competentes. Algo a exportar”, afirma o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Ranulfo.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, as campanhas de marketing político bem-sucedidas de Lula e da atual presidente Dilma Rousseff também deram uma “vitrine” maior ao marketing político brasileiro no exterior. Porém, o consultor afirma que a consagração desses especialistas vem acontecendo há anos. “Não acredito que tenha sido uma consequência apenas das campanhas do Lula e da Dilma. Isso já acontecia. Muito antes, fizemos consultorias políticas para a Argentina e o Paraguai. A campanha do Paulo Maluf, por exemplo, foi um “case” que analisaram no mundo todo. Mas, claro, que a Dilma também chamou atenção. As pessoas se perguntavam: “Como uma ex-guerrilheira se torna presidente de um país?”, afirma.
Manhanelli explica que a construção da imagem de um candidato é um trabalho que leva anos. “O fenômeno Lula foi uma construção de uma pessoa em 20 anos. É um político que veio do setor dos trabalhadores, tinha uma figura raivosa – uma espécie de Che Guevara – e, depois, se transformou no “Lulinha paz e amor”".
Na Venezuela campanha tem duelo de brasileiros. O próximo país a contar com o auxílio de especialistas brasileiros em marketing eleitoral nos pleitos presidenciais será a Venezuela. O pleito acontece no dia 7 de outubro e é um dos mais incertos da região. O candidato da oposição, Henrique Capriles, contratou a dupla Renato Pereira e Chico Mendez para criar sua estratégia de comunicação. Já o presidente Hugo Chávez estaria fechando um acordo com o baiano João Santana, responsável pelo marketing político das campanhas de Lula e de Dilma Rousseff.
Segundo o cientista político venezuelano José Vicente Carrasquero, a Venezuela sempre importou o marketing político. Porém, anteriormente, contratavam-se especialistas norte-americanos. “Na atualidade, estão sendo contratados profissionais do Brasil, associados ao êxito da gestão pública que governantes como Lula mostraram. Outro critério é a problemática sócio-política venezuelana, que é mais parecida com a brasileira do que com a norte-americana”, explica.
De acordo com Carrasquero, Santana deve enfrentar uma série de desafios em termos de marketing político na campanha do atual presidente. “Hugo Chávez é uma pessoa que dificilmente aceita conselhos de outras pessoas, basicamente porque é muito desconfiado. Será difícil ganhar a confiança do presidente”, afirma.
Carrasquero explica, ainda, que outra questão importante será evitar que se fale da gestão de Chávez dos últimos 13 anos, já que ela se encontra, em termos de conquistas, muito abaixo das expectativas da população. Porém, o cientista político aponta que o desafio mais importante em termos de marketing político é esclarecer o estado de saúde do líder venezuelano, que se trata de um câncer. “Será difícil os partidários de Chávez acreditarem que ele está curado ou em vias de melhora. Para conseguir votos que façam a diferença na campanha, será complicado”, diz. Por outro lado, a campanha da oposição de Capriles sob o slogan “Há um caminho” deve adotar uma posição de contraste em relação ao atual presidente.”Mas, ao mesmo tempo, Capriles precisará oferecer uma mudança que não coloque em risco os programas sociais que foram implantados pelo presidente Chávez”, ressalta Carrasquero.
Outro desafio será conseguir penetração em meios de comunicação, já que o governo nacional controla grande parte das rádios e televisões. Até o momento, o candidato da oposição parece ter adotado uma estratégia de não-confrontação. Ele tem evitado responder aos insultos e às insinuações de Chávez e de seus seguidores. Para o cientista político, enquanto o presidente é agressivo, excludente e evita entrar em profundidade quanto suas propostas, Capriles mostra os resultados de suas obras como governador e oferece soluções concretas para as pessoas.
http://www.eleitordigital.net.br/marketing-politico-exportacao/

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Marketing Político e sua importância para a população



Desde os primórdios da civilização, a grande preocupação da população é saber o que os políticos fazem com a representatividade depositada nele através do voto.
Arautos, anúncios em praças públicas e os mais rústicos recursos são usados desde sempre com o intuito de informar os cidadãos sobre as atividades dos políticos enquanto no exercício de seu mandato.
Observando isso, o legislativo federal, quando da construção da Constituição que rege o Brasil, fez questão de colocar como cláusula a obrigatoriedade da comunicação de atos e ações dos representantes públicos em seu art.5º inciso XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
O art. 37 regulamenta a forma de se comunicar onde reza: A Constituição Federal, em seu parágrafo primeiro do artigo 37, determina que “a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

Mas como fazer isso? Onde buscar as técnicas que garantam transparência, lisura e legalidade a essa comunicação, respeitando assim as leis e levando o beneficio da informação a população?
Aqui entra a moderna ferramenta chamada “Marketing Político” que tem entre suas técnicas a comunicação política.
Infelizmente em nosso país, a palavra “Marketing” ganhou conotações completamente errôneas do que realmente essa ciência representa enquanto técnica democrática de comunicação. O Marketing Político Eleitoral então se tornou o vilão da democracia, sem ao menos os usuários da palavra saberem o que isso quer dizer enquanto técnica ou ciência. Nos países mais desenvolvidos, essa técnica é respeitada como arma democrática de comunicação entre os políticos e a população, constando em várias grades de Universidades altamente respeitadas no mundo como matéria obrigatória em cursos de comunicação e ciência política. No Brasil, já temos o curso ministrado pela ECA – USP (a universidade mais respeitada em nosso país) sobre Marketing Político, ministrado por expoentes mestres da área.
O Marketing Político - Eleitoral vem substituir o coronelismo arcaico e viciante da democracia, nos atendo ao que coloca o Dr. Miguel Reale Jr, eminente jurista brasileiro, no prefácio do livro “Estratégias Eleitorais e Marketing Político” de Carlos Augusto Manhanelli – 1988 - 7ª Edição Editora Summus Editorial: “... o marketing político é essencial a prática democrática da persuasão como técnica que se vale de idéias e sensações, da organização e da avaliação acerca do próprio candidato, do eleitorado em geral, dos segmentos a serem atingidos, dos concorrentes e das pesquisas de opinião pública.
Há uma relação entre a elevação do nível de civismo, consciência política do eleitorado e a exigência de que as comunicações políticas e campanhas eleitorais se estribem nos conhecimentos e técnicas de marketing político.
Na medida em que o coronelismo, os currais eleitorais e o clientelismo perdem força, o eleitorado, liberto das amarras do obscurantismo e da subserviência, requer a prática do Marketing Político como técnica de cooptação e persuasão.
“Ganha à democracia, que significa, antes de tudo, exercício de cidadania”.

Incontestável, pois, o benefício á população e ao processo democrático advinda do conhecimento do ente político das técnicas de comunicação política e Marketing Político, seja ele do município, estado ou país, para a transparência de um mandato, seus atos e ações, assim como para a informação da população advinda da atividade política, gerando o respeito à cidadania e a democracia.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Com oportunidades para além das eleições, setor de marketing eleitoral está aquecido



Exame . com


16/02/2.010 - 16:21


São Paulo – As eleições municipais acontecem em outubro e já movimentam o mercado de marketing eleitoral. “A atuação de um consultor político vai além da época das eleições”, afirma Carlos Manhanelli, consultor e presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop).
Manhanelli explica que um profissional com experiência em marketing eleitoral pode trabalhar com políticos que já tenham mandatos e também como consultor institucional, fortalecendo as siglas de partidos políticos.
Por isso, para fazer carreira nessa área é preciso ter uma formação multidisciplinar. “Para pensar em uma campanha eleitoral, por exemplo, é preciso entender de tudo que diz respeito a uma campanha: marketing, televisão, gráfica a ciência política e estatísticas”, diz. A profissão exige conhecimento de outras áreas, como legislação eleitoral, necessário para orientar melhor advogados que trabalham durante a campanha.
O recomendável é que o profissional tenha uma formação superior em comunicação (propaganda e marketing ou jornalismo) e se especialize. No Brasil, há cursos de pós-graduação em marketing político na USP e na Mackenzie. No exterior, a Universidade de Salamanca, na Espanha, é uma das que oferecem programas nesta área.
Manhanelli afirma que a proatividade é essencial para quem quer seguir carreira na área. “Um bom consultor é aquele que você liga e tem a solução que você precisa”, explica.
A remuneração durante as eleições pode equivaler aos ganhos de um ano inteiro, mas o salário de um consultor depende de sua experiência e do quanto é especialista.